Libertado da Jaula Dourada

Libertado da Jaula Dourada

Casey Mondragon

5.0
Comentário(s)
100
Leituras
23
Capítulo

Eu era Leo, o "irmão mais velho" e assistente pessoal de Isabela Medeiros. Durante três anos, vivi na sua sombra, num luxuoso apartamento. Contudo, era um prisioneiro dourado, subjugado pela falência da minha família de artesãos. O tratamento do meu pai moribundo dependia do seu pai bilionário. A minha vida era um contrato humilhante: o meu corpo em troca da sobrevivência dos meus. Mas tudo mudou numa noite, após um beijo casual na bochecha dela. Isabela, exultante, anunciou: "O Thiago volta para o Brasil na próxima semana!" Era Thiago Alves, o jogador de futebol, o amor da sua vida. E então, o choque, num telefonema que parou o meu mundo: "O teu pai... ele faleceu esta manhã." A única corrente que me prendia a Isabela partiu-se. O meu sacrifício tornara-se inútil. Instantaneamente, ela exigiu que eu planeasse a festa de Thiago no Copacabana Palace. Atirou-me uma toalha, desdenhosa: "Limpa esta confusão. Não quero que o Thiago pense que ando a dormir com o pessoal." Ela usou-me descaradamente como escudo humano, resultando na minha esfaqueamento. No hospital, preocupou-se mais com a reputação "heroica" de Thiago. "Tu és o meu melhor amigo! Sabia que farias qualquer coisa por mim!", disse ela, pedindo-me para assumir a culpa de Thiago bêbado, levando-me a ser brutalmente espancado na prisão. Eles me viam como objeto descartável, um servo. Como pude ser tão cego, tão manipulado? O desprezo, a humilhação, a dor de cada golpe, a prisão... eram menos do que o vazio que senti ao perceber o meu valor para ela. "Não sinto nada. Nem raiva, nem humilhação. Apenas um vazio frio." Para ela, eu era apenas um "servidor". Um objeto. Este é o fundo do poço. Mas a morte do meu pai foi uma libertação. Eles não teriam mais nada a me ameaçar. Olhei para Isabela, para os seus olhos mimados, e decidi. "O meu trabalho aqui terminou." Se me tratam como cão, serei um lobo. Peguei no meu telemóvel, cortei todos os laços digitais. Adeus, Isabela. Adeus, cativeiro. Finalmente, estou livre. Rumo a Lisboa, para recomeçar.

Introdução

Eu era Leo, o "irmão mais velho" e assistente pessoal de Isabela Medeiros.

Durante três anos, vivi na sua sombra, num luxuoso apartamento.

Contudo, era um prisioneiro dourado, subjugado pela falência da minha família de artesãos.

O tratamento do meu pai moribundo dependia do seu pai bilionário.

A minha vida era um contrato humilhante: o meu corpo em troca da sobrevivência dos meus.

Mas tudo mudou numa noite, após um beijo casual na bochecha dela.

Isabela, exultante, anunciou: "O Thiago volta para o Brasil na próxima semana!"

Era Thiago Alves, o jogador de futebol, o amor da sua vida.

E então, o choque, num telefonema que parou o meu mundo: "O teu pai... ele faleceu esta manhã."

A única corrente que me prendia a Isabela partiu-se.

O meu sacrifício tornara-se inútil.

Instantaneamente, ela exigiu que eu planeasse a festa de Thiago no Copacabana Palace.

Atirou-me uma toalha, desdenhosa: "Limpa esta confusão. Não quero que o Thiago pense que ando a dormir com o pessoal."

Ela usou-me descaradamente como escudo humano, resultando na minha esfaqueamento.

No hospital, preocupou-se mais com a reputação "heroica" de Thiago.

"Tu és o meu melhor amigo! Sabia que farias qualquer coisa por mim!", disse ela, pedindo-me para assumir a culpa de Thiago bêbado, levando-me a ser brutalmente espancado na prisão.

Eles me viam como objeto descartável, um servo.

Como pude ser tão cego, tão manipulado?

O desprezo, a humilhação, a dor de cada golpe, a prisão... eram menos do que o vazio que senti ao perceber o meu valor para ela.

"Não sinto nada. Nem raiva, nem humilhação. Apenas um vazio frio."

Para ela, eu era apenas um "servidor".

Um objeto.

Este é o fundo do poço.

Mas a morte do meu pai foi uma libertação.

Eles não teriam mais nada a me ameaçar.

Olhei para Isabela, para os seus olhos mimados, e decidi.

"O meu trabalho aqui terminou."

Se me tratam como cão, serei um lobo.

Peguei no meu telemóvel, cortei todos os laços digitais.

Adeus, Isabela.

Adeus, cativeiro.

Finalmente, estou livre.

Rumo a Lisboa, para recomeçar.

Continuar lendo

Outros livros de Casey Mondragon

Ver Mais
Cem Tentativas, Um Divórcio

Cem Tentativas, Um Divórcio

Romance

5.0

Três anos de casamento e noventa e nove tentativas de divórcio. Esta era a centésima. Marcos Almeida, meu marido, olhou para a mulher ao seu lado, me oferecendo um apartamento e cinco milhões pelo divórcio. Eu estava grávida, e ele mal conseguia disfarçar o desprezo. "Marcos, eu não vou me divorciar. Me dê mais um ano." Ele se irritou. Eu era um obstáculo em sua vida perfeita, sempre com uma mulher diferente em casa, tentando me forçar a ceder. No dia seguinte, a notícia: um acidente. Marcos e Lucas, seu irmão, no carro. Um morto, um ferido. Meu mundo desabou quando soube que Lucas estava morto, mas o homem que me humilhou por três anos, Marcos, estava vivo. No cemitério, a tontura. Desmaiei. Acordei com vozes abafadas: Marcos, vivo, e minha sogra. "Lucas... Lucas não resistiu. Marcos está gravemente ferido, mas está fora de perigo." Ele forjou a própria morte! Para quê? "Foi a única maneira, Marcos! Você sempre amou a Ana, e Lucas nunca te daria uma chance com ela. Agora que ele está morto, você pode assumir o lugar dele." Ana. A noiva de Lucas. O verdadeiro amor de Marcos. Eles sabiam da minha gravidez. "Ela está grávida, não está? Esse filho será uma 'dádiva' sua para a família. Ela continuará na família Almeida… e você poderá ficar com a Ana sem nenhum obstáculo." O acidente não foi um acidente. Foi um plano. Um plano para se livrar de Lucas, para se livrar de mim. O homem que eu pensei que tinha me salvado, por quem eu me casei por gratidão, era um monstro, e sua família, cúmplice. Minha dívida de gratidão estava paga. Não seria a viúva sofredora. Me levantei e disse: "Eu quero fazer um aborto."

Ele Escolheu a Outra: Meu Mundo em Chamas

Ele Escolheu a Outra: Meu Mundo em Chamas

Moderno

5.0

Aos oito meses de gravidez, a minha vida com Miguel devia ser um sonho, cheia de expectativas pelo nosso filho. Mas o cheiro a queimado acordou-me, e o alarme de incêndio rasgou o silêncio. A casa estava a arder! Liguei ao Miguel em pânico, tossindo no fumo denso, pedindo ajuda desesperadamente. A sua voz, distante e irritada, disse: "Estou ocupado. A Sofia teve um pequeno acidente. Liga para os bombeiros." Ele desligou. Abandonei tudo, rastejando para fora, e já em segurança, a dor e o sangramento começaram. No hospital, a verdade dilacerou-me: perdemos o nosso bebé. Perdemos tudo. Miguel apareceu horas depois, impecável, com desculpas cínicas sobre um "acidente" e a "Sofia". A minha sogra, em vez de apoio, ligou para me culpar: "Talvez tenha sido para o melhor. Não estavas preparada para ser mãe." Como puderam? Enquanto o meu mundo ardia e o meu filho morria, ele escolheu acalmar outra mulher? A dor da perda avassalou-me, mas a traição cruel, a mentira descarada, incendiou uma fúria gelada no meu interior. Eu sabia que não era apenas um "acidente". Havia algo mais, algo podre. Entre as cinzas do que foi o nosso lar, a mão da verdade estendeu-se. Eu encontrei-o. Um recibo. Não de uma oficina, mas de um jantar romântico, do outro lado da cidade, na mesma noite. Com ela. A Sofia. Aquele pedaço de papel. O desprezo. A mentira. Tudo me deu força. A Eva que existia morreu no fogo. Uma nova Eva nasceu, pronta para a verdade e para o recomeço, sozinha.

Você deve gostar

Capítulo
Ler agora
Baixar livro