Ele Escolheu a Outra: Meu Mundo em Chamas

Ele Escolheu a Outra: Meu Mundo em Chamas

Casey Mondragon

5.0
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Capítulo

Aos oito meses de gravidez, a minha vida com Miguel devia ser um sonho, cheia de expectativas pelo nosso filho. Mas o cheiro a queimado acordou-me, e o alarme de incêndio rasgou o silêncio. A casa estava a arder! Liguei ao Miguel em pânico, tossindo no fumo denso, pedindo ajuda desesperadamente. A sua voz, distante e irritada, disse: "Estou ocupado. A Sofia teve um pequeno acidente. Liga para os bombeiros." Ele desligou. Abandonei tudo, rastejando para fora, e já em segurança, a dor e o sangramento começaram. No hospital, a verdade dilacerou-me: perdemos o nosso bebé. Perdemos tudo. Miguel apareceu horas depois, impecável, com desculpas cínicas sobre um "acidente" e a "Sofia". A minha sogra, em vez de apoio, ligou para me culpar: "Talvez tenha sido para o melhor. Não estavas preparada para ser mãe." Como puderam? Enquanto o meu mundo ardia e o meu filho morria, ele escolheu acalmar outra mulher? A dor da perda avassalou-me, mas a traição cruel, a mentira descarada, incendiou uma fúria gelada no meu interior. Eu sabia que não era apenas um "acidente". Havia algo mais, algo podre. Entre as cinzas do que foi o nosso lar, a mão da verdade estendeu-se. Eu encontrei-o. Um recibo. Não de uma oficina, mas de um jantar romântico, do outro lado da cidade, na mesma noite. Com ela. A Sofia. Aquele pedaço de papel. O desprezo. A mentira. Tudo me deu força. A Eva que existia morreu no fogo. Uma nova Eva nasceu, pronta para a verdade e para o recomeço, sozinha.

Introdução

Aos oito meses de gravidez, a minha vida com Miguel devia ser um sonho, cheia de expectativas pelo nosso filho.

Mas o cheiro a queimado acordou-me, e o alarme de incêndio rasgou o silêncio.

A casa estava a arder!

Liguei ao Miguel em pânico, tossindo no fumo denso, pedindo ajuda desesperadamente.

A sua voz, distante e irritada, disse: "Estou ocupado. A Sofia teve um pequeno acidente. Liga para os bombeiros."

Ele desligou.

Abandonei tudo, rastejando para fora, e já em segurança, a dor e o sangramento começaram.

No hospital, a verdade dilacerou-me: perdemos o nosso bebé.

Perdemos tudo.

Miguel apareceu horas depois, impecável, com desculpas cínicas sobre um "acidente" e a "Sofia".

A minha sogra, em vez de apoio, ligou para me culpar: "Talvez tenha sido para o melhor. Não estavas preparada para ser mãe."

Como puderam?

Enquanto o meu mundo ardia e o meu filho morria, ele escolheu acalmar outra mulher?

A dor da perda avassalou-me, mas a traição cruel, a mentira descarada, incendiou uma fúria gelada no meu interior.

Eu sabia que não era apenas um "acidente".

Havia algo mais, algo podre.

Entre as cinzas do que foi o nosso lar, a mão da verdade estendeu-se.

Eu encontrei-o.

Um recibo.

Não de uma oficina, mas de um jantar romântico, do outro lado da cidade, na mesma noite.

Com ela.

A Sofia.

Aquele pedaço de papel. O desprezo. A mentira. Tudo me deu força.

A Eva que existia morreu no fogo.

Uma nova Eva nasceu, pronta para a verdade e para o recomeço, sozinha.

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