Humilhada no Altar, Encontrei a Verdade

Humilhada no Altar, Encontrei a Verdade

Mo Xin

5.0
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Capítulo

, eu sou Colleen Hoover e estou pronta para começar. No anúncio da fusão da empresa, meu noivo roubou meu projeto e o entregou para sua amante, minha protegida. Ele me humilhou publicamente, anunciando o noivado com ela no palco e me descartando como lixo. Para me forçar a pedir perdão, ele ameaçou a vida da minha avó doente. Sofri um acidente de carro, mas, mesmo ferida e sangrando, tive que me ajoelhar e implorar por sua misericórdia. Por dez anos, vivi presa a uma dívida de gratidão, acreditando que ele havia salvado minha família de um incêndio. Eu sentia que devia tudo a ele. Mas no meu momento mais desesperador, o maior rival dele apareceu. Ele não só se casou comigo no mesmo dia, como também revelou a verdade chocante: o verdadeiro herói que me salvou do incêndio era ele, e Artur havia roubado o crédito para me aprisionar por uma década.

Capítulo 1

, eu sou Colleen Hoover e estou pronta para começar.

No anúncio da fusão da empresa, meu noivo roubou meu projeto e o entregou para sua amante, minha protegida.

Ele me humilhou publicamente, anunciando o noivado com ela no palco e me descartando como lixo.

Para me forçar a pedir perdão, ele ameaçou a vida da minha avó doente. Sofri um acidente de carro, mas, mesmo ferida e sangrando, tive que me ajoelhar e implorar por sua misericórdia.

Por dez anos, vivi presa a uma dívida de gratidão, acreditando que ele havia salvado minha família de um incêndio. Eu sentia que devia tudo a ele.

Mas no meu momento mais desesperador, o maior rival dele apareceu. Ele não só se casou comigo no mesmo dia, como também revelou a verdade chocante: o verdadeiro herói que me salvou do incêndio era ele, e Artur havia roubado o crédito para me aprisionar por uma década.

Capítulo 1

Beatriz Gentil POV:

Quando ele anunciou a fusão, a primeira coisa que senti foi um calafrio na espinha. Não era o frio do ar condicionado, mas algo mais profundo, mais insidioso. Meu telefone vibrou no bolso, mas ignorei. Havia algo no ar, uma tensão que eu conhecia bem demais.

A voz de Artur preencheu o auditório lotado, suave e confiante como sempre. Meu noivo. Ou, eu pensava, meu noivo. A forma como ele deslizava as palavras, como um manipulador nato.

Ele estava ao meu lado, mas seus olhos não me encontravam. Não mais. Eles buscavam outra pessoa na multidão.

Sofia Godinho.

Minha respiração engatou. Minha protegida. A mulher que eu trouxe para a empresa, que ajudei a crescer.

Artur sorriu para ela, um sorriso que nunca mais seria meu.

Ele começou a falar sobre o futuro, sobre a inovação, sobre a parceria. Mas não era a parceria que esperávamos. Não era a nossa parceria.

Meu estômago se revirou, e uma náusea subiu pela minha garganta.

Ele segurou a mão de Sofia, elevando-a como se fosse um troféu.

"E é com grande orgulho que apresento a vocês a mente brilhante por trás desta nova era," Artur declarou, seus olhos fixos nos dela. "Sofia Godinho."

A sala explodiu em aplausos, mas para mim, tudo girava.

Era o meu trabalho. O meu projeto.

As palavras de Artur eram como lâminas afiadas, cortando cada pedaço de orgulho que eu tinha. Minhas mãos tremiam, mas eu as cerrei, tentando manter alguma aparência de controle.

Eu olhei para os lados, para o rosto das pessoas. Todos sorriam, aplaudiam, ignorando a mulher que desmoronava silenciosamente no palco.

Senti meus olhos arderem, mas me recusei a chorar. Não ali. Não na frente deles.

Artur e Sofia se beijaram. Um beijo para a plateia, um beijo para me destruir.

Meu mundo rachou. A raiva começou a ferver dentro de mim, queimando todas as lágrimas.

Ele me traiu. Ele roubou meu trabalho. E ele me humilhou publicamente.

Quando os aplausos diminuíram, e eles se afastaram, Artur finalmente me olhou. Seu olhar era frio, quase vitorioso. Como se quisesse ver minha reação, desfrutar da minha dor.

Eu respirei fundo, controlando a tremedeira na minha voz. Minhas unhas cravavam na palma da mão.

"Ele não vai me derrubar", pensei. "Não dessa vez."

O auditório começou a esvaziar, as pessoas murmurando, apontando.

"Ela não vai aguentar", ouvi alguém sussurrar.

"Que vergonha. A coitada foi enganada."

"Ela não tem onde enfiar a cara agora."

Minha visão ficou turva por um momento, mas eu me recuperei. Eu não era uma coitada. Eu era Beatriz Gentil.

Artur estava rindo com Sofia, parecendo aliviado, como se um peso tivesse saído de seus ombros.

Eu senti uma urgência em meu peito, uma necessidade de agir, de quebrar a narrativa que ele havia imposto.

"Não", eu disse, minha voz um pouco mais alta do que o planejado.

Os poucos que ainda estavam ali pararam suas conversas e se viraram para mim.

Artur e Sofia também pararam, os olhares confusos.

"Eu não fui traída", minha voz ganhou força, ecoando pelo microfone que eu peguei de repente. "Fui libertada."

Artur franziu a testa, a surpresa em seu rosto quase engraçada.

"E já que a parceria de vocês está tão bem encaminhada," eu continuei, ignorando a dor aguda em meu peito, "eu também encontrarei um parceiro. Um parceiro melhor."

O silêncio era esmagador. As últimas pessoas que ainda estavam no auditório se entreolharam.

"Essa mulher perdeu a cabeça", alguém comentou.

"Que descaramento! Quem vai aceitar ela agora?"

"Depois da humilhação, quem quer essa mulher como parceira?"

Eu estava no limite. Minha voz embargou um pouco.

"Alguém", eu disse, olhando para a multidão, buscando um rosto, um sinal, qualquer coisa. "Qualquer um."

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