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Chegaram na mansão em silêncio. Quando o olhar de Jülide cruzou com o menino, chispas de ódio caíram sobre Zeynep.
Desceram do carro e Emir pegou o filho no colo. Ele entrou na frente e Jülide segurou Zeynep pelo braço:
— Você é uma meretriz! Não merecia ser mãe do filho dele.
— Eu protegi meu filho de gente como você! Acha que não sei? Emir é assim e a culpa é sua...
— Minha? Eu fui a mãe dele!
— Você o afastou da mãe dele, isso sim. Pode tê-lo criado, mas é seca, Jülide. Você é seca! Eu sou uma meretriz, Rüya é uma meretriz, mas Allah abençoou nossos ventres! Não precisamos roubar afeto de ninguém... Eu gostava tanto de você, mas você só via a esposa perfeita para o Emir.
— Você sabe sobre Rüya, então é pior do que eu pensei.
— E a senhora também sabe, agora vai me julgar por não ter contado?
Zeynep soltou o braço dela e seguiu para a mansão.
Emir esperava sentado na sala, o menino havia sumido.
— Jülide, me espere no carro; Zehra levou o menino e eu quero conversar com Zeynep.
— Emir...
— Jülide, por favor.
Emir manteve o olhar em Jülide e só voltou os olhos azuis para Zeynep quando ficaram a sós.
— Espero que seja boa com as palavras, porque não serão lágrimas que me convencerão.
— Emir... — Todo o corpo dela tremia. — Eu pensei em contar, mas o momento ideal não veio.
— Momento ideal? Você está brincando comigo?
— Não! Eu tive medo, foi um impulso... E um dia criei coragem e te liguei, falei que sonhei que estava grávida, eu tive medo...
— Foram cinco anos! Não foram cinco dias, nem cinco minutos... Você não esteve sob algum impulso esse tempo todo. Você planejou esses cinco anos! Me tirou da vida do meu filho, porque a vida não estava como você queria... Eu perdi o parto do meu filho, o cheiro dele quando era bebê, a primeira vez que ele andou e a primeira palavra que disse... Eu não tenho nada disso! Eu perdi tudo! E você me vem com a porra de uma lembrança sobre sonhos? É isso? Você queria que eu adivinhasse? Queria que depois de me dizer sobre um sonho eu pegasse o primeiro avião para os Estados Unidos, imaginando que se você sonhou era porque estava grávida? — Os olhos dele estavam inundados por lágrimas.
— Emir, não fiz por mal... As coisas foram acontecendo e, quando eu vi, já fazia cinco anos. Nunca quis tirar nada de você, me perdoe. — Zeynep caiu de joelhos em frente ao ex-marido.
— Eu não tive contato com meu filho, a minha família não imagina que eu tenho um filho. Já a senhorita teve irmã, mãe, todo mundo ao seu redor...
— Minha mãe não sabe, ela não faz ideia...
— Que tipo de monstro é você? Meu Deus, você escondeu uma criança e a manteve em uma bolha! Essa criança não tem nenhum registro pela mídia, você não passeia com ele? Ele não podia ser visto com a mãe para que o pai não o tivesse e nem mesmo você o assumiu. Eu sinto nojo de você! Meu Deus, como posso amar um monstro? Você merece o troféu de mãe do ano!
— Eu não sou um monstro, eu não sou!
— Levante-se, anda! — Ela obedeceu. — Você pode parar com seu show, essas lágrimas não me comovem, não mais. Você já devia ter planejado, não é? O Emir é um trouxa, eu vou chorar e ele vai querer me abraçar, e eu quero... Deus sabe o quanto me custa te ver caída e saber que você é um monstro, mas com monstros a gente não dá moleza. Jülide vai ficar aqui!
— Não, eu não quero aquela mulher aqui.
— Mas ela vai ficar até eu ajustar as minhas ideias. Não quero que você suma com o menino, ou que sua amiga o deixe em locais perigosos.
— Isso nunca aconteceu, foi só hoje e...
— Não quero te ouvir, não estou perguntando, ela fica! Agora eu quero ver o menino, ou você já mandou o esconderem dentro de algum quarto?
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