Tarde Demais Para o Arrependimento

Tarde Demais Para o Arrependimento

Gavin

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Leituras
11
Capítulo

O cheiro de desinfetante no hospital é forte, quase insuportável. Acabo de perder o meu filho. O meu corpo dói, mas a minha alma dói mais. A enfermeira saiu, depois de me fazer assinar uns papéis. O meu marido, Pedro, está ao meu lado, tentando consolar-me com palavras vazias. "Eva, ainda somos jovens, podemos ter outro." Mas os olhos dele não me olham, estão fixos na porta, à espera dela. Da sua ex-namorada, Sofia. A "amiga" dele, que a minha queda "assustou" e que a minha sogra "cuidou". Eu vi-o, vi como ele a empurrou para longe de mim quando caí. Eu estava no chão, a sangrar, e ele estava a segurá-la, a perguntar se ela estava bem. O meu filho não pôde ser salvo, mas a doença cardíaca "agravada" dela era prioridade. No hospital, a minha sogra veio culpar-me, preferindo-a a ela. Disse que fui descuidada, que ela nunca me quis, que eu não era boa para o filho dela. Mesmo quando sussurrei que a Sofia me tinha empurrado, ninguém acreditou. Pedro preferia acreditar na "doença" da Sofia, na desculpa dela de ter "tropeçado". O meu coração, além de dorido, sentia-se um idiota. Eu não conseguia entender tanto descaso, tanta preferência por uma ex. Por que é que ninguém queria ver a verdade? Por que é que o meu marido estava cego? Até que, no fundo de um armário, descobri o diário dele. E cada palavra era uma facada: o amor dele por ela, a minha gravidez como um problema. Fui apenas um substituto, o amor dele nunca me pertenceu. Mas o choque final veio de uma enfermeira desconhecida: "A doença cardíaca da Sra. Sofia... é falsa." "Ela subornou o médico para falsificar os relatórios." "Ela usou esta doença para ganhar a simpatia e a atenção do Sr. Pedro." Senti uma onda de raiva ardente e nojo. Aquela mulher terrível não só me enganou, como também tirou o meu filho. Ela ia pagar por isso.

Introdução

O cheiro de desinfetante no hospital é forte, quase insuportável.

Acabo de perder o meu filho.

O meu corpo dói, mas a minha alma dói mais.

A enfermeira saiu, depois de me fazer assinar uns papéis.

O meu marido, Pedro, está ao meu lado, tentando consolar-me com palavras vazias.

"Eva, ainda somos jovens, podemos ter outro."

Mas os olhos dele não me olham, estão fixos na porta, à espera dela.

Da sua ex-namorada, Sofia.

A "amiga" dele, que a minha queda "assustou" e que a minha sogra "cuidou".

Eu vi-o, vi como ele a empurrou para longe de mim quando caí.

Eu estava no chão, a sangrar, e ele estava a segurá-la, a perguntar se ela estava bem.

O meu filho não pôde ser salvo, mas a doença cardíaca "agravada" dela era prioridade.

No hospital, a minha sogra veio culpar-me, preferindo-a a ela.

Disse que fui descuidada, que ela nunca me quis, que eu não era boa para o filho dela.

Mesmo quando sussurrei que a Sofia me tinha empurrado, ninguém acreditou.

Pedro preferia acreditar na "doença" da Sofia, na desculpa dela de ter "tropeçado".

O meu coração, além de dorido, sentia-se um idiota.

Eu não conseguia entender tanto descaso, tanta preferência por uma ex.

Por que é que ninguém queria ver a verdade?

Por que é que o meu marido estava cego?

Até que, no fundo de um armário, descobri o diário dele.

E cada palavra era uma facada: o amor dele por ela, a minha gravidez como um problema.

Fui apenas um substituto, o amor dele nunca me pertenceu.

Mas o choque final veio de uma enfermeira desconhecida: "A doença cardíaca da Sra. Sofia... é falsa."

"Ela subornou o médico para falsificar os relatórios."

"Ela usou esta doença para ganhar a simpatia e a atenção do Sr. Pedro."

Senti uma onda de raiva ardente e nojo.

Aquela mulher terrível não só me enganou, como também tirou o meu filho.

Ela ia pagar por isso.

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Eu era a herdeira rebelde de um império, mas secretamente, era o brinquedo de Fabrício Rolim, o homem contratado pelo meu pai para me "disciplinar". Por dois anos, fui sua amante, sua "Minha Joia", acreditando em seu amor tortuoso. Tudo desmoronou quando descobri a verdade: ele me usava como vingança contra meu pai, enquanto seu verdadeiro amor era minha recém-descoberta meia-irmã, Jessica. Ele e meu pai se uniram para me humilhar. Leiloaram o colar da minha mãe, a única lembrança que eu tinha dela, e Fabrício deixou Jessica destruí-lo na minha frente. Ele gravou nossos momentos íntimos para me chantagear e até me entregou à polícia para ser espancada. "Você é minha, Taisa! Minha!", ele gritou, desesperado, quando tentei fugir. Mas a dor me deu clareza. Eu não era mais a vítima. Grávida e presa em sua ilha particular, fingi submissão. Usei seu amor pelo nosso filho e sua arrogância para planejar minha fuga. Agora, com o motor da lancha roncando sob a escuridão, eu finalmente estava livre, deixando para trás o homem que me quebrou e carregando a única coisa que importava: meu filho e minha liberdade. Para o mundo, eu era Taisa Leitão, a herdeira rebelde e radiante de um império do agronegócio. Por trás das portas fechadas, eu era "Minha Joia", um segredo guardado por Fabrício Rolim, o homem que me possuía todas as noites. O contraste entre essas duas vidas era tão gritante quanto a luz do sol e a escuridão.

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