Amor Que Mata

Amor Que Mata

Xi Ying

5.0
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Capítulo

A porta de metal bateu, e a escuridão no contêiner me engoliu, cheirando a ferrugem e abandono. Ouvi a voz dela do lado de fora, distante: "Você vai aprender a não mexer com o Rafael." Meu coração batia forte. Camila, minha Camila, como podia fazer isso? Então, a lembrança me atingiu como um soco. Pingo. Meu pequeno Pinscher, de apenas três quilos, foi esmagado pelo salto dela na minha frente. "Seu monstro! Está usando esse rato para assustá-lo!" , ela gritou, os olhos frios. "Agora é a sua vez." Caí no chão batido, as palavras ecoando. Não era um mal-entendido. Era real. Camila tinha matado meu cachorro, e agora... Ouvir a risada dela, cruel, e a voz de Beatriz se juntando a ela, me despedaçou. "Tarde demais, André. Você devia ter pensado nisso antes de aterrorizar o homem que eu amo." Então, ouvi um rosnado. Não era Pingo. Eram os Dobermans. "Não comem há três dias. Vão te ensinar uma lição." A dor e o terror me consumiram. Por que ela estava fazendo isso? Do lado de fora, Rafael falava com Beatriz, calmo. "Ele só vai levar um susto. Camila disse que são treinados." Mas eu sabia a verdade. Sabia que Camila, cega pelo ciúme e pela manipulação, havia se tornado um monstro. Minha visão escureceu enquanto sentia os dentes rasgando minha carne. O anel em meu dedo brilhou, um último vestígio da vida que tínhamos. Morri ali, traído, e meu espírito se tornou uma sombra, presenciando a farsa que ela encenava. Ela negava minha morte, tratava Rafael como rei, ignorando a podridão ao seu redor. Aquele anel me prendia à terra, um elo com a promessa de "para sempre" que ela havia quebrado. O avô de André, com sua sabedoria bruta, finalmente quebrou a máscara de Camila. Ela correu de volta ao contêiner, onde a visão dos arranhões, do sangue e, por fim, da minha unha quebrada, a fez desabar. A verdade a atingiu. Ela me matou. E foi usada por Rafael e Beatriz. A dor se transformou em raiva, e a raiva em sede de vingança. Ela não era mais a influenciadora, a esposa, a viúva. Era uma caçadora. Com garras afiadas, Camila rastreou os dois arquitetos da minha desgraça. No açougue do meu avô, ela os marcou, não apenas com dor, mas com a humilhação do que eles fizeram. Ela os entregou à justiça, mas já havia feito a sua própria. Eu, André, finalmente encontrei a paz.

Introdução

A porta de metal bateu, e a escuridão no contêiner me engoliu, cheirando a ferrugem e abandono.

Ouvi a voz dela do lado de fora, distante: "Você vai aprender a não mexer com o Rafael."

Meu coração batia forte. Camila, minha Camila, como podia fazer isso?

Então, a lembrança me atingiu como um soco. Pingo.

Meu pequeno Pinscher, de apenas três quilos, foi esmagado pelo salto dela na minha frente.

"Seu monstro! Está usando esse rato para assustá-lo!" , ela gritou, os olhos frios.

"Agora é a sua vez."

Caí no chão batido, as palavras ecoando. Não era um mal-entendido. Era real. Camila tinha matado meu cachorro, e agora...

Ouvir a risada dela, cruel, e a voz de Beatriz se juntando a ela, me despedaçou.

"Tarde demais, André. Você devia ter pensado nisso antes de aterrorizar o homem que eu amo."

Então, ouvi um rosnado. Não era Pingo. Eram os Dobermans.

"Não comem há três dias. Vão te ensinar uma lição."

A dor e o terror me consumiram. Por que ela estava fazendo isso?

Do lado de fora, Rafael falava com Beatriz, calmo.

"Ele só vai levar um susto. Camila disse que são treinados."

Mas eu sabia a verdade. Sabia que Camila, cega pelo ciúme e pela manipulação, havia se tornado um monstro.

Minha visão escureceu enquanto sentia os dentes rasgando minha carne. O anel em meu dedo brilhou, um último vestígio da vida que tínhamos.

Morri ali, traído, e meu espírito se tornou uma sombra, presenciando a farsa que ela encenava.

Ela negava minha morte, tratava Rafael como rei, ignorando a podridão ao seu redor.

Aquele anel me prendia à terra, um elo com a promessa de "para sempre" que ela havia quebrado.

O avô de André, com sua sabedoria bruta, finalmente quebrou a máscara de Camila.

Ela correu de volta ao contêiner, onde a visão dos arranhões, do sangue e, por fim, da minha unha quebrada, a fez desabar.

A verdade a atingiu. Ela me matou. E foi usada por Rafael e Beatriz.

A dor se transformou em raiva, e a raiva em sede de vingança.

Ela não era mais a influenciadora, a esposa, a viúva. Era uma caçadora.

Com garras afiadas, Camila rastreou os dois arquitetos da minha desgraça.

No açougue do meu avô, ela os marcou, não apenas com dor, mas com a humilhação do que eles fizeram.

Ela os entregou à justiça, mas já havia feito a sua própria.

Eu, André, finalmente encontrei a paz.

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