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Jogos adultos

Capítulo 3 Jogos adultos

Palavras: 1442    |    Lançado em: 22/03/2022

bebida que ainda restava em minha boca de uma só vez. O gosto da tequila estava amargo, então pedi mais uma. Não queria sexo, mas também não queria ser vista de f ormadif erentedo que eu

do jeito que as colocou não dava para ter outra compreensão. - Sim, estou gostando. Bastante agradável a música, o serviço, o público. Você vem sempre aqui? - Há mais de um ano. E sempre tem algo novo que me atrai, que me f az voltar eventualmente. Os olhos dele estavam em mim novamente. Daquela vez não me senti constrangida, mas conf usa. Ele f alava em códigos, mas a culpa era minha. Eu f alava em códigos e gostava daquele jogo. O problema era que não sabia se queria jogar com ele, não naquela noite. Queria passar a noite conversando, talvez dançar, talvez beijar, e marcar um novo encontro. Nunca tinha f eito sexo no primeiro encontro, principalmente quando não se tratava de um encontro. - Isso é bom. Talvez eu veja algo que me f aça volta,r também. - Você quer sair daqui? N ão. Olhei desamparada para o copo mal tocado de bebida à minha f rente e respirei f undo. Não sabia o que signif icava aquilo, mas não podia sair dali. Ele era lindo e aparentemente irresistí vel, mas eu não iria para a cama com ele naquela noite. - Eu vim só observar. - Conf essei. - Melanie insistiu que eu viesse, disse que eu gostaria e que isso mudaria meus conceitos. Eu gostei, mas ainda não mudei meus conceitos. - Entendo. - Andrew transf ormou o sorriso em uma linha f ina em seus lábios e f inalizou seu whisky. Se ele estava desapontado, escondia aquilo muito bem. - Você não separa sexo de romance. O que signif ica que precisarei te enviar f lores se quiser levar você lá para cima? - O que tem lá em cima? - A curiosidade era sempre meu ponto f raco. - Quando você quiser ir, eu te mostro. Por enquanto, talvez deva respeitar suas escolhas. - Sinto muito. - Peguei a bolsa, intentando levantar-me e deixá-lo procurar outra parceira para satisf azer suas vontades. - Aonde vai? - Andrew segurou minha mão subitamente. - Voltar para o bar. Eu pensei que... - Por f avor, sente-se. - Ele sorriu novamente, soltando-me. - Não é porque demonstrou claramente que não está a f imessa noite que não podemos conversar e beber. Não sei por que aquilo surpreendeu-me. Talvez porque eu tinha outra ideia sobre o clube do sexo de Melanie, achando que todos estavam ali para se comerem como animais no cio. Deveriam estar, mas não éramos animais no cio. O ser humano tinha toda aquela ideia de sexo por prazer, sexo por amor, sexo como uma f orma de conexão entre duas pessoas. Não deveria parecer tão insensato que ele estivesse interessado em mim e desejasse me conhecer melhor. Mesmo em um lugar como aqu

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“tamborilava o tampo de vidro da mesa do escritório com uma caneta de cem dólares sem importar-me em danif ci á-la. Aquele caso estava me tirando do sério. O cliente insistia em uma ação que não tinha mérito e que não nos levaria a lugar algum - apenas a f alência do escritório. Não estava nada interessada em perder o único emprego decente que tinha conseguido desde o f im do tratamento. Já tinha pesquisado todos os precedentes possí veis e ainda não tinha encontrado uma brecha que pudesse signif icar sucesso na demanda. Meus olhos estavam cansados de tanto olhar para a tela do computador, mesmo estando de óculos o dia inteiro. Respirando f undo, levantei-me e caminhei até a cozinha. Precisava de um caf é bem forte e provavelmente os pensamentos iriam clarear. Enquanto esperava a ruidosa caf eteira preparar-me um expresso, lembrei-me da primeira vez em que pisei no Metcalf e & Matthews Advogados Associados. Tinha acabado de sair de uma clí nica de reabilitação. Nunca tinha usado drogas nem nunca tinha bebido além do admissí velem sociedade. Eu tinha dois problemas que me levaram a f icar internada para tratamento por um ano - era maní aco-depressiva e tinha tentado o suicí dioduas vezes. Na segunda vez a f amí liaachou que deveria importar-se comigo e conseguiu uma ordem judicial para me trancar em uma clí nicae f orçaruma medicação que eu não desejava. Foi um ano excelente. No iní cio, detestei o lugar e as pessoas com quem tinha que conviver. As regras eram insuportáveis. Com o passar do tempo, a compreensão do problema e o vislumbre de que sairia curada f ez com que aceitasse o tratamento. Meus antecedentes, no entanto, não auxiliaram na busca por trabalho. A f amí lianão iria me sustentar; eu já tinha vinte e nove anos, então. O namorado não iria mais me aturar depois de ter tido que lidar com meu comportamento por quase três anos. Meu único bem, um apartamento, f oi vendido para pagar o tratamento. Eu precisava de um emprego que me garantisse uma renda razoável para alugar um novo apartamento e sobreviver. - Terra chamando Layla. - A voz de Melanie me tirou do transe de vários minutos. O caf éjá estava pronto há bastante tempo, mas eu continuava divagando sobre o passado recente. - Está tudo bem com você? Melanie era a melhor amiga desde minha contratação pelo Metcalf e& Matthews. A vida tinha mudado completamente - eu era mais f eliz e tinha relacionamentos mais saudáveis. Melanie era parte f undamental naquele processo. - Sim, é o caso Gandini que está me tirando do sério. Não sei por que aceitaram esse cliente nem por que me passaram esse pepino. - Jura que não sabe? - Melanie baixou o tom de voz e também serviu-se de um caf é. - Olson não gosta de você. Ele vai f azer de tudo para te sacanear e mostrar que você não é capaz de dar conta do cargo que assumiu. - Ele tinha pretensões para a minha vaga, não é? - Recordei- me que Jeremy Olson, um advogado que estava há mais tempo no escritório, ansiava pela vaga de advogado júnior que eu consegui apenas alguns meses depois de contratada.”