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Conexão Perfeita

Conexão Perfeita

Tatiana Bezerra

5.0
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Leituras
32
Capítulo

Na trama envolvente de "Conexão Perfeita", conhecemos Alana, uma mulher corajosa que, recentemente libertada de um relacionamento abusivo, busca uma nova chance para a felicidade. Há três anos, ela ingressou no escritório de uma renomada multinacional, ansiosa por reconstruir sua vida. O destino, no entanto, reserva surpresas, e Alana se vê envolvida em um romance arrebatador com Eros, o magnata irresistível da empresa. Em meio a um ambiente corporativo desafiador, Alana e Eros descobrem uma paixão mútua que transcende as barreiras do profissionalismo. A intensidade do amor entre eles se revela, surpreendendo ambos com a força do desejo e a profundidade de seus sentimentos. Enquanto enfrentam os desafios da vida e do trabalho, Alana e Eros embarcam em uma jornada emocionante, explorando os limites do amor e da superação. "Conexão Perfeita" é uma história envolvente sobre redenção, recomeços e a descoberta de um amor verdadeiro que transcende as cicatrizes do passado. Prepare-se para se apaixonar por Alana e Eros, personagens cativantes cujas vidas entrelaçadas nos conduzem por uma trama repleta de emoções, reviravoltas e, acima de tudo, a promessa de um novo começo.

Capítulo 1 O início de tudo (Parte 1)

ALANA

Meu nome é Alana Borges. Atualmente, tenho 29 anos e sou filha única. Meus amigos mais próximos me chamam de Ana. Sou natural do estado de Minas Gerais, mas no momento atual, estou morando no Rio de Janeiro. Grande parte dos meus familiares permanece morando em Minas, inclusive a minha mãe. Para contar a minha história, terei que voltar um pouco no tempo.

Brasil, Rio de Janeiro, alguns anos antes, ano de 2018.

Era uma linda tarde de sábado, eu havia acabado de sair do trabalho. Na época, fazia pouco tempo que havia concluído a faculdade e estava trabalhando em um escritório. Eu ainda morava com meus pais; a minha prima Bruna também morava com a gente. Fazia cerca de dois anos que meu pai havia se aposentado por conta de um acidente no trabalho, no qual ele acabou perdendo o movimento de uma das mãos. Ele e minha mãe estavam pensando seriamente em voltar para o estado de Minas Gerais, pois, segundo eles, lá seria o lugar perfeito para morar, devido à tranquilidade do local e eu entendia perfeitamente o ponto de vista deles, já que o Rio de Janeiro realmente era um lugar bastante turbulento. Naquele sábado, decidi que iria até a praia, estava muito calor e eu precisava me refrescar um pouco; contudo, eu não queria ir sozinha: a minha ideia era levar minha melhor amiga comigo. Eu mal sabia nadar, mas não pretendia sair da beirada; a praia não era tão longe, gastava cerca de meia hora de ônibus. Cheguei na minha casa e a primeira coisa que fiz foi ligar para Daniela, pedi a ela que me esperasse no ponto de ônibus onde eu estaria em alguns minutos. Ela hesitou um pouco em ir porque estava com preguiça, mas acabei conseguindo convencê-la a me fazer companhia. Em seguida, tirei o uniforme do trabalho e me enfiei embaixo de uma ducha fria, o calor estava tão insuportável que eu mal havia saído do chuveiro e já estava suando de novo. Coloquei um maiô por baixo do vestido leve que escolhi e calcei meu chinelo de dedos. Peguei uma bolsa, coloquei algumas frutas e uma garrafa grande de água para levar, já que nas barracas de vendas era tudo muito caro. Antes de sair, deixei um bilhete fixado na porta da geladeira avisando aos meus pais, eles haviam saído e eu não queria causar preocupação a eles. Meu pai fazia fisioterapia todos os dias, com a finalidade de tentar voltar parte dos movimentos da mão. Caminhei até o ponto de ônibus e Daniela já estava à minha espera; corri até ela e depositei um abraço apertado, acompanhado de inúmeros beijos em sua bochecha. Cerca de quinze minutos depois, o ônibus passou. Fiz questão de pagar pela passagem da minha querida amiga que, mesmo sem estar a fim de sair, acabou me acompanhando apenas para não me deixar sozinha. A Daniela era uma das pessoas que eu mais amava na minha vida. Sentamo-nos em um dos bancos altos, sempre era o nosso preferido, colocamos uma música no celular e dividimos o fone de ouvido, tentando apreciar o pequeno passeio que estávamos fazendo. Pouco tempo depois, já estávamos descendo no ponto que ficava próximo da praia, a gente precisaria andar apenas mais um pouco para chegar até ela. Assim que chegamos, notei que o local estava lotado. Alguns rostos conhecidos estavam presentes, inclusive uma ex-colega de classe que havia estudado comigo e com a Daniela no ensino médio também estava lá: seu nome era Elisângela. Notei que ela estava cochichando algo com um rapaz muito bonito, com quem estava acompanhada. Logo ele olhou na minha direção e sorriu; seu sorriso era belo e encantador. Acabei liberando um profundo suspiro ao ver a beleza do mesmo. Elisângela veio até mim e me comunicou que seu amigo tinha interesse em me conhecer e foi aí que eu acabei conhecendo o Jonathan. Passamos o restante da tarde conversando e, naturalmente, um beijo entre nós acabou acontecendo. Ele se mostrou bastante interessado por mim e, de certa forma, aquilo acabou inflando o meu ego, pois eu nunca havia escutado palavras tão doces e encantadoras vindas do sexo oposto. Meus relacionamentos anteriores não tinham dado certo e eu acreditava que já estava passando da hora de me envolver com alguém; na verdade, toda mulher tem o sonho de conhecer seu príncipe encantado e casar-se com ele, igual aos contos da Disney. Naquela época, eu tinha vinte e cinco anos e o Jonathan era dois anos mais novo, mas ao meu ver, isso não seria um problema, até porque ele se mostrou muito maduro para a idade que tinha. Já estava anoitecendo e resolvemos voltar para casa, me despedi dele com a promessa de que nos veríamos no dia seguinte. Daniela estava bastante inquieta, pelo que pude perceber, ela não havia gostado muito dele.

— Definitivamente ele não combina com você, Alana! — Ela bufou.

— Você só está com ciúmes! É natural que se sinta assim, afinal, somos melhores amigas! — Apertei sua bochecha.

— Não é nada disso, eu não consigo enxergar bondade nele, só vejo maldade naqueles olhos sombrios! — Ela insistiu no assunto e ficou o tempo todo repetindo a mesma coisa. No entanto, eu não queria entrar em discussão, continuava pensando que, talvez, ela pudesse estar apenas com ciúmes da melhor amiga, coisa que seria completamente normal.

*****

Os dias foram passando. Eu e o Jonathan vínhamos tendo encontros diários. Acabei me envolvendo com ele sem perceber. Fazia cerca de seis meses que estávamos namorando e meus pais, finalmente, haviam decidido que iriam embora para Minas Gerais, eles acreditavam que viver em uma cidade mais tranquila e, estando perto dos parentes, faria um grande bem a eles. O Jonathan entrou em desespero quando ficou sabendo da informação: ele dizia que me amava muito e não conseguiria viver sem mim. De imediato, propôs que a gente morasse junto, mas acabei ficando um tanto assustada com essa proposta, pois a meu ver, seria uma má ideia morar com alguém com quem eu me relacionava apenas há seis meses; contudo, eu gostava demais dele e nunca havia tido sentimentos tão fortes por qualquer outra pessoa. Ele era um rapaz bacana, entretanto, era bastante ciumento e controlador, eu tentava levar toda a situação na esportiva, achava que era coisa banal e acabaria passando com o tempo, mas a grande verdade era que eu só não sabia o que estava por vir. O final de semana havia chegado e meus pais foram embora em uma tarde de um domingo. A minha prima decidiu continuar morando na casa que pertencia a minha família; na verdade, pertencia entre aspas, já que o imóvel era alugado. A minha mãe conseguiu transferir o contrato para o nome da Bruna e eu fiquei por alguns dias morando com ela. Depois de muita insistência por parte do Jonathan, acabei cedendo à sua vontade e fui morar com ele em uma casa que ele havia alugado. Meus pais não concordavam com a minha escolha, mas acabaram aceitando, afinal, eu já era maior de idade. Eu só não podia imaginar que aquele seria o começo de um grande inferno aos meus dias. O homem a quem eu julgava amar se tornaria a pessoa mais odiosa de toda a minha vida.

*****

Fazia cerca de três meses que estávamos morando juntos e Jonathan havia feito amizade com um rapaz com quem trabalhava. Uma amizade que estava ultrapassando qualquer linha de limite que um ser humano é capaz de ter, o rapaz que trabalhava com ele não me parecia ser uma boa pessoa e, de certa forma, o Jonathan não conseguia enxergar isso. Por inúmeras vezes discutimos por conta do tal amigo, pois ele não admitia que falasse mal do mesmo. Algumas semanas depois, repentinamente, o John resolveu pedir demissão da empresa onde trabalhava. Achei estranha sua atitude, mas não o questionei, eu ainda estava trabalhando no escritório e daria para manter as nossas contas em dia. Algum tempo depois, descobri que estava grávida. Aquele definitivamente não era o momento certo, pois tudo vinha sendo muito difícil entre nós dois, contudo, foi um grande descuido da minha parte, eu não podia simplesmente me lamentar, precisava arcar com as consequências dos meus atos. Depois da descoberta da gestação, a minha convivência com o John foi se tornando cada vez mais difícil, ele saía para beber com os amigos e passava a maioria das noites fora. Fiquei sabendo por comentários de terceiros que ele vinha fazendo uso de entorpecentes e não apenas isso, ele também havia começado a vender. Era a forma que ele tinha para poder consumir, já que não estava trabalhando mais. Eu queria manter a minha cabeça no lugar, mas pela primeira vez durante o tempo que estava junto a ele, resolvi enfrentá-lo por suas atitudes erradas e acabei levando um forte puxão nos cabelos como resposta. “Foi apenas um puxão de cabelo, não é nada demais! ” Pensei. Aquilo me deixou um tanto confusa e assustada, pois ele nunca havia agido daquela maneira, contudo, acabei colocando um fim no assunto, nunca mais falei sobre aquele episódio com ele. Eu acreditava seriamente que ele pudesse estar influenciado por conta do uso de drogas. No entanto, mal sabia eu que aquele era apenas o início de tudo de pior que uma mulher poderia passar. Os dias foram passando e os murmúrios de uma suposta traição por parte dele acabou chegando até mim; estava no meu quinto mês de gestação e realmente não queria me estressar, mas eu precisava de paz interior, precisava saber se tudo aquilo era verdade e tive a péssima ideia de questioná-lo mais uma vez. Acabei levando uma surra. Fui empurrada com brutalidade e caí sobre o piso frio. Ele veio pra cima de mim completamente descontrolado e segurou forte no meu pescoço, tentando me estrangular. Naquele instante, pensei que perderia todos os meus sentidos, contudo, repentinamente ele me soltou e se afastou, pensei que ele havia se acalmado, porém ele retornou em minha direção e depositou inúmeros socos e chutes, os mesmos acertaram na minha cabeça, rosto e barriga. Naquele momento, o que eu mais temia aconteceu: comecei a sangrar na região íntima; sem sombras de dúvidas, eu estava tendo um aborto. Eu estava sem forças, muito machucada, indefesa e não havia ninguém que pudesse me ajudar, ninguém poderia intervir por mim naquela hora. Ele apenas parou de me agredir quando se cansou e ainda disse que eu deveria agradecê-lo por não ter me matado. Fiquei estagnada, mais uma vez ele saiu pra rua e eu dei graças a Deus por ele ter feito isso. Com muitas dificuldades, consegui me levantar, me encarei no espelho fixado na porta do guarda-roupa e vi o quanto eu estava machucada; as marcas no meu rosto e no meu pescoço eram visíveis.

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