Ele não é meu irmão
I
nós como se tivesse vontade própria. As chamas subiam e desciam, estalando, iluminando rostos desconhecidos, risad
a gargalhada alta para eles desaparecerem completamente da minha linha de visão. Aqueles dois não perdiam tempo - nunca perderam. Conheço
ei, deixando escapar uma risada curta ao vê-
otestar enquanto tropeçava na areia. Uma parte de mim sentiu alív
de voltar a atenção para mim. O sorriso dele era discreto, contido, como
bater contra minhas pernas. Arrepiei. Não só pelo frio. Por dentro, tudo em mim
gua - disse de repente, ma
e analisando com cuidado, como se
ar gelada
ma - respondi, j
char os olhos por um segundo. Puxei o vestido pela cabeça, ficando apenas de top e calcinha box. Nad
ue ele tinha virado o rosto para o outro
ê não
o a camisa e os tênis, quase
que eu
sada escapando sem controle. Ouvi os passos dele atrás de mim e isso me fez correr ainda mai
mpo. O choque da água gelada arran
eclamei, rindo
n gritou de volta
nesperado: silêncio. Por alguns segundos, não havia pensamentos, não havia lembranças, n
rça. A onda recuou rápido demais, e eu escorr
rou antes q
nha cintura, seguras, quentes e
, tossindo de leve
soltou im
os olhos atentos ao mar atrás de mim. - Aq
quei, tentando aliviar o pes
ossas pernas, subindo e descendo, e eu sentia meu corpo trem
ndo o queixo -
tá gela
er s
ui a
dele para evitar que eu caísse outra vez. O contato foi inevitável. Próxim
inteiro se
e, se afastando primeiro, como se ti
respira
eo? - perguntei,
le riu. - Já devem e
vel. Pegamos nossas coisas e seguimos em direção à camionete. O caminho foi silenci
e aos poucos minhas mãos deixaram de doer de fri
studos? - Ian perguntou
deve chegar nas
facu
pir
isada baixa, sem humor. - Pode não p
u rapidamen
Sé
gora tenho que assumir a empresa do meu pa
ntiu len
s sempre chegam an
ar isso nas mãos da minha tia. Ela pode ser
centei. - Sei que
- Até eu fazer dezoito, a pensão q
para ele, choca
uim - disse, com calma.
sempre d
fundo antes
e mandou pra morar aqui. Acho que a culpa
ocê a
anto. - Combinei com meu pai
do está seg
asa que ela comprou. Só não fui antes por causa
por alguns segun
o, também vou embora. Nã
onc
casa. Descemos com cuidado,
ão? - a voz de Ana cortou
Ian respondeu, vis
e est
a? - ele suspir
e idade e está sob mi
ferver de
aram aos dezesseis. Sou responsável por mim. E, se for prec
ou sem
não me p
ue
parecesse. No banheiro, liguei o chuveiro e
o acidente, eu não est
ava se
tava quase tant
-
A
graus ecoou pela casa silenciosa, carregado de raiva, dor e algo que eu ainda não sabia nomear. Eu ia logo atrás,
não,
i de
zados, o olhar afiado como se estivesse prestes a
com quem você se diverte - continu
Aquela mulher tinha um talento impr
- Ana insistiu. - E pode confu
ndo mentalmente até t
ei firme. - Você prefere que ela saia um pouco, respire, ou que fique
or um segundo, mas vo
r que você tocou nela, eu mesma te denuncio. E
oi o suf
braço com força, me livrando do aperto. -
das sem olha
lher m
o incômodo que aquela conversa tinha deixado. Tudo ali parecia errado. O clima da casa, o jeito como Ana olhava
para o banheiro do corredor, pensan
ão para gira
se abr
stava
e to
a cena. O cabelo ainda molhado, a pele levemente corada pelo banho, os olh
reflexo mais rá
esesperada, abaixando-se rapidamen
ente de costas, encarando a parede como se e
ndo ajustado, pa
ela murmurou,
tão percebi que estava prendendo a respiração. Soltei o ar devagar,
ro e fechei a po
s na pia e ab
a na minha mente de um jeito desconfortável. Não pelo corpo dela - mas pela vulnerabilidade. Pela
o chu
a o incômodo no peito. A conversa com Ana, o jeito como ela tratava Lia, a do
ia ultrapas
ia confu
mais um problem
seguia fingir que
ntre nós não diz
uravam um segundo a
pequena demais para sentimentos q
olhos so
sava cumpri
ca
m confusão, sem a
fic
que isso fos
.