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Ao perder sua família em um incêndio, Matteo se torna um homem frio e calculista. Lorenzo acaba de chegar em Bestemming para começar sua nova vida, contudo tudo vai por água abaixo quando encontra o homem de seus sonhos. Será que ele realmente encontrou o amor da sua vida? Obra registrada

Capítulo 1 A viajem

Quatro anos atrás

Matteo se encontrava em meio a plantação, verificava a colheita, por mais que esse não era o produto principal da fazenda, ele como dono gostava de manter tudo como devia ser, mesmo sendo de fachada.

Sua família, esposa e dois filhos, uma garota de dez anos, cabelos negros como o do pai, seus olhos meio asiáticos, meio europeus, não havia como definir de que lado do mundo ela era, tinha seu charme. Já o garoto acabara de completar três anos, esse sim puxara a mãe, Julia, que era alemã, de uma das famílias mais ricas do país, os cabelos do garoto eram de um tom loiro pastel, seus olhos azuis lhe davam um chame a mais. Matteo era louco pelos filhos, blindava-os como podia, os protegendo do mundo louco em que fazia parte.

Ele conhecera Julia em uma viagem de negócios, ou melhor, ele fora fazer negócios com o pai dela, que na mesma noite a ofereceu para Matteo como se fosse uma mercadoria inclusa nas negociações em que estavam fazendo, com as mãos atadas, sem muito poder fazer, acabou aceitando-a, contudo, tinha uma condição, que se casaria com a filha desse homem, os dois na mesma hora se acertaram fechando assim o negocio mais importante da vida de Matteo.

Agora estava ali, em plena plantação de café que era seu disfarce para o governo brasileiro, a verdade era que ele era um dos maiores distribuidores de drogas do Brasil, a droga que produzia viajava o mundo, indo para os mais diversos países.

Com os pensamentos longe, principalmente se lembrando como era sua vida antes de conhecer Julia, Matteo sempre fora da alta sociedade brasileira, um dos homens mais ricos da atualidade, por muitos anos foi considerado pela mídia como o homem mais pegador e festeiro o que de certa forma não estavam errados, realmente ele era um homem festeiro e pegador também. Seu sorriso encantava tanto homens quanto as mulheres, como não fazia de rogado passava o rodo em todos que passavam por seu caminho.

Balançando a cabeça volta a prestar atenção ao que fazia com tão esmero, fiscalizar a colheita do café, passava em meio as fileiras cumprimentando os trabalhadores que colhiam a fruta.

Todos achavam que Matteo era um excelente patrão, nutriam um respeito enorme por ele, nem todos sabiam que o tão amado chefe, dono da maior fazenda de cafeicultura da região era na verdade o chefe de uma das mais perigosas máfias do mundo, a que se intitulava The máfia.

*

Dias atuais

- Lorenzo você vai se atrasar - Theo afirma dando pressa a seu amigo, Lorenzo. - Você ainda está arrumando as malas... Ai meu Deus!

- Calma theozinho do meu coração - Lorenzo tenta acalmá-lo - Vai dar tempo, você vai ver...

- Você tá querendo ´me matar do coração isso sim - O amigo de Lo diz dramaticamente.

- Calma amigo - Ele afirma sentando-se em cima de sua mala para tentar fechá-la.

- Eu nunca mais viajo com você.

- Você diz isso toda vez.

Lorenzo retruca finalmente conseguindo fechar a mala.

- Agora estou falando sério.

- Sei...

Enquanto Theo só reclamava, Lorenzo tentava arrumar as coisas o mais rápido possível, se não eles estariam atrasados de verdade, ele andava rápido de um lado a outro por todo o quarto, as vezes desviava de Theo que insistia em reclamar, sim é o que estão penando, Theo era o amigo chato que reclamava de tudo e todos.

Depois de um longo tempo Lo diz:

- Estou pronto.

- Finalmente!

- Vamos se não ai sim estaremos atrasados.

- Agora que você diz isso - Theo fala indignado - Depois de deixar tudo para a última hora.

Lorenzo encolhe os ombros de maneira defensiva, não queria ter deixado para a ultima hora, só que aconteceu tantas coisas em sua vida esses dias que acabou não tendo tempo para arrumar suas malas.

As férias dos dois amigos estavam programadas desde o ano anterior, eles iriam finalmente realizar seus sonhos de conhecerem Bestemming, a ilha onde todos podiam ser quem realmente eram, onde todas as formas de amor eram acolhidas e principalmente respeitadas.

Lorenzo nute esse sonho desde adolescente quando se entendeu como um jovem gay, o medo que sentiu naquele momento era gigantesco, pois ele como todo jovem antenado nas mídias sabia que vivia no Brasil, um dos países mais mente fechada do mundo, com uma população ultraconservadora.

Ao saber de um país que abrigava todas as formas de amar seus olhos brilharam em extase, naquele instante ele conseguira enxergar uma escapatória, e o mais importante uma chance de poder viver sua tão sonhada vida, sem o medo o estar rondando a todo minuto.

Theo estalou seus dedos na frente de Lorenzo, que ainda estava parado olhando para o nada inerte em seus pensamentos.

- Vamos!...

- Vamos Theo - Lo disse já sem paciência, o seguindo para a porta do quarto, viraram a direita passando pela cozinha e sala saindo do apartamento.

- E lá vamos nós...

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Observei meu marido assinar os papéis que poriam fim ao nosso casamento enquanto ele trocava mensagens com a mulher que realmente amava. Ele nem sequer olhou o cabeçalho. Apenas rabiscou a assinatura afiada e irregular que já havia selado sentenças de morte para metade de São Paulo, jogou a pasta no banco do passageiro e tocou na tela do celular novamente. "Pronto", disse ele, a voz vazia de qualquer emoção. Esse era Dante Moretti. O Subchefe. Um homem que sentia o cheiro de uma mentira a quilômetros de distância, mas não conseguiu ver que sua esposa acabara de lhe entregar um decreto de anulação de casamento, disfarçado sob uma pilha de relatórios de logística banais. Por três anos, eu esfreguei o sangue de suas camisas. Eu salvei a aliança de sua família quando sua ex, Sofia, fugiu com um civil qualquer. Em troca, ele me tratava como um móvel. Ele me deixou na chuva para salvar Sofia de uma unha quebrada. Ele me deixou sozinha no meu aniversário para beber champanhe com ela em um iate. Ele até me entregou um copo de uísque — a bebida favorita dela — esquecendo que eu desprezava o gosto. Eu era apenas um tapa-buraco. Um fantasma na minha própria casa. Então, eu parei de esperar. Queimei nosso retrato de casamento na lareira, deixei minha aliança de platina nas cinzas e embarquei em um voo só de ida para Florianópolis. Pensei que finalmente estava livre. Pensei que tinha escapado da gaiola. Mas eu subestimei Dante. Quando ele finalmente abriu aquela pasta semanas depois e percebeu que havia assinado a própria anulação sem olhar, o Ceifador não aceitou a derrota. Ele virou o mundo de cabeça para baixo para me encontrar, obcecado em reivindicar a mulher que ele mesmo já havia jogado fora.

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