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Ele não é meu irmão

Capítulo 4 03

Palavras: 1510    |    Lançado em: 27/01/2026

I

De

egui deixar

s na madeira fria. Meu coração batia rápido demais, como se eu tivesse acabado

verg

do no corredor, tão surpreso quanto eu, virando o rosto no mesmo instante, rígido, respeitos

hos e enca

era só cons

s próximos demais, mesmo quando ninguém dizia nada. E eu podia tentar me convenc

nte. Talvez não as

rto estava silencioso demais, abafado, quente. Serra Clara tinha esse

vibrou sob

se qualquer distração foss

i

o viemos pra casa. Não dava pr

r de um sorriso involun

xiste. Por qu

toalha cair na frente do Ian

o rápida demai

isso explica

maginando o qu

Mil

mbinar? A tensão entre vocês

i os

está exa

do sincera.

lábio, i

Mila. Vou te

E para de fingir q

s que ela pudesse di

s, ainda de toalha mesmo. Estava quente demais para pensar e

ranco, tentando organizar

s p

cid

a que ficou

uele olhar contro

Ia

pre

ão nenhuma comigo. Ele não perguntava o que eu sentia, não tentava me arrancar

vez f

, abraçando o

stava em luto. Ainda doía respirar em alguns momentos. Ainda tinh

sso, meu corpo reagia à simples

o acelerava quando

, sentindo os

osse só

fosse c

ndo se agarrar a qualquer

. O som distante do mar chegava suave, constante, como um lembrete de que

a casa estav

u no quarto. Evitando cruza

adecia p

e, naquele momento, eu não confiava em mi

tei de lado outra vez, puxa

i os

fosse apenas um lugar

oucos, que sentir não era uma traição à dor. Q

ram na nossa vida não par

esmente p

sono finalmente começava a me

ue eu tinha forç

-

A

sas estava

o como se ele pudesse me dar alguma resposta. A casa estava silenciosa demais,

i

. Eu tentava pensar em qualquer outra coisa. Na faculdade. No mar. Em surf. Em Theo falando besteira. Em

og

, como se algo tivesse sido despertado sem permissão, minha ereção era ní

. Era aquela vontade perigosa de proteger, d

o que mais

únic

d

se ultrapassado uma linha invisível. Não em atitude - ainda

era

a na minha cabeça c

no

ág

l

e meu pai disse que Lia viria morar conosco. Desde o instante em qu

significa

eu não estava pensando em

ais simples. Desejo passa. Corpo

que eu queria m

ela confi

seguro quando o m

quando ela re

uando todo mun

uerer não tinha

ra tantos pensamentos. Lembrei da conversa com Ana no corredor. Do jeito como ela s

ssas garotas

sse algum tip

s olhos

ca a t

a fa

da que a coloc

ão em uma coisa,

ava mac

conf

sas. Eu já tinha visto isso antes, em outras pessoas, em outros context

ra tão difícil

. Passei a mão pelos cabel

e estivesse tentando entender o próprio mundo; correndo em direção ao mar, rindo por a

era

s do que

e isso que me

idade - mas

ar entrar. O som distante do mar me alcançou, constante, quase

u

erd

onte

oi simples pra mim.

ia ch

parecia for

mites. Claros. Firmes. Inquebráveis. Precisava lembrar quem eu era naquela hi

mocional de uma

a e me joguei de

ação ao caos. Uma tensão passage

de algo que eu não tinh

finalmente sentin

soluta certeza, era que Lia não po

eu seria o primeiro

asse mais do que eu es

.

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