Meu Irmão Secreto: Um Presente do Destino

Meu Irmão Secreto: Um Presente do Destino

Germaine Blagg

5.0
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Capítulo

O funeral do meu pai devia ser o momento de maior luto na minha vida. Eu estava de pé, sozinha na chuva fria, enquanto o meu noivo, Pedro, protegia a minha madrasta e a filha dela, Laura, debaixo do guarda-chuva. De repente, o meu telemóvel tocou no bolso dele. Ele, que estava mesmo ao meu lado, olhou para o ecrã e rejeitou a chamada, sem sequer me olhar. Depois, ouvi-o sussurrar à Laura: "Estás bem? Queres o meu casaco?" E a voz da minha madrasta, Sofia, adicionou: "O que seria de nós sem o Pedro? Ele tem sido a nossa rocha." Uma rocha para eles. Mas para mim? A sua raiva explodiu quando eu o enfrentei: "Podes parar com o drama? O teu pai acabou de morrer. Não é altura para as tuas birras." A palavra "birras" soube a veneno. Ele não me atendeu dezassete vezes, estava ocupado a acalmar a Laura. Eu não conseguia entender. Por que é que o homem que eu amava me abandonou no dia mais doloroso da minha vida? O que ele disse para se justificar foi puro desprezo: "Claro que a Laura precisa de apoio! Ela é sensível! Tu és sempre tão forte, achei que conseguias lidar com isto!" Nesse momento, a clareza gelada atingiu-me. O meu pai estava morto, e o meu noivo preocupava-se mais com a filha da minha madrasta do que comigo. Tirando o anel de noivado, disse: "Acabou, Pedro. Não o quero mais." Eles foram-se embora, deixando-me sozinha com o corpo do meu pai. Em poucas horas, o meu número foi bloqueado. Será que a minha dor era apenas um 'drama'? Será que eu realmente estava a ser egoísta? Será que estava destinada a ficar sozinha, como eles disseram? Então, encontrei uma caixa de madeira. E dentro dela, cartas e um diário que revelaram um segredo tão chocante sobre o meu pai que a minha vida nunca mais seria a mesma. Eu sou Inês. E esta é a história de como a morte do meu pai me deu uma nova família.

Introdução

O funeral do meu pai devia ser o momento de maior luto na minha vida. Eu estava de pé, sozinha na chuva fria, enquanto o meu noivo, Pedro, protegia a minha madrasta e a filha dela, Laura, debaixo do guarda-chuva.

De repente, o meu telemóvel tocou no bolso dele. Ele, que estava mesmo ao meu lado, olhou para o ecrã e rejeitou a chamada, sem sequer me olhar.

Depois, ouvi-o sussurrar à Laura: "Estás bem? Queres o meu casaco?" E a voz da minha madrasta, Sofia, adicionou: "O que seria de nós sem o Pedro? Ele tem sido a nossa rocha."

Uma rocha para eles. Mas para mim? A sua raiva explodiu quando eu o enfrentei: "Podes parar com o drama? O teu pai acabou de morrer. Não é altura para as tuas birras."

A palavra "birras" soube a veneno. Ele não me atendeu dezassete vezes, estava ocupado a acalmar a Laura. Eu não conseguia entender. Por que é que o homem que eu amava me abandonou no dia mais doloroso da minha vida?

O que ele disse para se justificar foi puro desprezo: "Claro que a Laura precisa de apoio! Ela é sensível! Tu és sempre tão forte, achei que conseguias lidar com isto!"

Nesse momento, a clareza gelada atingiu-me. O meu pai estava morto, e o meu noivo preocupava-se mais com a filha da minha madrasta do que comigo. Tirando o anel de noivado, disse: "Acabou, Pedro. Não o quero mais."

Eles foram-se embora, deixando-me sozinha com o corpo do meu pai. Em poucas horas, o meu número foi bloqueado.

Será que a minha dor era apenas um 'drama'? Será que eu realmente estava a ser egoísta? Será que estava destinada a ficar sozinha, como eles disseram?

Então, encontrei uma caixa de madeira. E dentro dela, cartas e um diário que revelaram um segredo tão chocante sobre o meu pai que a minha vida nunca mais seria a mesma. Eu sou Inês. E esta é a história de como a morte do meu pai me deu uma nova família.

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