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AYLA:
Entro pelas grandes portas do salão, olho para todas as pessoas bem-vestidas, homens com suas esposas queridas, solteiros atras de uma vagabunda e mulheres sozinhas atras de um homem rico. Assim como eu.
Mas diferente dessas mulheres que tem o mesmo objetivo que eu, minha tática é mais sutil. Meu vestido longo, delicado e de mangas que combina perfeitamente com meus olhos esconde toda a minha pele, mas em troca ele marca todas as minhas curvas e acentua ainda mais minha bunda e peito. Deixando ainda sim, esses homens loucos.
Ando meu pelo salão com minha máscara no rosto até que eu o vejo. É como se um alvo estivesse marcado em suas costas e sei que não sou a única que o vê. É como se fossemos um bando de touro e aquele homem fosse a nossa toalha vermelha.
Me enrolo um pouco andando pelo salão, mas nunca tirando os olhos dele, assim como muitos homens aqui fazem comigo.
Vejo duas mulheres, com vestidos vermelhos e decotes extravagantes se aproximarem dele e dos homens com qual ele conversa. Vejo eles olharem para elas com desejo, e quem não olharia, elas são gostosas. Bem mais belas e exóticas do que eu, mas sei do meu valor e sei que é minha hora para atacar antes que eu o perca para elas.
Um garçom passa por mim oferecendo uma taça de champagne e eu aceito com um sorriso tímido, que faz com que o garçom bonitão de o seu sorriso mais safado antes de voltar a atender os convidados.
Sim, garota meiga e bobona. Homens tem uma tara maior por idiotas do que por vagabundas e eu descobri da pior forma, sendo a idiota.
Vejo meu alvo estender a mãos para uma das mulheres e beijar o dorso dela, nessa hora começo a andar em direção a ele, antes que tenha a ideia de ir para a pista de dança com a minha concorrente.
Quando estou a pouco metros deles, pego minha clutch a abrindo. Finjo estar tentar pegar algo da minha bolsa enquanto seguro a taça com a bebida, com minha cabeça baixa desvio de alguns convidados, mas quando que estou a poucos centímetros do meu cordeirinho, avanço sobre ele, batendo minha cabeça em seu braço e derramando a bebida em nós dois.
Deixo que minha clutch caia no chão aberta fazendo com que as poucas coisas que tinha ali se esparrame no chão.
- Por ala... me desculpe. - Peço enquanto esfrego minha testa e levanto o olhar lentamente.
Como fui ensinada, começo a corar ao olhar para o homem fingindo estar admirada com sua beleza.
- E-eu sujei o senhor... me desculpe... e-eu limpo. - Começo a gaguejar e esfrego minha mão delicadamente por seu braço fingindo estar tentando limpar, mas querendo que sua atenção e desejo venha toda para mim.
Nesse momento, por causa da minha pele um pouco clara, mas não o bastante, sei que devo estar muito vermelha e não gosto nada disso, mas faz parte do meu plano.
- Tudo bem senhorita, você se machucou? - ele pergunta pegando minha mão delicadamente que estava em seu braço e as segurando.
- Eu estou bem. - Digo fitando os olhos verdes do árabe a minha frente.
- Então deixe-me ajudá-la. - Ele diz e se abaixa a minha frente para pegar minha clutch caída no chão, como pensei que faria.
- E-eu posso pegar, não precisa se abaixar. - Digo continuando com meu teatro e me abaixando ao seu lado pegando meu batom, rímel e de propósito, deixando a camisinha que estava na bolsa para ele pegar.
Assim que ele a pega nas mãos e me olha, finjo estar extremamente envergonhada e ele parece querer sorrir.
Safado, eu sabia.
Em vez dele colocar a camisinha na minha bolsa de volta sem fazer alarde como um cavaleiro que ele aparenta ser faria, ele se levanta, coloca minha camisinha no seu bolso e me estende minha clutch.
- Aqui está senhorita. - Ele diz.
Pego minha bolsa delicadamente e finjo olhar para seu braço ainda molhado.
- Senhor... eu... me deixe secar seu smoking? – digo e sei que saiu mais como uma pergunta. - Eu vou rápido no banheiro e seco, se o senhor quiser ir comigo, eu juro que não vou estragar seu paletó. - Falo nervosa e com a voz temerosa.
Vejo ele olhar para seus colegas que ouviram e viram tudo, eles tem uma cara de diversão e olha para cara do meu cordeirinho como se soubesse que ele acabou de se dar bem.
- Eu vou com a senhorita, se me permitir é claro. - Ele diz com um sorriso convencido.
Eu apenas concordo com a cabeça timidamente e ele estende seu braço para que eu o pegue, assim que eu faço sei que ele se vira para seus colegas para se vangloriar por sua nova conquista e rapidamente eu me viro para as duas mulheres que estavam ali e pisco para elas discretamente.
Uma delas entende meu recado e apenas assenti levemente com a cabeça, aqui em Dubai, apesar da concorrência respeitamos quando perdemos um alvo, pelo menos na maioria das vezes.
Meu cordeirinho me leva pelo salão em direção aos banheiro, o que não vai dar em nada, pois sei que estão cheios e ocupados e ele não vai poder entrar comigo, coisa que ele quer.
E como dito, é exatamente o que acontece.
- Está cheio, não vai poder entrar comigo no banheiro e não posso acompanhá-lo no banheiro masculino, não sei como secar sua roupa. - Digo com uma voz de culpada e triste.
- Calma meu rubi. - Ele diz se aproximando e passando a mão delicadamente em meu rosto que sei que ainda está vermelho. - Tive uma ideia, eu tenho uma suíte...
Eu sei, penso comigo.
- Nas suítes tem secadores, podemos subir e você me ajuda, eu não sei nem ligar eles. - Ele diz mentindo descaradamente.
- Claro. - Falo e sorrio depois de suspirar aliviada.
Novamente ele me guia, saímos do salão do hotel aonde acontecia o evento e vamos até os elevadores. Assim que entramos não fico surpresa ao ver ele apertando o botão da cobertura, até porque sempre faço minhas pesquisas sobre meu rebanho.
Como estamos a sós no elevador, ele tira meu braço do seu e se coloca atras de mim espalmando sua mão em minha coluna. Sei o que ele está fazendo, está testando os limites.
Se eu o afastar, mal vamos secar o seu smoking sem ele querer descer de volta para a festa, mas se eu deixar com sua mão ali, vai pensar que vamos entrar e transar.
Então eu coloco meu melhor semblante, arregalo bem os olhos e penso em algo que me faz arrepiar e olho para ele.
Vejo ele sorrir e tirar as mãos da minha coluna.
- Você é bem tímida minha rubi. - Ele fala e nesse momento as portas do elevador de abrem em um pequeno e curto corredor onde há uma porta enorme.
- Rubi? – pergunto fazendo meu jogo. – Já é a segunda vez que me chama assim, quem é? Sua namorada? - pergunto com a voz mais doce que eu consigo fazer.
- Não, minha querida. – Ele diz indo abrir a porta. – Sou um homem livre e desimpedido, ao menos por enquanto sim, estou à procura de alguém especial.
Galinha de primeira qualidade.
Olho para o chão parecendo estar com vergonha e continuo com meu ataque.
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