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Jogos adultos

Capítulo 5 Jogos adultos

Palavras: 1309    |    Lançado em: 22/03/2022

tender por quê. A f orma como ele colocou aquilo soou indelicada. Quis retrucar, dizer que as mulheres não podiam ser chamadas de f êmeas como se f ossem animais irracionais e qu

egada por Andrew, subindo por um lance de escadas. Terminamos em um corredor escuro cheio de portas e cortinas, com aroma adocicado de incenso. Engoli saliva quando ele abriu uma das portas e me empurrou para dentro, girando a f echadura e acendendo uma luz azul f raca. - Onde estamos? - Perguntei. Minhas mãos estavam suando. - No andar de cima. - Ele riu. - Você não queria conhecê-lo? - E viemos aqui porque... Andrew, eu acho que deixei claro que... - Calma Layla. - Ele se aproximou e passou os dedos por meus cabelos, recolocando-os atrás da orelha. - Eu te trouxe aqui para criar uma cena. Aposto que todos viram, que James viu. Sabe quem é o maior competidor de James, o único que o f az sentir-se ameaçado? - Você? - Arrisquei. - Sim, eu. Não que isso me coloque em algum ní velsuperior de qualidade, mas é divertido disputar com ele. Principalmente quando atuamos juntos. - Vocês dois f azem sexo juntos? - Arregalei os olhos, assombrada. - Quero dizer, um com o outro? Andrew deu uma risada sonora, mas por algum motivo suspeitei que ninguém pudesse nos ouvir. Eu não ouvia nenhum ruí dodentro daquele quarto, apenas uma música suave tocando ao f undo. - Não é bem assim, não f azemos sexo um com o outro. Mas gostamos de sexo em grupo e já compartilhamos a mesma mulher mais de uma vez. Também já compartilhamos várias mulheres. Como eu disse, é um jogo. Quem leva mais tempo para f azer a mulher atingir o orgasmo, quem goza mais devagar, quem sustenta uma ereção para um segundo tempo. James gosta de jogar comigo. Se ele achar que estou interessado em você, isso pode ser positivo. Cambaleei para trás e sentei-me em uma cadeira que estava estrategicamente colocada ali. Minha respiração estava acelerada, porque aquela conversa era totalmente inadmissí vel. Como ele podia sentir-se tão conf ortável em f alar aquelas coisas para mim, uma quase desconhecida? E como aquela ideia me parecia tão sedutora? Aqueles dois homens lindos de uma só vez? Tirei alguns minutos para observar o quarto. Havia uma cama grande encostada em uma parede, algumas cadeiras e outros móveis aleatórios. Parecia um quarto de hotel. A luz era f raca e o azulado não nos permitia ver direito. Havia vários espelhos no teto e em algumas paredes, que eram pintadas de alguma cor indistingu

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“tamborilava o tampo de vidro da mesa do escritório com uma caneta de cem dólares sem importar-me em danif ci á-la. Aquele caso estava me tirando do sério. O cliente insistia em uma ação que não tinha mérito e que não nos levaria a lugar algum - apenas a f alência do escritório. Não estava nada interessada em perder o único emprego decente que tinha conseguido desde o f im do tratamento. Já tinha pesquisado todos os precedentes possí veis e ainda não tinha encontrado uma brecha que pudesse signif icar sucesso na demanda. Meus olhos estavam cansados de tanto olhar para a tela do computador, mesmo estando de óculos o dia inteiro. Respirando f undo, levantei-me e caminhei até a cozinha. Precisava de um caf é bem forte e provavelmente os pensamentos iriam clarear. Enquanto esperava a ruidosa caf eteira preparar-me um expresso, lembrei-me da primeira vez em que pisei no Metcalf e & Matthews Advogados Associados. Tinha acabado de sair de uma clí nica de reabilitação. Nunca tinha usado drogas nem nunca tinha bebido além do admissí velem sociedade. Eu tinha dois problemas que me levaram a f icar internada para tratamento por um ano - era maní aco-depressiva e tinha tentado o suicí dioduas vezes. Na segunda vez a f amí liaachou que deveria importar-se comigo e conseguiu uma ordem judicial para me trancar em uma clí nicae f orçaruma medicação que eu não desejava. Foi um ano excelente. No iní cio, detestei o lugar e as pessoas com quem tinha que conviver. As regras eram insuportáveis. Com o passar do tempo, a compreensão do problema e o vislumbre de que sairia curada f ez com que aceitasse o tratamento. Meus antecedentes, no entanto, não auxiliaram na busca por trabalho. A f amí lianão iria me sustentar; eu já tinha vinte e nove anos, então. O namorado não iria mais me aturar depois de ter tido que lidar com meu comportamento por quase três anos. Meu único bem, um apartamento, f oi vendido para pagar o tratamento. Eu precisava de um emprego que me garantisse uma renda razoável para alugar um novo apartamento e sobreviver. - Terra chamando Layla. - A voz de Melanie me tirou do transe de vários minutos. O caf éjá estava pronto há bastante tempo, mas eu continuava divagando sobre o passado recente. - Está tudo bem com você? Melanie era a melhor amiga desde minha contratação pelo Metcalf e& Matthews. A vida tinha mudado completamente - eu era mais f eliz e tinha relacionamentos mais saudáveis. Melanie era parte f undamental naquele processo. - Sim, é o caso Gandini que está me tirando do sério. Não sei por que aceitaram esse cliente nem por que me passaram esse pepino. - Jura que não sabe? - Melanie baixou o tom de voz e também serviu-se de um caf é. - Olson não gosta de você. Ele vai f azer de tudo para te sacanear e mostrar que você não é capaz de dar conta do cargo que assumiu. - Ele tinha pretensões para a minha vaga, não é? - Recordei- me que Jeremy Olson, um advogado que estava há mais tempo no escritório, ansiava pela vaga de advogado júnior que eu consegui apenas alguns meses depois de contratada.”