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Capítulo 2 Jogos adultos

Palavras: 1193    |    Lançado em: 22/03/2022

ue aceitaria f azer sexo com várias pessoas, sem um relacionamento estável, sem romance. - Mas Melanie... isso é puro sexo, somente. Qual é a graça nisso; aliás isso não é ilegal? - C

me chocava ainda mais. Esperava outra coisa de Melanie; conhecí amo-nos há um ano e nunca tinha imaginado aquela f acetada minha amiga. Na clí nica de reabilitação havia alguns viciados em sexo e sempre imaginei que aqueles f ossemos únicos capazes de se relacionarem daquela f ormalibertina. Porque era um ví ci ,oum tipo de doença que precisava ser tratada. Porque nossa sociedade sempre prezou pela monogamia e pela valorização da f amí lia, coisas do tipo. E eu estava f alando um monte de baboseiras. Minha f amí liaera o exemplo oposto daquilo que não valia à pena ser valorizado. Minha doença tinha razão de ser, considerando tudo que vivi em minha inf ância. Talvez, e apenas cogitava aquilo porque estava bebendo de estômago vazio, Melanie tivesse razão e aquele comportamento f osse libertador. - Vou considerar f azer uma visita. - Aceitei. - Mas só isso, uma visita. Não pretendo sair de lá com três caras a tiracolo, sim? - Perf eito! Vamos marcar um dia desses! - Melanie bateu palmas de alegria com minha concordância, com muito mais expectativas sobre aquela visita ao clube de sexo do que eu mesma. Não daria mais para tirar aquelas imagens pervertidas da cabeça, então a melhor coisa a se f azer era beber bastante para acordar de ressaca no dia seguinte. Olhei-me no espelho várias vezes, querendo conf irmar se eu estava suf icientemente atraente. Como toda mulher, antes de sair, eu gostava de garantir que me destacaria das demais com quem encontrasse. Meu cabelo curto estava penteado delicadamente para det

ente começou a tornar-se mais agradável, à medida em que me f amiliarizeicom os espaços. Era apenas uma casa noturna comum; se eu mantivesse aquele pensamento seria mais f ácil. - Não olhe agora, mas você tem admiradores. - Minha amiga disparou assim que sentou novamente ao meu lado. Ela tinha ido ao banheiro retocar o batom e estranhamente optei por f icar ali. - Como? - Na mesa à sua esquerda, sentado sozinho e com um copo de whisky. Andrew Thorne, você está bem, menina. Virei-me discretamente para olhar, por cima do ombro, na direção indicada por Melanie. Havia um homem,

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“tamborilava o tampo de vidro da mesa do escritório com uma caneta de cem dólares sem importar-me em danif ci á-la. Aquele caso estava me tirando do sério. O cliente insistia em uma ação que não tinha mérito e que não nos levaria a lugar algum - apenas a f alência do escritório. Não estava nada interessada em perder o único emprego decente que tinha conseguido desde o f im do tratamento. Já tinha pesquisado todos os precedentes possí veis e ainda não tinha encontrado uma brecha que pudesse signif icar sucesso na demanda. Meus olhos estavam cansados de tanto olhar para a tela do computador, mesmo estando de óculos o dia inteiro. Respirando f undo, levantei-me e caminhei até a cozinha. Precisava de um caf é bem forte e provavelmente os pensamentos iriam clarear. Enquanto esperava a ruidosa caf eteira preparar-me um expresso, lembrei-me da primeira vez em que pisei no Metcalf e & Matthews Advogados Associados. Tinha acabado de sair de uma clí nica de reabilitação. Nunca tinha usado drogas nem nunca tinha bebido além do admissí velem sociedade. Eu tinha dois problemas que me levaram a f icar internada para tratamento por um ano - era maní aco-depressiva e tinha tentado o suicí dioduas vezes. Na segunda vez a f amí liaachou que deveria importar-se comigo e conseguiu uma ordem judicial para me trancar em uma clí nicae f orçaruma medicação que eu não desejava. Foi um ano excelente. No iní cio, detestei o lugar e as pessoas com quem tinha que conviver. As regras eram insuportáveis. Com o passar do tempo, a compreensão do problema e o vislumbre de que sairia curada f ez com que aceitasse o tratamento. Meus antecedentes, no entanto, não auxiliaram na busca por trabalho. A f amí lianão iria me sustentar; eu já tinha vinte e nove anos, então. O namorado não iria mais me aturar depois de ter tido que lidar com meu comportamento por quase três anos. Meu único bem, um apartamento, f oi vendido para pagar o tratamento. Eu precisava de um emprego que me garantisse uma renda razoável para alugar um novo apartamento e sobreviver. - Terra chamando Layla. - A voz de Melanie me tirou do transe de vários minutos. O caf éjá estava pronto há bastante tempo, mas eu continuava divagando sobre o passado recente. - Está tudo bem com você? Melanie era a melhor amiga desde minha contratação pelo Metcalf e& Matthews. A vida tinha mudado completamente - eu era mais f eliz e tinha relacionamentos mais saudáveis. Melanie era parte f undamental naquele processo. - Sim, é o caso Gandini que está me tirando do sério. Não sei por que aceitaram esse cliente nem por que me passaram esse pepino. - Jura que não sabe? - Melanie baixou o tom de voz e também serviu-se de um caf é. - Olson não gosta de você. Ele vai f azer de tudo para te sacanear e mostrar que você não é capaz de dar conta do cargo que assumiu. - Ele tinha pretensões para a minha vaga, não é? - Recordei- me que Jeremy Olson, um advogado que estava há mais tempo no escritório, ansiava pela vaga de advogado júnior que eu consegui apenas alguns meses depois de contratada.”