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A Herdeira Renascida: O Pacto de Vingança do Lobo

A Herdeira Renascida: O Pacto de Vingança do Lobo

A chuva batia na janela do sanatório como terra caindo sobre um caixão. Eu estava paralisada, presa no meu próprio corpo, assistindo impotente enquanto meu pai, Elmo, assinava a ordem de "Não Ressuscitar" sem sequer olhar nos meus olhos. Ele arrancou o fio da tomada, silenciando o monitor que provava que eu estava viva. Mas o golpe final não foi a falta de ar, foi o sussurro cruel da minha madrasta, Felícia. Ela se inclinou sobre mim, usando meu colar de pérolas favorito, e revelou a verdade: meu "acidente de carro" foi, na verdade, um envenenamento lento pelo chá que ela me servia. Enquanto meus pulmões ardiam, ela riu e despejou o resto da sujeira. Meu noivo perfeito, Brás, já tinha um filho de dois anos com a minha própria irmã. Minha herança não estava pagando nosso futuro, mas sim a conta offshore deles nas Ilhas Cayman. Eu tinha pago por tudo, inclusive pelo meu próprio assassinato. O pânico e a raiva explodiram dentro de mim enquanto a escuridão me engolia. Eu queria gritar, queria me vingar, mas meu corpo falhou. Eu morri sabendo que fui a marionete perfeita. Mas então, puxei o ar com violência. Não estava mais no quarto branco e estéril. Estava cercada por lençóis de seda em uma suíte de luxo. O celular na cabeceira marcava a data: 12 de Setembro. Cinco anos atrás. O dia do meu casamento. Ao meu lado na cama, com uma tatuagem de lobo nas costas, dormia Basílio Delga — o inimigo mortal da minha família, o homem que destruiria a empresa do meu pai. Desta vez, eu não vou fugir envergonhada. Olhei para o homem perigoso ao meu lado e tomei minha decisão. "Acorde, Basílio", sussurrei para o predador adormecido. "Temos um império para queimar."
De Bolsa de Sangue a Rainha Bilionária

De Bolsa de Sangue a Rainha Bilionária

Passei quatro horas em pé, fatiando trufas negras importadas para o nosso jantar de aniversário de casamento. Mas o Barro não apareceu. O meu celular vibrou no balcão, iluminando a cozinha escura. Não era um "parabéns". Era uma ordem seca do meu marido: "A Safira desmaiou. Vá para o hospital. Precisamos do seu sangue agora." Logo em seguida, a própria Safira mandou uma foto. A mão do meu marido segurando a dela com uma ternura que ele nunca teve comigo. Minha sogra entrou na cozinha, torceu o nariz para o Bife Wellington que preparei e riu na minha cara. "Você ainda está contando datas? Ele não vem comer esse lixo. Ele está com quem importa. Agora vá aspirar o tapete antes de sair." Naquele momento, o amor cego que senti por três anos morreu. Percebi que eu nunca fui a esposa dele. Eu era apenas um recipiente biológico, mantida por perto apenas porque meu sangue Rh-negativo raro era o único compatível com a "frágil" amante dele. Tirei o avental e o joguei no lixo. Subi as escadas, tirei a aliança barata que ele comprou numa loja de departamento e assinei os papéis do divórcio. Quando saí para a rua fria, o Barro me ligou, provavelmente para gritar pelo meu atraso na transfusão. Bloqueiei o número. Parei sob a luz do poste e liguei para o meu pai, o bilionário dono do Grupo Rocha, para quem eu não ligava há anos. "Sou eu," sussurrei, vendo o comboio de seis Maybachs blindados virar a esquina para me buscar. "Inicie a extração. Eles vão pagar por cada gota."