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Bruno On
Eu estou começando a me sentir tão cansado. Tudo parece tão banal, como se não merecesse atenção, lutar contra bandidos. Não parece mais valer a pena, quanto mais eu os coloco na cadeia, mas eles parecem se multiplicar! É como se Renascença fosse um criador de vilões e bandidos, e que por mais que eu acabe com eles. Eles continuam voltando, e às vezes eu quero simplesmente desistir. Deixar a Renascença se destruir, acabar consigo mesma, e se tornar a Capital do Crime. Mesmo que eu saiba, essa cidade é a mais perigosa do país. No passado, eu tinha esperança, que eu podia limpar a Renascença. Tornar ela um lugar melhor, fazer de um lugar, onde eu poderia ter filhos. E refazer minha família, mas quanto mais o tempo passa, mas eu sinto que falhei com a memória dos meus pais. Eu deveria defender a Renascença, mas parece cada vez mais, que estou falhando. Que não faço diferença nessa cidade, que quanto mais eu luto. Mas eu me canso, é como se eu não tivesse mais forças para lutar! E acho que eu não tenho, e às vezes parece que vou morrer. E de certa forma, eu espero morrer, e talvez eu possa reencontrar eles mais uma vez. Sinto tanta falta deles, que sinto que dói.
Vejo um banco e resolvo me sentar, olho para o céu, e não me surpreendo em ver ele escuro. Afinal, em Renascença sempre parece estar escuro. E acho, que de certa forma, acaba combinando comigo. Porque eu estou tão preso na escuridão, que ninguém quer se aproximar de mim. Eu estou cansado de estar sozinho, e na minha vida, eu só tenho o Alberto. Ele é a melhor pessoa que eu conheço, e cuidou de mim desde que eu tinha oito anos. E ele nunca me deixou sozinho, e mesmo quando eu fugi de casa, desaparecendo Mundo afora. Alberto, esteve me esperando e procurando por mim. Mas eu sei que ele não vai viver para sempre, que quando ele morrer, eu estarei realmente sozinho para toda a vida. Em todos os meus anos de vida, eu nunca consegui entregar o meu coração a alguém. Eu namorei homens e mulheres, mas nenhum deles tocou o meu coração ou me fez sentir como o meu pai se sentia com a minha mãe. Na verdade, eu estou mentindo, têm uma pessoa que eu amo. Desde o momento em que olhei nos seus olhos verdes, eu sabia que estava perdido. Eu estou apaixonado com ele, e cada vez que eu o encontro. Eu tenho que simplesmente fingir, que eu o odeio, quando na verdade. Quero lhe entregar flores e lhe convidar para jantar, fechar o restaurante inteiro e para que possamos ter privacidade. Mas eu seriamente duvido que ele goste de mim. Afinal, o Pierre não ama ninguém. Ele criou Arlequina, mas mesmo assim ele a descartou. Ou seja, nunca vai querer ficar comigo, o Bruno Warren, ou com o Corvo. Afinal, uma hora ou outra, eu teria que contar a verdade.
É então que sinto gotas de chuva caindo sobre mim, olho para cima e suspiro. Eu não me importo que esteja chovendo, eu sempre gostei da chuva, desde que eu era uma criança. Fecho meus olhos, e deixo que a chuva caia sobre mim. Porque isso me faz sentir menos sozinho, porque pelo menos a chuva suporta ficar ao meu lado. Alberto deve estar preocupado, afinal eu não voltei para casa ainda. Mas eu não quero voltar, pelo menos ainda não. É então que sinto uma arma, sendo pressionada do meu lado em seguida à voz.
“- Bruno, Bruno! Você não sabe, como é perigoso andar nas ruas de Renascença a essa hora? Afinal, têm pessoas perigosas andando pelas ruas desta cidade - Não abro os olhos, porque eu conheço esse cheiro. Que é muito característico do Pierre, o de pólvora e explosivos. Por um tempo, eu odiei o cheiro de Pólvora, porque lembrava a morte dos meus pais. Mas com o tempo, eu me acostumei e gostei, deste cheiro em Pierre.
“- Pierre, porque não me surpreendo que seja você, a ter me encontrado. Mas, eu não estou para brincadeira. Mas me encontre amanhã, e eu deixo que você me sequestrar, ou fazer qualquer coisa parecida - Continuo com olhos fechados, mas sinto a arma ser retirada da minha pele. E por um momento nada acontece, eu simplesmente respiro, enquanto que deixo o cheiro daquele que eu amo se infiltrar em mim. E ele diz.
“- O que houve, pequeno Bruno? Alguém te magoou? Ou você caiu e ralou o joelho, coitado do pequeno Bruno se machucou - Começo a rir, porque é realmente engraçado! Eu nunca falei com Pierre, sendo Bruno Warren, e devo dizer que é divertido. Porque não preciso ser impassível, posso simplesmente rir de suas palhaçadas. E muitos podem pensar que são horríveis, mas eu acho engraçado.
“- Sabe, faz muito tempo, que alguém faz eu rir assim. Eu lembro que a única pessoa que me chamava assim, era minha mãe. E eu simplesmente odiava, porque eu insistia que já era grande, para esse apelido - Abro meus olhos, e finalmente olho nos olhos do Pierre. Percebo seu cabelo molhado, e um pouco da tinta nos seus lábios escorrendo. Mas ele nunca esteve mais belo, porque tem um olhar confuso no rosto.
“- Você não tem medo de mim? Eu sou o Pierre! Rei da Renascença, o maior vilão dessa cidade, mas você não tem medo de mim? - Pierre fez uma cara de magoado, como se eu tivesse matado o seu bichinho de estimação. Abro um sorriso, porque esse dia está ficando cada vez melhor para ser sincero. Eu esperava ser um dia deprimido, mas Pierre o estava iluminando e digo.
“- Eu não tenho, eu perdi o medo da morte a muito tempo. Afinal, depois de ver meus pais morrerem na minha frente, tudo que você espera é a morte. Te acolher de braços abertos, porque talvez assim, eu não esteja mais sozinho - Volto a olhar o céu, e percebo que a chuva está piorando. Mas isso não importa para mim, porque eu nunca me senti tão feliz. E o Pierre diz.
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