Ele não é meu irmão
i
com um turbilhão de pe
, minha mãe falando demais - e, no segundo seguinte, tudo se misturava ao barulho do impacto, ao vidro estilhaçando, ao
ria o v
tido preto, simples, que ia um pouco abaixo dos joelhos. Não pensei muito. Nada parecia certo de qualquer form
que o normal, tentando afastar a confusão que insistia em se agarrar aos meus pensamentos.
nterrados ali mesm
o, eu sabia que minha mãe teria concordad
o. Deixei as coisas sobre a cama, peguei o celular -
vinham
nto? - ouvi a voz do
Si
e - Ana comentou. - Tem que
upa é a mais confortável possível - ele respondeu, n
spirou. - Só estou dizendo que v
último
para mim quase
a. Nada exagerado. Ainda assim, havia algo nele que chamava atenção - tal
inda, querida
mostrar os dentes,
um scarpin pret
de Deus... - Leo
pensar. - Estou indo para um fun
caiu rápi
se involuntária, e levou a mão à
Ana me re
sse, já caminhando em dir
amente contrariada
rguntou, antes que saíssem
ada - r
leve, sem most
-
o cemitério
io vazias naquela manhã. Eu observava a cidade pela janela: as cas
r fixo à frente. Não parecia desconfortável
sse, depois de um temp
ada - r
ais fo
os, o lugar j
as que eu mal conhecia. Serra Clara tinha esse jeito
ai estava ao lado
i como levar um go
pernas
não ouvi direito. Eu apenas caminhei, pas
re
pir
udo veio
tro. Senti braços ao meu redor - da minha tia, de alguém que eu não identifiquei -
roximavam, diziam palavra
em um lug
ssoas in
a f
nas as
m menino em algum momento, os dois sérios demais para o normal. O men
enterro, senti o chão
xões sere
nalmente,
ão vol
minou, restava
ara casa e
fui com min
r quando entramos. Vazia
e me sentei na cama
das leves so
rar? - era
se
trou d
se. - Vamos pra um lual na praia, sei que
nsei em recusar,
uns segundos, como se não sou
de alguma cois
terrompi, com
asse
star lá
fechou, me permi
enas pelos
da que eu t
e que, a partir daquele mo
a não era
o que eu ainda não
-
A
s um dia comum de férias. A TV ligada em volume baixo, passando qualquer co
ue Lia est
casa tinha mudado desde o acidente. O ar parecia mais denso, como se
smo? - Theo perguntou
Acho que hoje qualquer
a vez. A única coisa que eu podia fazer era estar disponível.
tidas n
hos azuis claros e expressão completamente assustada estava ali, segur
- perguntou,
mesmo de perguntar quem e
z de Lia ecoou
se abraçaram com uma força que não combinava com a fragilidade daquele momento
Me desculpa por não ter chegado a tempo. O voo atrasou
ndeu, a voz baixa, tr
do que se ela tivess
o de Lia entre as mãos. - Meus pais compraram uma cas
Lia tentou sorrir, mas não
da pode espe
um sorriso involuntário. Era exatamente como eu e Theo.
ou, enfim reparando na roupa
com ele e o Theo - Lia respondeu
a sobrancel
a mim. - Se puder, claro... - disse
pido demais. Rápido o suficiente pra
se interessad
alei, pegando a c
meu lado, as meninas atrás. Dei par
o cheiro de maresia entrava pelas janelas abertas. O som baixo de uma mú
elo ret
açada aos próprios joelhos, enquant
mos a
ndo, o som das ondas quebrando logo ali. Vida acontecendo.
alquer momento, é só me av
asse
aram quase imediatamente, rindo de alguma coisa boba. Fiq
istir - ela disse,
ecisa ag
a. Bonita. Muito. Mas cansada
rir - ela confessou. - Como
i em
rer isso - respondi. - Acho q
olhou,
la como s
Mas... é o que eu gosta
silêncio
Alguém cantava desafinado. Pessoas d
spirou
ra é bonita
Às vezes dói fica
imeiro sorriso real que
nto, eu ente
cisava con
m ela, só escutar e ajudar el
.