Não Me Procures: O Recomeço Impiedoso

Não Me Procures: O Recomeço Impiedoso

Artic Loon

5.0
Comentário(s)
264
Leituras
11
Capítulo

Acordei no hospital, com o cheiro opressivo de desinfetante e o vazio deixado pela perda do nosso filho. O meu marido, Pedro, de olhos vermelhos, parecia chorar comigo. "O Leo não sobreviveu," murmurou ele, e o meu mundo desabou. Mas a dor do luto foi rapidamente substituída por uma frieza cortante. Pedro e a minha sogra, Helena, agiram rápido. Eles esvaziaram o quarto do meu filho, apagando cada rasto da sua existência, enquanto me acusavam de loucura e instabilidade. "Tens de seguir em frente," diziam, na verdade, queriam livrar-se de mim. Quiseram empurrar-me para a casa dos meus pais, enquanto Pedro desviava o foco para consolar a sobrinha. Eu era um incómodo, a minha dor, um problema a ser despachado. Não bastava ter perdido o meu único filho, tinha também a minha vida e a minha sanidade questionadas. Dormi sobre a dor, a raiva e a sensação de injustiça que me consumiam. Mas na calada da noite, a verdade escondeu-se numa gaveta. O relatório do acidente. Neguva. Negligência. Falha mecânica nos travões devido a manutenção negligente. Pedro, o mecânico, sabia. A ganância dele, a avareza, matou o nosso filho. Não foi um acidente. Foi uma escolha. Naquele instante, o amor dentro de mim morreu. Mas a minha alma renasceu. Peguei nos meus documentos e na minha herança, deixando para trás um bilhete simples. "Vou-me embora. Não me procures." Era o início da minha vingança. E desta vez, a justiça seria servida, não importava o custo.

Introdução

Acordei no hospital, com o cheiro opressivo de desinfetante e o vazio deixado pela perda do nosso filho.

O meu marido, Pedro, de olhos vermelhos, parecia chorar comigo.

"O Leo não sobreviveu," murmurou ele, e o meu mundo desabou.

Mas a dor do luto foi rapidamente substituída por uma frieza cortante.

Pedro e a minha sogra, Helena, agiram rápido.

Eles esvaziaram o quarto do meu filho, apagando cada rasto da sua existência, enquanto me acusavam de loucura e instabilidade.

"Tens de seguir em frente," diziam, na verdade, queriam livrar-se de mim.

Quiseram empurrar-me para a casa dos meus pais, enquanto Pedro desviava o foco para consolar a sobrinha.

Eu era um incómodo, a minha dor, um problema a ser despachado.

Não bastava ter perdido o meu único filho, tinha também a minha vida e a minha sanidade questionadas.

Dormi sobre a dor, a raiva e a sensação de injustiça que me consumiam.

Mas na calada da noite, a verdade escondeu-se numa gaveta.

O relatório do acidente.

Neguva.

Negligência. Falha mecânica nos travões devido a manutenção negligente.

Pedro, o mecânico, sabia.

A ganância dele, a avareza, matou o nosso filho.

Não foi um acidente. Foi uma escolha.

Naquele instante, o amor dentro de mim morreu.

Mas a minha alma renasceu.

Peguei nos meus documentos e na minha herança, deixando para trás um bilhete simples.

"Vou-me embora. Não me procures."

Era o início da minha vingança.

E desta vez, a justiça seria servida, não importava o custo.

Continuar lendo

Outros livros de Artic Loon

Ver Mais

Você deve gostar

A Escrava Mais Odiada Do Rei

A Escrava Mais Odiada Do Rei

Kiss Leilani.
4.9

Há muito tempo, dois reinos conviviam em paz. O reino de Salem e o reino de Mombana... Tudo correu bem até o dia em que faleceu o rei de Mombana e um novo monarca assumiu, o príncipe Cone, que estava sempre sedento por mais e mais poder. Depois da sua coroação, ele atacou Salem. O ataque foi tão inesperado que Salem nunca se preparou para isso. Foram apanhados desprevenidos. O rei e a rainha foram assassinados, o príncipe foi levado para a escravidão. As pessoas de Salem que sobreviveram à guerra foram escravizadas, suas terras foram saqueadas, e suas esposas foram transformadas em escravas sexuais. Tudo foi perdido. O mal caiu sobre a terra de Salem na forma do príncipe Cone, e o príncipe de Salem, Lucien, na sua escravidão, estava cheio de tanta raiva que jurou vingança. *** *** Dez anos depois, Lucien, de 30 anos, e seu povo lançaram um golpe e escaparam da escravidão. Eles se esconderam e se recuperaram. Treinaram dia e noite sob a liderança do intrépido e frio Lucien, que foi impulsionado com tudo o que havia nele para recuperar sua terra e tomar a terra de Mombana também. Levou cinco anos até que eles armassem uma emboscada e atacassem Mombana. Mataram o príncipe Cone e reivindicaram tudo. Enquanto gritavam sua vitória, os homens de Lucien encontraram e imobilizaram a orgulhosa princesa de Mombana, Danika, filha do príncipe Cone. Enquanto Lucien olhava para ela com os olhos mais frios que alguém poderia possuir, sentiu a vitória pela primeira vez. Ele caminhou em direção à princesa com o colar de escravo que tinha sido forçado a usar por dez anos e com um movimento rápido, o amarrou ao pescoço dela. Então, ele inclinou o queixo dela para cima, olhando para os olhos mais azuis e o rosto mais bonito já criado, lhe deu um sorriso frio. "Você é minha aquisição. Minha escrava. Minha escrava sexual. Minha propriedade. Eu lhe pagarei por tudo o que você e seu pai fizeram comigo e com meu povo", disse ele secamente. O puro ódio, a frieza e a vitória era a única emoção no seu rosto.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro