A Noiva da Alvorada e o Lobo de Prata - Crônicas de Aethelgard
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ORADA - O ACOR
e Aethelga
- O Peso da
antidade, era de fuma
do da minha garganta como uma garra áspera. No convento, as noviças eram ensinadas que a fumaça branca carregava nossas preces diretamente ao trono do Pai Solar, mas, para mi
criança - murmur
r de um pergaminho velho
ndo fixa no banco de pedra. Eu não me mexi. Não por uma questão de obediência ou piedade, ma
ochas, mas tão pesada quanto o ferro. As bordas afiadas das pontas de vidro pressionavam minhas têmporas. Eu podia sentir o latejar do meu próprio sangue contra o material frio, um ritmo frenético que parecia ecoar o m
z exige ordem - continuou a velha, alheia
amadas de linho branco, tão fino que eram quase translúcidas, presas por fios de ouro que serpenteavam meu torso como correntes de uma prisioneira de luxo. A "Noiva d
co de óleo dourado. - Milhares nascem sob o sol, mas apenas uma é escolhida a cada geraç
ico. Eu fechei os olhos por um segundo, e por trás das pálpebras, vi as imagens que os sermões da Igreja haviam gravado na minha mente desde o
ti mentalmente, a oração automática que
do sul estão famintas. Elas arranham a barreira todas as noites, buscando uma fresta para transformar Aethelgard em um cemitério de gelo. Se o seu sangue
ondi. Minha voz sa
o peso. Ele é
alvação através da dor. Eles me chamavam de salvadora, mas me tratava
o ar na câmara vibrar, e a vibração viajou pelo cristal da coroa, transformando o silêncio em uma agonia
povo precisa ver a santidade em seu rosto, nã
olares em suas armaduras de placas douradas, polidas a tal ponto que refletiam a luz das foscas janelas altas em f
ços sentiam a frieza do mármore. Eu sentia cada músculo do meu pescoço rí
de pessoas haviam viajado de todas as províncias para ver a Noiva passar. Elas gritariam meu nome, jogariam pétalas de jasmim e fariam o sinal do sol enquanto eu
a a luz do Pai Solar. Era uma fagulha de raiva, um desejo proibid
mplo, eu não rezei pela luz. Eu olhei para o horizonte sul, onde o céu começava a escurecer no cinza profundo do Véu d
uma santa, eu só