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A noite parecia que ia ser mais uma noite calma e tranquila como a um bom tempo vinha sendo, mas do nada tudo aconteceu, os moradores do bairro Vig, começaram a ouvirem tiros.
De sua casa, onde estava com seus dois filhos, Jania também ouviu uma rajada, ficou apreensiva já que estava na hora que o esposo havia lhe falado que chegaria.
Depois de apagar todas as luzes da casa e mandou os filhos ficarem quietinhos em um lugar seguro que os colocou, desceu as escadas em passos leves e através da fenda da cortina da janela, ficou observando a rua, no entanto não viu nem ouviu mais nada, tudo ficou em completo silêncio.
Passou-se uns trinta minutos e nada do marido chegar para o jantar como havia prometido, até que seu celular vibrou em sua mão a qual ela estremecendo, mas atendeu a ligação, mesmo sendo de um número desconhecido, pois sabia que sempre tinha que atender imaginando que poderia ser o esposo precisando de ajuda.
— A-Alô — falou com voz embargada tremendo ouvir o que não queria, pois desde que ouviu os tiros seu coração estava apertado.
— Oi amiga, sou eu Neli, Jania, quero te contar uma coisa, amiga você ouviu os tiros que deram a pouco?
Já com lágrimas nos olhos, Jania pressentiu que a notícia que mais temia desde que casou-se estava prestes a chegar aos seus ouvidos.
— S-Sim ouvi! O que aconteceu?
— Amiga, os tiros foram em cima do carro de Riniel que estava chegando com Kav e Tico.
Amiga os três estão mortos dentro do carro na rua de trás, eu acabei de vim de lá, Riniel foi quem mais levou tiros.
Ele estava no banco de trás, amiga, parece que foi uma emboscada, quem os matou estavam esperando-os.
A mulher não parava de falar, só que já falava sozinha, já que Jania já havia largado o telefone no sofá e corrido até para o local onde estava rodeado de pessoas olhando para dentro do carro com muitos buracos de bala e sangue para todo lado.
Quando a viram chegar, algumas pessoas se afastaram abrindo passagem para ela se aproximar, no entanto uma mulher bem vestida aproximou-se abraçando-a e falando baixinho.
— Amiga, você precisa ser forte, acho melhor você não ver, tá muito pesado, Jania, vamos sair daqui, vem comigo.
— N-Não, eu quero ver! — Falou se soltando dos braços da mulher e se aproximando do veículo.
Jania era uma mulher discreta, ninguém nunca tinha visto-a em nenhuma situação escandalosa, sempre muito bem arrumada e educada com todos, pois sabia que o marido gostava de tratar todos com respeito.
Mas ao ficar de frente daquela cena a qual o marido estava totalmente desfigurado, ela soltou um grito aterrorizante querendo abrir a porta do carro para tirá-lo, gritou a todo pulmões:
—Não, Riniel, amor vem vamos, eu vou te levar ao hospital. Alguém me ajuda, por favor ajude-me, vamos levá-lo para o hospital.
No entanto, a polícia chegou e a tirou de perto do carro.
***
Depois daquela noite que parecia não ter fim, o dia clareou e Jania não havia pregado os olhos, pois não conseguia fechá-los, a cena do marido executado dentro do próprio carro, não saia de sua mente.
Ela se recusou a tomar qualquer medicamento que pudesse colocá-la para dormir, pois tinha que ser forte pelos filhos como havia prometido ao marido que sempre lhe fez prometer que se algo lhe acontecesse, ela iria embora para bem longo e os criariam em um lugar seguro.
Mesmo anestesiada com o trauma, Jania, providenciou tudo para a liberação do corpo e velório, apesar do esposo Riniel, ser um chefão mafioso, ele era querido por todos, pois seu propósito sempre foi ajudar os necessitados e oprimidos.
Na hora do sepultamento o cemitério ficou cheio, todos os comerciantes e moradores compareceram, pois depois que Riniel, tomou o bairro Vig, tudo mudou para melhor, Ele não gostava de ver ninguém sendo maltratado e ameaçado como era antes de se tornar um criminoso.
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