Mãe Guerreira: A Luta Por Leo

Mãe Guerreira: A Luta Por Leo

Linda

5.0
Comentário(s)
52
Leituras
11
Capítulo

O meu filho, Leo, completou três anos hoje. Preparei o seu bolo preferido, mas ele não o quis. Em vez disso, apontou para a televisão e perguntou com aquela voz inocente: "Mãe, porque é que o pai não vem para o meu aniversário?" Na tela, o meu marido Miguel, o "Jogador Mais Valioso", sorria, cercado pela sua agente Sofia, que o olhava com admiração. Liguei-lhe, esperando uma palavra, um mínimo de atenção. Mas a sua voz transbordava impaciência: "Estou ocupado. O que se passa? Não posso sair a meio da cerimónia de prémios!" Ele desligou, sem me dar tempo de responder, enquanto a Sofia o apressava no fundo. Minutos depois, a mensagem da minha sogra chegou: "Ana, o que se passa com o Miguel? A Sofia disse que o perturbaste antes do discurso dele!" "Sensata?" perguntei-me, a tremer. Há três anos que eu sou a esposa 'sensata', a 'compreensiva', que desistiu de tudo pela sua carreira e família. Mas o que recebi em troca foi apenas indiferença e acusações. Miguel, preso na sua bolha de fama e ego, esqueceu-se que tinha uma família à espera. "O pai está sempre ocupado," murmurou o Leo, os seus olhos cheios de desilusão. "Mais importante do que eu?" ele perguntou, as lágrimas a inundarem o seu rosto inocente. Naquele instante, o meu coração partiu-se em mil pedaços, mas uma decisão tomou forma. Ele precisava de um pai presente, não de um herói na televisão. Peguei no telemóvel e enviei a mensagem que mudaria as nossas vidas. "Miguel, vamos divorciar-nos." Ele riu, furioso: "Estás louca? O Leo precisa de um pai!" Sim, mas de um pai que se lembre do seu aniversário. E eu, Ana, estava de volta. Estava pronta para lutar por nós.

Introdução

O meu filho, Leo, completou três anos hoje.

Preparei o seu bolo preferido, mas ele não o quis.

Em vez disso, apontou para a televisão e perguntou com aquela voz inocente: "Mãe, porque é que o pai não vem para o meu aniversário?"

Na tela, o meu marido Miguel, o "Jogador Mais Valioso", sorria, cercado pela sua agente Sofia, que o olhava com admiração.

Liguei-lhe, esperando uma palavra, um mínimo de atenção.

Mas a sua voz transbordava impaciência: "Estou ocupado. O que se passa? Não posso sair a meio da cerimónia de prémios!"

Ele desligou, sem me dar tempo de responder, enquanto a Sofia o apressava no fundo.

Minutos depois, a mensagem da minha sogra chegou: "Ana, o que se passa com o Miguel? A Sofia disse que o perturbaste antes do discurso dele!"

"Sensata?" perguntei-me, a tremer.

Há três anos que eu sou a esposa 'sensata', a 'compreensiva', que desistiu de tudo pela sua carreira e família.

Mas o que recebi em troca foi apenas indiferença e acusações.

Miguel, preso na sua bolha de fama e ego, esqueceu-se que tinha uma família à espera.

"O pai está sempre ocupado," murmurou o Leo, os seus olhos cheios de desilusão.

"Mais importante do que eu?" ele perguntou, as lágrimas a inundarem o seu rosto inocente.

Naquele instante, o meu coração partiu-se em mil pedaços, mas uma decisão tomou forma.

Ele precisava de um pai presente, não de um herói na televisão.

Peguei no telemóvel e enviei a mensagem que mudaria as nossas vidas.

"Miguel, vamos divorciar-nos."

Ele riu, furioso: "Estás louca? O Leo precisa de um pai!"

Sim, mas de um pai que se lembre do seu aniversário.

E eu, Ana, estava de volta. Estava pronta para lutar por nós.

Continuar lendo

Outros livros de Linda

Ver Mais
A Mulher Que Descobriu a Outra Família do Marido

A Mulher Que Descobriu a Outra Família do Marido

Moderno

5.0

O meu filho, Lucas, estava com febre muito alta, quase 40 graus, deitado na cama do hospital. Liguei para o meu marido, Pedro, mas ele desligou a chamada, enviando uma mensagem: "Estou ocupado. A Sofia está em apuros." Sofia, a irmã dele por adoção, parecia ser sempre a sua prioridade, enquanto o nosso filho, o seu próprio sangue, jazia doente. Pouco depois, a minha sogra, Dona Elvira, telefonou, não para perguntar pelo Lucas, mas para me repreender por não ter mandado o Pedro para junto da Sofia, que teve uma crise alérgica grave. Ela disse que a febre do Lucas era "normal em crianças" e que a Sofia podia morrer; que eu, como mãe, devia saber cuidar do meu filho "sozinha", chamando-me "dependente". Vi uma foto no Instagram: Pedro ao lado da Sofia, no hospital, a descascar uma maçã para ela, com a legenda "O melhor irmão do mundo, sempre a cuidar de mim. ❤️". Anos a justificar esta "ligação especial", a dizer que era ciúme, até que a ficha caiu: quando é que o meu filho se tornou menos importante que os sentimentos desta "irmã"? Fartei-me de lutar por um lugar na vida do meu próprio marido e de ver o meu filho sempre em segundo plano. O Pedro, no meio da noite, finalmente ligou para mim, irritado, dizendo que era "só um pouco de febre". Foi a última gota. "Pedro," disse eu, com a voz firme, "quero o divórcio." Mal sabia eu que esta seria apenas a primeira batalha de uma guerra para desmascarar a verdade por trás desta "irmandade" e lutar pela sanidade da minha própria família.

Capoeira: A Dança da Alma e do Punho

Capoeira: A Dança da Alma e do Punho

Moderno

5.0

Eu era João, um capoeirista dedicado, mas talvez ingénuo demais. Meu mundo girava em torno da capoeira e de Sofia, a mulher que eu pensava amar e que me apoiava. Treinei arduamente, sonhando com a apresentação regional, convicto de que era a minha vez. Então, o golpe veio, duplo e brutal. Mestre Antunes preteriu-me por Ricardo, o "prodígio" com "conexões". E no mesmo fôlego, Sofia, com uma frieza cortante, revelou o verdadeiro jogo. Nosso namoro? Apenas um arranjo, uma moeda de troca para benefícios familiares. Cada ano de esforço, cada grama de dedicação, diluiu-se numa mentira. O pai dela, calculista; ela, fria e estratégica. As lembranças de Sofia e Ricardo a rirem juntos, dos elogios a ele por movimentos que eu já dominava, assaltaram-me. Uma teia de engano e favoritismo revelou-se, e fui a sua presa. Senti-me invisível, descartável, como se meus anos dedicados fossem nada. A traição rasgou-me, duplamente: no profissional e no amoroso. Desejei que lágrimas surgissem, mas engoli-as com força, não à frente dela. A academia, antes refúgio, tornou-se um tribunal que me condenava. Como pude não ver? Como pude ser tão subestimado por quem eu mais confiava? "Esforço é bom, João, mas às vezes não é o suficiente." A voz de Sofia cortava-me. Um riso amargo ecoou. A raiva fria substituiu a dor, a determinação a insegurança. "Acabou, Sofia. Eu não preciso de ti." Deixei para trás a cidade, fotos, medalhas, o berimbau. No terminal rodoviário, um folheto amassado: "Academia Raízes da Terra - Mestra Clara". Uma nova direção num "Horizonte Belo". Minha jornada de autodescoberta e vingança apenas começou.

Você deve gostar

Abandonada no Altar, Casei com o Herdeiro "Aleijado"

Abandonada no Altar, Casei com o Herdeiro "Aleijado"

Lila
5.0

O som do órgão na Catedral de São Patrício ainda ecoava quando o meu mundo desabou em silêncio absoluto. Diante de quinhentos convidados da elite, o homem que eu amava há quatro anos soltou a minha mão e caminhou calmamente até à minha madrinha de casamento. O ""sim"" que eu esperava transformou-se no anúncio cruel de que eu era apenas um passatempo descartável. Blake Miller rejeitou-me publicamente, trocando-me pela minha melhor amiga, Tiffany, sob o pretexto de que uma órfã sem nome nunca estaria à altura do seu império. A humilhação foi total enquanto os convidados sussurravam insultos e a minha própria família adotiva me virava as costas, deixando-me sem teto e sem dignidade. ""Eu não posso casar contigo, Audrey. A Tiffany é quem realmente entende o meu peso e o meu estatuto. Tu foste apenas uma diversão, mas o jogo acabou."" Fui ridicularizada por aqueles que antes me bajulavam, vendo a minha vida ser destruída num espetáculo de traição e ganância. A dor da injustiça transformou-se num ódio gelado ao perceber que eu tinha sido apenas um peão nos planos deles. Eu estava sozinha, sem dinheiro e com a reputação em farrapos, destinada a ser a piada da temporada. Como puderam ser tão cruéis depois de tudo o que sacrifiquei? A fúria superou a minha agonia, e eu decidi que não seria a vítima daquela história. Em vez de fugir em lágrimas, caminhei firmemente até ao fundo da igreja, onde Victor Sterling, o ""pária"" bilionário numa cadeira de rodas, observava tudo com um desprezo glacial. Olhei nos olhos do homem que todos julgavam arruinado e propus-lhe um negócio: o meu nome pelo seu poder. Quando Victor aceitou, o jogo mudou; a noiva humilhada estava prestes a tornar-se o pior pesadelo de quem ousou traí-la.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro