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Faminto e sedento

Capítulo 2 Faminto e sedento

Palavras: 1440    |    Lançado em: 20/03/2022

Taisiya parece saber todas as res

a mamãe, algumas de suas crenças e disse que na religião dela, as pessoas reencarnam, por isso tem

plano doido de fugir der certo mesmo, vou morrer de saudad

egura. Então, poderá vo

o convento e muito menos um marido,

esse pedido - diz, segurando minhas mãos. - Assim, teremos três anos de vantagem para pe

esse feito porque sua vocação para a fé é v

o mais importante é que saiba que eu sempre vou te amar e

ítu

ss

meses

vésperas de irmos para o convento. - digo, fingindo q

e superiora um super baile para essa noite, mas vou ficar d

não a autorizou a viajar enquanto

ero ir s

Ana. O papai conseguiu até mesmo que as freiras perm

também disse não a contatos físicos entre nós ou eu

. - Não somos gêmeas por obra do acaso,

Seu desejo é ser bai

stou brincando sobre como sentirei sua f

á na hora - meu

tou ind

ar que eu me desp

não deixa as freiras de cabelos em

uém que vai revolucionar aquele convento, é você. Quando a imagino

a diz, sorrindo, mas

pergunto, oferecendo o dedinho mínimo

a vida não é tão diverti

. Preciso de

dias

deseja ver você - uma freira diz,

ite, tenho obedecido porque quando Taisiya chegar, compartilhará o quarto comigo. Com a min

elha verbal quando achava que eu estava exagerando. Aqui eu não posso falar nada. Tenho que fingir ser agradecida até mesmo pe

minha mesinha de cabece

quer comigo

a pensar porque em seguid

nda deitada? Eu disse q

a

a cabeça, eu r

uma boneca? Estava d

tento me sit

é minha interlocutora porque meus olhos ainda não conseguem

padr

a sensação de uma bola de fe

n est

ndo uma coisa ou outra sobre a Irmandade, das conversas que ouvi do meu pai com seus homens.

que Taisiya piorou e sinto meus

asta

dia: saia plissada xadrez até os tornozelos e camisa branca, de manga curta e botões. Mais sem graça, impossível. Ainda

essada e

ve-me para vê-l

que quero ter a certeza de que a minha irmã está bem, temo pela resposta. Meu coraç

tos anos, quando eu ainda era pequena, tenha passado o cargo para seu ne

ssoas abaixem a cabeça em respeito. Até mesmo Taisiya e Kristina par

omens da Organização, principalmente se tratando do nosso líder, eu nunca o temi. Ruslan sempr

inho?

e o ex- Pakhan nunca dava as costas nem mesmo para um amigo e o f

tira toda a força das minhas pernas. O que quer que

asta

omo de costume. Ando até onde está só Deus sabe como por

beijo-a com carinho. Eu lhe dedico

que vejo faz as lágrimas c

implorando na minha cab

ã

posta, no entanto, vári

qui representa, co

por que não é meu pai quem vei

minha garganta. Em uma única resposta, ele

u rosto e olha nos meus

i

To

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Faminto e sedento
Faminto e sedento
“- Está morto? - Ouço uma voz perguntar, mas ela parece vir de muito longe. - Quase, mas ainda respira. O que quer que eu faça com ele? Posso acabar com a agonia do garoto com uma única bala. - Não. Valorizo a lealdade. Ele foi contra o próprio pai para proteger a Organização. Esse aí entendeu que a Irmandade[4] está acima da família. - Dizem que ele é meio maluco. - Quem de nós não é? De qualquer modo, o rapaz é corajoso. Não é qualquer um que enfrentaria um avtoritet[5] para cumprir com seu dever de lealdade ao Pakhan[6]. - Não costuma ser tão generoso, Papa[7]. Alguns diriam que um fruto nunca cai longe da árvore. E se for como o pai? - Nesse caso, por que não permitiu que o maldito seguisse com o plano para me matar? Não, o menino é água de outra pipa. E o que estou fazendo não tem a ver com generosidade, mas com pensar no futuro. Conto nos dedos de uma mão quantas pessoas morreriam realmente por mim e por minha família. É mais novo do que os meus netos. Um dia, Yerik e Grigori[8] vão estar no comando e precisarão de homens de verdade ao lado deles. Eu acho que eles continuam conversando, mas não tenho certeza. Acordo e perco a consciência várias vezes. Entretanto, entendo que o Pakhan acha que eu fiz o que fiz por ele, mas não foi. Minha decisão não teve nada a ver com alguém, mas com algo. Regras. É por elas que eu vivo. Eu nunca as quebro. Elas são o meu verdadeiro deus, muito acima do que as pessoas chamam de sentimentos ou emoções. Não tenho amor e nem raiva dentro de mim. Não consigo entender esses conceitos, já as regras, são simples: siga-as ou quebre-as. Há sempre somente duas escolhas. Preto ou branco. O cinza é uma impossibilidade e também uma desculpa para quem não consegue se manter fiel à sua palavra. Não me ofendo com xingamentos ou me dobro à tortura. Não temo a morte e nem sinto medo de nada, a não ser ter minha vida fora de padrões que estabeleci. Eu preciso dos padrões e os procuro em qualquer lugar. Quando descobriu essa minha habilidade de pensar em cem por cento do tempo de forma lógica, meu pai usou-a por muito tempo em seu trabalho na Organização. O que ele não entendeu, é que essa não era apenas uma característica minha, mas quem sou. Em tudo, todas as áreas da minha vida, busco padrões. É assim que consigo compreender o mundo ao meu redor. Foi assim que descobri a traição dele. Ele não estava somente roubando, planejava entregar o Pakhan nas mãos dos inimigo e isso desordenaria meu plano de continuar servindo à Organização. Atrapalharia as entregas de carregamentos de armas, cujas rotas calculei com precisão matemática. Traria um novo chefe para a Irmandade, que talvez quisesse modificar a planilha de lucro. Iniciar guerras desnecessárias. Eu odeio mudanças. Qualquer alteração me desestabiliza. Até mesmo uma solução alternativa para mim, tem que ser analisada de antemão. Tusso e me sinto sufocar. O ar está impregnado com uma mistura esquisita. Um dos odores é sangue, eu sei. Estou acostumado a esse cheiro desde pequeno. Aos treze anos, matei pela primeira vez. Uma ideia destorcida do meu pai para que eu fosse iniciado dentro da Organização. O outro odor, acredito que seja álcool, então acho que devo estar em um hospital. Eu não me importo, só quero ficar curado. Preciso que me costurem para que eu possa seguir com o meu trabalho. Se demorar muito, vai atrapalhar meu cronograma e eu não tolero imprevistos.”
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