Capoeira: A Dança da Alma e do Punho

Capoeira: A Dança da Alma e do Punho

Linda

5.0
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7
Capítulo

Eu era João, um capoeirista dedicado, mas talvez ingénuo demais. Meu mundo girava em torno da capoeira e de Sofia, a mulher que eu pensava amar e que me apoiava. Treinei arduamente, sonhando com a apresentação regional, convicto de que era a minha vez. Então, o golpe veio, duplo e brutal. Mestre Antunes preteriu-me por Ricardo, o "prodígio" com "conexões". E no mesmo fôlego, Sofia, com uma frieza cortante, revelou o verdadeiro jogo. Nosso namoro? Apenas um arranjo, uma moeda de troca para benefícios familiares. Cada ano de esforço, cada grama de dedicação, diluiu-se numa mentira. O pai dela, calculista; ela, fria e estratégica. As lembranças de Sofia e Ricardo a rirem juntos, dos elogios a ele por movimentos que eu já dominava, assaltaram-me. Uma teia de engano e favoritismo revelou-se, e fui a sua presa. Senti-me invisível, descartável, como se meus anos dedicados fossem nada. A traição rasgou-me, duplamente: no profissional e no amoroso. Desejei que lágrimas surgissem, mas engoli-as com força, não à frente dela. A academia, antes refúgio, tornou-se um tribunal que me condenava. Como pude não ver? Como pude ser tão subestimado por quem eu mais confiava? "Esforço é bom, João, mas às vezes não é o suficiente." A voz de Sofia cortava-me. Um riso amargo ecoou. A raiva fria substituiu a dor, a determinação a insegurança. "Acabou, Sofia. Eu não preciso de ti." Deixei para trás a cidade, fotos, medalhas, o berimbau. No terminal rodoviário, um folheto amassado: "Academia Raízes da Terra - Mestra Clara". Uma nova direção num "Horizonte Belo". Minha jornada de autodescoberta e vingança apenas começou.

Capoeira: A Dança da Alma e do Punho Introdução

Eu era João, um capoeirista dedicado, mas talvez ingénuo demais.

Meu mundo girava em torno da capoeira e de Sofia, a mulher que eu pensava amar e que me apoiava.

Treinei arduamente, sonhando com a apresentação regional, convicto de que era a minha vez.

Então, o golpe veio, duplo e brutal.

Mestre Antunes preteriu-me por Ricardo, o "prodígio" com "conexões".

E no mesmo fôlego, Sofia, com uma frieza cortante, revelou o verdadeiro jogo.

Nosso namoro? Apenas um arranjo, uma moeda de troca para benefícios familiares.

Cada ano de esforço, cada grama de dedicação, diluiu-se numa mentira.

O pai dela, calculista; ela, fria e estratégica.

As lembranças de Sofia e Ricardo a rirem juntos, dos elogios a ele por movimentos que eu já dominava, assaltaram-me.

Uma teia de engano e favoritismo revelou-se, e fui a sua presa.

Senti-me invisível, descartável, como se meus anos dedicados fossem nada.

A traição rasgou-me, duplamente: no profissional e no amoroso.

Desejei que lágrimas surgissem, mas engoli-as com força, não à frente dela.

A academia, antes refúgio, tornou-se um tribunal que me condenava.

Como pude não ver? Como pude ser tão subestimado por quem eu mais confiava?

"Esforço é bom, João, mas às vezes não é o suficiente." A voz de Sofia cortava-me.

Um riso amargo ecoou.

A raiva fria substituiu a dor, a determinação a insegurança.

"Acabou, Sofia. Eu não preciso de ti."

Deixei para trás a cidade, fotos, medalhas, o berimbau.

No terminal rodoviário, um folheto amassado: "Academia Raízes da Terra - Mestra Clara".

Uma nova direção num "Horizonte Belo".

Minha jornada de autodescoberta e vingança apenas começou.

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