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TEACHER III
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12
Capítulo

As coisas estão se encaminhando para ficarem ou muito bem ou muito complicadas para Rupert e Laura. Eles serão a prova de que, quando se quer, se consegue, de um jeito ou de outro. O amor declarado dos dois os levará a um nível que vai provocar muitas opiniões contrárias dos amigos e dos adversários, já que eles não têm inimigos aqui, só adversários. Mas eu vou parar de falar. Como eu sempre digo, o negócio é ler... Leiam... por favor...

Capítulo 1
CASA COMIGO

CASA COMIGO? – Capítulo 1

O conselho do pai tinha-lhe dado uma ideia. Esperou anoitecer e foi até o quarto do pai. Régis ainda dormia profundamente, dava para ouvir seus roncos. Rupert escreveu um bilhete, avisando que ia sair por um instante e logo estaria de volta e o deixou na cama perto dele. Apanhou a jaqueta e saiu.

Foi até a casa de Laura e ela surpreendeu-se ao vê-lo na porta.

- Oi! Você falou que ia ligar!

- Eu precisava falar com você pessoalmente, mas não podia ser lá. Posso entrar?

- Claro!

Ele entrou e a abraçou com força.

- Te senti tão tenso hoje à tarde... Seu pai está bem?

- Está, está em casa já. Eu preciso voltar logo porque deixei ele dormindo.

Eles se sentaram no sofá. Ele olhou em volta e observou.

- É lindo seu apartamento...

- E tem uma cama gostosa de casal lá dentro, ela disse, sorrindo e passando a mão por seus cabelos.

Ele fechou os olhos e segurou sua mão.

- Eu até que gostaria de pensar só nisso agora, mas... Laura, eu quero te propor uma coisa bem maluca. A coisa mais maluca que eu já pensei em fazer na minha vida, mas, da sua resposta, vai depender meu futuro e a minha felicidade.

- Nossa! E o que é?

- Casa comigo?

Laura ficou boquiaberta e mais do que confusa.

- O quê?

- Casa comigo e eu já adianto que você tem bem pouco tempo pra responder.

- Quanto tempo?

Ele olhou no relógio e respondeu:

- Cinco minutos...

Laura riu e levantou-se, atordoada e confusa, mas, apesar de tudo, muito feliz.

- Casar com você? Assim?

- Claro que vamos ter que esperar um tempo até correrem os papéis e tudo, mas eu preciso da sua resposta hoje, pra poder decidir minha vida amanhã.

- Decidir sua vida? Não estou entendendo nada, Rupert.

- Só vou te explicar depois que você responder e concordar com tudo que eu te propuser.

- Rupert, você… está me encostando na parede?

- Literalmente, amor.

- Mas eu… preciso pensar! Casamento não é uma coisa que se decida assim... Eu sou uma mulher adulta... embora já esteja ligada a você feito uma... adolescente. Já até dormimos juntos e eu te amo, mas... eu não estou te cobrando nada...

- Você arriscaria seu futuro por mim?

Laura respirou fundo e respondeu:

- Estou arriscando desde que disse que te amo.

- Então casa comigo e vamos fazer essa loucura ficar oficial. Você não vai ter que mudar nada da sua vida, depois disso. Vai continuar sendo a minha professora de Inglês e eu vou continuar sendo seu aluno, mas eu preciso me casar com você.

- Precisa? – ela perguntou, com um sorriso maroto, aproximando-se dele e sentando novamente a seu lado. – Quem tinha que dizer isso era eu, mas acho que é muito cedo ainda...

Ele riu.

- Laura! Não brinca! Você me ama?

- Quantas vezes você quer que eu diga? – ela disse, acariciando seu rosto.

- Então diz que sim.

- E a faculdade, Rupert?

- Ninguém vai ficar sabendo.

- Como?

- Confie em mim. É sim?

Ela riu novamente, ajeitou os cabelos, respirou fundo e falou baixinho para si mesma.

- Que é que eu tenho a perder...? Aceito! – disse em voz alta.

Ele a abraçou e a beijou na boca várias vezes.

- Eu te adoro!

- Agora, me explica. O que foi que aconteceu, pra você tomar essa decisão tão repentina dessa forma tão maluca assim?

- O Matheus contou tudo ao Gerson sobre nós e ele me chamou pra conversar, hoje.

- O Matheus?

- É. O Gerson foi até que muito legal comigo, mas me impôs uma condição séria. Ou eu desistia de você e continuava estudando, ou desistia da faculdade.

- Meu Deus!

- Tenho que dar a resposta amanhã.

- E... como vai ser se a gente se casar?

- Eu vou dizer a ele que desisto de você. Pra todos os efeitos eu vou desistir mesmo, nós vamos desistir... de ser solteiros...

Ele encostou a testa na testa dela.

- Mas...

- Mas… a partir de agora, nada de encontros amorosos na minha caminha de solteiro, nem olhares furtivos nos corredores da faculdade...

- Jura? Nada?

- Vamos ter que fazer esse sacrificiozinho. Não nos vemos mais no meio da semana, a não ser na aula, não nos dirigimos mais a palavra mais do que como professora e aluno e... total desprezo e indiferença, como se não estivesse acontecendo nada entre nós.

- Como se isso fosse possível... Não gostei dessa parte.

Rupert a beijou longa e apaixonadamente.

- Nem eu... Vai ser difícil, mas vai valer a pena, amor. Eu não vou ficar um ano e meio longe de você sem saber se você vai me trocar... por outro. Um aluno da turma de Exatas, sei lá...

Ela o beliscou.

- Um ano e meio...

- Que seja… Nós nos casamos daqui um mês e depois... fugimos nos finais de semana pra algum lugar, até que eu fique livre da faculdade, possa arrumar um emprego melhor, arranjar um lugar pra gente morar e... vivermos felizes... forever...

- Que loucura! – ela disse, rindo. – Isso é realmente uma aventura, Rupert!

- Você já aceitou!

- Já... Seja o que Deus quiser!

Ele a beijou, apaixonado.

- Nosso jejum começa a amanhã, teacher. Ligo pra você quando tiver a data do casamento.

- Já estou morrendo de saudades.

- Vai valer a pena. Te amo. Tchau.

Trocaram outro beijo longo e já cheio de saudades e ele ergueu-se. Laura o levou até a porta.

- Ah, eu posso matar o Matheus amanhã no café do intervalo na sala dos professores? – ela perguntou.

- Infelizmente, não. Ele vai ser o maior trunfo pra gente. Ele, mais do que ninguém, vai ter que acreditar piamente que você não tem mais nada comigo.

- E vai poder continuar me cantando?

Ele pensou por um momento e fez uma careta.

- Desde que você continue dizendo “não”... Odiaria ter um rival fofoqueiro feito ele.

Laura riu gostoso e o beijo de novo.

- Tchau, futuro maridinho.

- Não fala assim eu não consigo ir...

Rupert pegou e beijou sua mão e foi embora.

CASA COMIGO? - CAP 1

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