A Mulher Esquecida

A Mulher Esquecida

Gavin

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11
Capítulo

A festa de gala borbulhava, copos tilintavam e sorrisos falsos adornavam os lábios, mas para Sofia, esposa do magnata da construção Ricardo, tudo era um borrão distante e abafado. Seus olhos fixavam-se em Patrícia, a "musa inspiradora" de seu marido, cujo abraço possessivo em público era um golpe em seu já combalido coração. Todos os olhos estavam neles, e não nela. Naquela noite fatídica, no estacionamento subterrâneo, o terror se instalou quando homens mascarados os cercaram. "O dinheiro ou sua esposa", rosnou um deles. Sofia olhava para Ricardo, um fio tênue de esperança em seu peito partido, afinal, era sua esposa, mãe de sua filha. Mas a decisão dele foi brutal e instantânea: "Levem-na!", ele gritou, empurrando-a para os sequestradores, priorizando Patrícia e seu filho ilegítimo. Abandonada por um ano em um porão úmido, Sofia sobreviveu a torturas físicas e psicológicas. "Seu marido disse que você não vale o resgate", zombavam seus captores. A esperança deu lugar a uma raiva fria e uma sede inabalável de viver. Quando a oportunidade surgiu e ela escapou, o que encontrou não foi um lar em luto, mas uma festa, o batizado do segundo filho de Ricardo com Patrícia, e sua própria filha, Clara, de seis anos, trancada em um canil sujo no escuro. A inocência quebrada de Clara, os hematomas em seu corpo frágil e a confissão "A tia Patrícia disse que o papai não gosta de meninas más", foram a fagulha final. Naquele instante, a esposa submissa morreu. Emergiu uma mãe, sem nada a perder, com uma única certeza avassaladora: ela destruiria Ricardo.

Introdução

A festa de gala borbulhava, copos tilintavam e sorrisos falsos adornavam os lábios, mas para Sofia, esposa do magnata da construção Ricardo, tudo era um borrão distante e abafado.

Seus olhos fixavam-se em Patrícia, a "musa inspiradora" de seu marido, cujo abraço possessivo em público era um golpe em seu já combalido coração. Todos os olhos estavam neles, e não nela.

Naquela noite fatídica, no estacionamento subterrâneo, o terror se instalou quando homens mascarados os cercaram. "O dinheiro ou sua esposa", rosnou um deles.

Sofia olhava para Ricardo, um fio tênue de esperança em seu peito partido, afinal, era sua esposa, mãe de sua filha.

Mas a decisão dele foi brutal e instantânea: "Levem-na!", ele gritou, empurrando-a para os sequestradores, priorizando Patrícia e seu filho ilegítimo.

Abandonada por um ano em um porão úmido, Sofia sobreviveu a torturas físicas e psicológicas. "Seu marido disse que você não vale o resgate", zombavam seus captores.

A esperança deu lugar a uma raiva fria e uma sede inabalável de viver.

Quando a oportunidade surgiu e ela escapou, o que encontrou não foi um lar em luto, mas uma festa, o batizado do segundo filho de Ricardo com Patrícia, e sua própria filha, Clara, de seis anos, trancada em um canil sujo no escuro.

A inocência quebrada de Clara, os hematomas em seu corpo frágil e a confissão "A tia Patrícia disse que o papai não gosta de meninas más", foram a fagulha final.

Naquele instante, a esposa submissa morreu.

Emergiu uma mãe, sem nada a perder, com uma única certeza avassaladora: ela destruiria Ricardo.

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Eu era a herdeira rebelde de um império, mas secretamente, era o brinquedo de Fabrício Rolim, o homem contratado pelo meu pai para me "disciplinar". Por dois anos, fui sua amante, sua "Minha Joia", acreditando em seu amor tortuoso. Tudo desmoronou quando descobri a verdade: ele me usava como vingança contra meu pai, enquanto seu verdadeiro amor era minha recém-descoberta meia-irmã, Jessica. Ele e meu pai se uniram para me humilhar. Leiloaram o colar da minha mãe, a única lembrança que eu tinha dela, e Fabrício deixou Jessica destruí-lo na minha frente. Ele gravou nossos momentos íntimos para me chantagear e até me entregou à polícia para ser espancada. "Você é minha, Taisa! Minha!", ele gritou, desesperado, quando tentei fugir. Mas a dor me deu clareza. Eu não era mais a vítima. Grávida e presa em sua ilha particular, fingi submissão. Usei seu amor pelo nosso filho e sua arrogância para planejar minha fuga. Agora, com o motor da lancha roncando sob a escuridão, eu finalmente estava livre, deixando para trás o homem que me quebrou e carregando a única coisa que importava: meu filho e minha liberdade. Para o mundo, eu era Taisa Leitão, a herdeira rebelde e radiante de um império do agronegócio. Por trás das portas fechadas, eu era "Minha Joia", um segredo guardado por Fabrício Rolim, o homem que me possuía todas as noites. O contraste entre essas duas vidas era tão gritante quanto a luz do sol e a escuridão.

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