Alma da Maré: Renascendo do Caos

Alma da Maré: Renascendo do Caos

Zhen Xiang

5.0
Comentário(s)
13
Leituras
11
Capítulo

A noite da maior exposição de joias do ano, o auge da minha carreira como designer de joias, transformou-se no pesadelo mais público imaginável. Minha coleção "Alma da Maré", meses de suor e cada centavo da minha fortuna, foi declarada uma fraude. Peças únicas minhas foram trocadas por imitações baratas, uma sabotagem tão perfeita que ninguém desconfiou até o último segundo. "Fraude! Luana Ferraz é uma vigarista!", os gritos ecoavam enquanto os flashes explodiam no meu rosto. Fui arrastada do palco, meus contratos foram cancelados, minhas contas congeladas, perdendo tudo em uma única noite. No caos, meu noivo Rafael e minha irmã Clara vieram me "salvar", seus rostos cheios de uma falsa preocupação, prometendo resolver tudo. Na minha ingenuidade, confiei neles, entreguei as últimas chaves, senhas, meu mundo. Mas naquela mesma noite, ouvi sussurros do escritório de Rafael. "Deu tudo certo, meu amor. Melhor do que o planejado," era a voz de Clara, triunfante. "Ela é uma tola apaixonada," respondeu Rafael, sua voz escorrendo desprezo, "Achar que eu realmente me casaria com ela? A fortuna dela e os designs eram a única coisa que me interessava." O copo d' água escorregou da minha mão, estilhaçando-se no chão. Meu mundo também. Eles me encaram sem surpresa, sem culpa. "Você... ouviu?", perguntou Rafael, com uma frieza cortante. "Por quê?", foi tudo o que consegui dizer, a voz embargada pela dor, "Clara, você é minha irmã. Rafael, eu te amava. Eu dei tudo por você." Clara sorriu, vitoriosa: "Você nunca foi minha irmã. Sempre fui a sombra. Agora, pegaremos tudo o que era seu." A verdade era um veneno, matando cada memória. Percebi que não era vítima de um estranho, mas sacrificada pelas duas pessoas que mais amava. A dor era insuportável, mas com ela veio uma frieza, uma clareza. Eu iria desaparecer. Mas, de alguma forma, eu iria sobreviver.

Introdução

A noite da maior exposição de joias do ano, o auge da minha carreira como designer de joias, transformou-se no pesadelo mais público imaginável.

Minha coleção "Alma da Maré", meses de suor e cada centavo da minha fortuna, foi declarada uma fraude.

Peças únicas minhas foram trocadas por imitações baratas, uma sabotagem tão perfeita que ninguém desconfiou até o último segundo.

"Fraude! Luana Ferraz é uma vigarista!", os gritos ecoavam enquanto os flashes explodiam no meu rosto.

Fui arrastada do palco, meus contratos foram cancelados, minhas contas congeladas, perdendo tudo em uma única noite.

No caos, meu noivo Rafael e minha irmã Clara vieram me "salvar", seus rostos cheios de uma falsa preocupação, prometendo resolver tudo.

Na minha ingenuidade, confiei neles, entreguei as últimas chaves, senhas, meu mundo.

Mas naquela mesma noite, ouvi sussurros do escritório de Rafael.

"Deu tudo certo, meu amor. Melhor do que o planejado," era a voz de Clara, triunfante.

"Ela é uma tola apaixonada," respondeu Rafael, sua voz escorrendo desprezo, "Achar que eu realmente me casaria com ela? A fortuna dela e os designs eram a única coisa que me interessava."

O copo d' água escorregou da minha mão, estilhaçando-se no chão.

Meu mundo também.

Eles me encaram sem surpresa, sem culpa.

"Você... ouviu?", perguntou Rafael, com uma frieza cortante.

"Por quê?", foi tudo o que consegui dizer, a voz embargada pela dor, "Clara, você é minha irmã. Rafael, eu te amava. Eu dei tudo por você."

Clara sorriu, vitoriosa: "Você nunca foi minha irmã. Sempre fui a sombra. Agora, pegaremos tudo o que era seu."

A verdade era um veneno, matando cada memória.

Percebi que não era vítima de um estranho, mas sacrificada pelas duas pessoas que mais amava.

A dor era insuportável, mas com ela veio uma frieza, uma clareza.

Eu iria desaparecer.

Mas, de alguma forma, eu iria sobreviver.

Continuar lendo

Outros livros de Zhen Xiang

Ver Mais
O Novo Capítulo de Maria

O Novo Capítulo de Maria

Moderno

5.0

Na minha primeira vida, dei meu último suspiro numa cama de hospital fria, o corpo corroído pelo câncer de fígado sem que eu soubesse. Enquanto a morfina tentava apagar a dor, vi meu marido, João, com quem dividi um lar por mais de quarenta anos, sussurrar doces palavras para Ana, sua ex-namorada, ao meu lado. "Ana, querida, não chore. Quando ela se for, finalmente poderemos ficar juntos sem nos escondermos", ele disse, com uma ternura que nunca mais foi minha. Meu mundo desabou ao ouvir Ana reclamar: "Mas João, foram três anos. Três anos servindo essa velha como uma empregada. Estou tão cansada." Por três longos anos, acreditei na farsa do Alzheimer de João e acolhi sua "prima distante" em minha própria casa, trabalhando exaustivamente para cuidar deles. Meu corpo cedeu à traição e ao cansaço, e eles esperavam ansiosamente pela minha morte para herdar meus bens. Para minha dor e choque, minha filha, Sofia, sabia de tudo, repreendendo-me por não ser "paciente" com o pai doente e "gentil" com a pobre Ana. A raiva e o arrependimento me sufocaram, mas minha voz não saía, meu corpo não me obedecia mais. Fechar os olhos, ouvindo a risada contida deles, foi meu fim. Mas então, uma luz. Abri os olhos, não no hospital, mas na sala da minha casa, com minhas mãos fortes e saudáveis. O som da porta se abrindo, e Sofia entrou, sorrindo, com Ana logo atrás, segurando uma mala, me trouxe de volta ao dia em que meu inferno começou. Desta vez, a fúria gelada e calculista tomou conta de mim, lembrando de cada humilhação e mentira. Eles queriam uma performance? Eu lhes daria uma. "Bem-vinda, Ana", eu disse, com um sorriso que não alcançou meus olhos. "A casa é sua." Por enquanto.

Você deve gostar

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

PageProfit Studio
4.9

"Minha irmã tentou roubar o meu companheiro. E eu deixei que ela ficasse com ele." Nascida sem uma loba, Seraphina era a vergonha da sua Alcateia. Até que, em uma noite de bebedeira, engravidou e casou-se com Kieran, o impiedoso Alfa que nunca a quis. Mas o casamento deles, que durou uma década, não era um conto de fadas. Por dez anos, ela suportou a humilhação de não ter o título de Luna nem marca de companheira, apenas lençóis frios e olhares mais frios ainda. Quando sua irmã perfeita voltou, na mesma noite em que o Kieran pediu o divórcio, sua família ficou feliz em ver seu casamento desfeito. Seraphina não brigou, foi embora em silêncio. Contudo, quando o perigo surgiu, verdades chocantes vieram à tona: ☽ Aquela noite não foi um acidente; ☽ Seu "defeito" era, na verdade, um dom raro; ☽ E agora todos os Alfas, incluindo seu ex-marido, iam lutar para reivindicá-la. Pena que ela estava cansada de ser controlada. *** O rosnado do Kieran reverberou pelos meus ossos enquanto ele me prendia contra a parede. O calor dele atravessava as camadas de tecido da minha roupa. "Você acha que é fácil assim ir embora, Seraphina?" Seus dentes roçaram a pele não marcada do meu pescoço. "Você. É. Minha." Uma palma quente subiu pela minha coxa. "Ninguém mais vai tocar em você." "Você teve dez anos pra me reivindicar, Alfa." Mostrei os dentes em um sorriso. "Engraçado como você só se lembra que sou sua... quando estou indo embora."

Capítulo
Ler agora
Baixar livro