Liberdade e Um Beijo Inesperado

Liberdade e Um Beijo Inesperado

Xiao Hong Mao Meng Mei

5.0
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Capítulo

A umidade fria da cela ainda parecia impregnada nos meus ossos, mesmo depois de semanas em liberdade, um lembrete cruel dos dois meses que passei preso por um crime que não cometi: fraude fiscal. O verdadeiro culpado? Bruno, o assistente bajulador da minha esposa, Sofia. Mas foi meu nome que ela entregou para salvá-lo, para salvar seu amante. Eu descobri tudo só depois, as peças se encaixando com uma clareza brutal, cada olhar cúmplice, cada ausência inexplicada dela, tudo fazendo um sentido horrível agora. Mesmo assim, lá estava eu, no dia do nosso casamento, uma farsa espetacular que ela insistiu em manter, uma celebração de um amor que ela mesma tinha matado. O salão de festas era luxuoso, as flores brancas e luzes quentes não conseguiam aquecer o gelo no meu peito. Sofia estava deslumbrante em seu vestido de noiva, um anjo de seda e renda, e seu sorriso era a obra-prima de sua hipocrisia. No auge da festa, com o bolo de cinco andares à nossa frente, o celular dela tocou. "É o Bruno", ela sussurrou, a máscara de noiva feliz rachando para revelar uma preocupação genuína que ela nunca demonstrou por mim. Ela voltou pálida. "Ricardo, eu preciso ir. O Bruno não está bem, está ameaçando fazer uma besteira. Ele precisa de mim." Fui deixado sozinho no altar da nossa vida, humilhado publicamente. Ela se virou e saiu correndo, sem uma palavra, sem um olhar para trás, abandonando a nossa festa de casamento para seu amante. A humilhação queimava, quente e amarga. Por que eu fui tão cego? Como pude ser traído assim pela mulher que amava, pelo homem em quem confiei? Eu não discuti, não gritei. A raiva dentro de mim se solidificou em algo mais frio, mais duro. Enquanto ela falava de um futuro que não existia mais, eu peguei meu celular. "Patrícia, sou eu, Ricardo. Preciso de uma advogada. Podemos conversar amanhã?" A vingança seria um prato servido frio.

Introdução

A umidade fria da cela ainda parecia impregnada nos meus ossos, mesmo depois de semanas em liberdade, um lembrete cruel dos dois meses que passei preso por um crime que não cometi: fraude fiscal.

O verdadeiro culpado? Bruno, o assistente bajulador da minha esposa, Sofia. Mas foi meu nome que ela entregou para salvá-lo, para salvar seu amante.

Eu descobri tudo só depois, as peças se encaixando com uma clareza brutal, cada olhar cúmplice, cada ausência inexplicada dela, tudo fazendo um sentido horrível agora. Mesmo assim, lá estava eu, no dia do nosso casamento, uma farsa espetacular que ela insistiu em manter, uma celebração de um amor que ela mesma tinha matado.

O salão de festas era luxuoso, as flores brancas e luzes quentes não conseguiam aquecer o gelo no meu peito. Sofia estava deslumbrante em seu vestido de noiva, um anjo de seda e renda, e seu sorriso era a obra-prima de sua hipocrisia.

No auge da festa, com o bolo de cinco andares à nossa frente, o celular dela tocou. "É o Bruno", ela sussurrou, a máscara de noiva feliz rachando para revelar uma preocupação genuína que ela nunca demonstrou por mim.

Ela voltou pálida. "Ricardo, eu preciso ir. O Bruno não está bem, está ameaçando fazer uma besteira. Ele precisa de mim."

Fui deixado sozinho no altar da nossa vida, humilhado publicamente. Ela se virou e saiu correndo, sem uma palavra, sem um olhar para trás, abandonando a nossa festa de casamento para seu amante.

A humilhação queimava, quente e amarga. Por que eu fui tão cego? Como pude ser traído assim pela mulher que amava, pelo homem em quem confiei?

Eu não discuti, não gritei. A raiva dentro de mim se solidificou em algo mais frio, mais duro. Enquanto ela falava de um futuro que não existia mais, eu peguei meu celular. "Patrícia, sou eu, Ricardo. Preciso de uma advogada. Podemos conversar amanhã?"

A vingança seria um prato servido frio.

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