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Finalizo o quinto relatório que tenho que revisar e mandar para meu pai, para que ele possa apenas assinar. Confesso que prefiro a ação, a adrenalina de comandar o transporte das cargas, os leilões de mulheres e o prazer de matar os traidores. Porém, fazer a parte burocrática faz parte do meu treinamento para sub-chefe, e isso é algo que eu entendo e aceito de bom grado para um dia poder exercer meu desejado cargo, com excelência. Bufo, esfregando as temporas já com a vista cansada de tantas letras pequenas e da luz que o computador reflete.
Minha atenção é roubada de meus próprios pensamentos por vozes que vem do lado externo da minha sala, sem aviso prévio, a porta é aberta e Angelina entra por ela sendo seguida pela minha secretária eufórica.
—Senhorita...- trava na porta assim que me vê. — Me desculpe senhor, eu disse que não queria ser incomodado. - Se apressa em justificar, tomando o braço de Angelina.
— Me solta! - sua voz doce tenta ser severa mas são quase como uma suplica, ela parece angustiada. — Eu preciso falar com você, é urgente...
A encaro em silêncio. O que pode ser tão sério? Ela nunca vem atrás de mim para me pedir nada, ainda mais neste estado.
— Eu vou chamar o segurança. - A secretária sai para telefonar, já perdendo a paciência.
—Alessandro... Por favor... - Súplica sem fazer som com a voz, entendo usando leitura labial.
Sua feição doce me faz parar um segundo em minha porta órbita. O rosto arredondado com bochechas saltadas que agora estão coradas, moldado por seu cabelo ruivo solto de forma selvagem, seu olhar submisso faze meu coração dar um salto, e respiro fundo, me levantando.
Vou até a porta e encaro a secretária.
— Não precisa chamar ninguém, volte ao seu trabalho e não nos interrompa. - Me tom autoritário faz ela tomar um susto e assentir prontamente.
De volta a sala, fecho a porta atrás de nós, e quando meu olhar recai sobre ela, não posso evitar que percorra dos pés a cabeça, passando pelas pernas torneadas de coxas grossas, quadril largo e cintura fina, até chegar em seus medianos e empinados seios. Tudo isso coberto por uma pele alva branca que facilmente fica rosada. Isso me dá ideias.... pensamentos, devaneios.
— Então Angelina, o que quer falar comigo? - Pergunto com as mãos no bolso.
Avalio cuidadosamente suas expressões e sua respiração que está descompensada.
— Eu vim te fazer um pedido...- parece roubar coragem do fundo de seu ser para dizer isso, as mãos suando.
— Que pedido?
Ela fecha os olhos e respira fundo, tentando manter a coragem que pegou lá no fundo, tentando não dar para trás e a cada segundo a minha ansiedade só aumenta tanto quanto a sua.
— Eu quero que tire minha virgindade.
— Bateu a cabeça?
É o que eu consigo concluir.
— Não me olhe assim, se estou aqui é porque não tenho mais opções, estou desesperada... Essa é a única saída para mim.
- O que houve? - indago, preocupado com seu estado.
Angel está noiva...e por mais que eu não goste disso, é um fato. Achei que só nas minhas mais profundas fantasias ela entraria pela porte e me pediria para....
- Você tinha razão quando disse que eu nunca amei o Peter, só estava conformada com meu destino.. O acordo que meu pai fez com o pai dele foi necessário e eu estava pronta para honra-lo com o consolo que Peter era um homem bom e eu iria ter uma boa vida com ele mas... - a frase morre no meio do caminho, vejo seus lábios tremularem e que ela contém as lágrimas, ao menos tenta.
— Mas o quê?
— Eu descobri que ele sempre me traiu, sempre teve amantes... Ele nem fez questão me negar, me colocou contra a parede, gritou comigo e... E me deu um tapa.
- Ele se atreveu a tocar em você?
- Eu não posso me casar com um homem assim, minha vida vai ser um inferno. Eu mereço mais.
- Seu pai-...- Me interrompe.
— Meu pai não pode saber, se ele souber ele vai romper o acordo na mesma hora e quebrar sua palavra, você sabe o que acontecer com os homens que não tem palavra na máfia.
Ela tem um ponto.
- Coisa pior acontece com as mulheres desonradas. - Rebato.
- As coisas não são como aqui por lá...ele não pode pedir minha morte.
- Mas pode pedir uma punição pela honra dele. Ele é daqui, vão tentar fazer uma média entre as leis das duas máfias e de alguma forma vai fazer você sair severamente prejudicada.
- Qualquer coisa é melhor que me casar com ele. Além do quê meu pai iria inventar algo, minha mãe é esperta e me mandaria embora daqui da Rússia de vez antes que algo acontecesse comigo.
Não sei se ele se importa o suficiente com ela para ir atrás...mas não seria bom arriscar.
— Por que está pedindo isso para mim?
Ela treme o corpo no lugar e em um impulso se joga em meus braços espalmando suas mãos em meu peito, minha vontade é retribuir e agarrar sua cintura mas obrigo minhas mãos a ficarem no lugar.
— Você é perfeito para isso! Eu te conheço a vida toda, somos amigos e... E tem um cargo maior que o dele, sendo o próximo sub-chefe ele não pode te matar. Mesmo estando desesperada, não quero fazer isso com outro e ser culpada pela morte de um inocente.
- Angelina, não.
- Alessandro... - pisca os olhos. - Por favor... - Sussurra em um clamor.
O sangue corre mais rápido pelas minhas veias e minha respiração fica pesada, sua proximidade não me deixa escolha. Eu quero isso...quero agora.
Agarro sua cintura com uma mão e a trago para mais perto com um puxão.
- Tem certeza disso?
- Tenho. - Diz segura.
Sem pensar em mais nada tomo sua boca em um beijo possessivo, minha mão livre percorre seu corpo e vai para baixo da sua saia, apertando sua bunda farta, a carne coberta pela pele mais macia que já senti preenchendo minha mão.
Ela passa os braços por meu pescoço gemendo baixinho em aprovação, o som faz com que minha ereção fique ainda mais dolorosa. A giro e sem parar o beijo, a coloco sentada na mesa fazendo as coisas que estavam em cima dela caírem no chão. Ignoro o barulho que isso causa, preso apenas na sensação.
Ela abre as pernas para que eu me encaixe melhor no meio dela, e inclinando meu corpo sobre o dela, a faço deitar na madeira lisa da mesa.
— Alessandro... - Seu gemido sai baixo e suave, gerando mil pensamentos proibidos que fazem minha mente se despertar.
Abruptamente paro o beijo, me afastando dela como se fosse veneno.
- O que foi? - Busca com o olhar alguma razão para o afastamento.
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