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A Ninfeta e o Mafioso

Capítulo 3 Capitulo 3

Palavras: 1474    |    Lançado em: 22/03/2022

ele vai saber até a cor da calci

tei de

! – Eu a empurrei con

– ela xingou

estivessem ali. Somente vi quando Laura foi em direção ao quarto. Apesar dela e de babbo viverem em pé de guerra, um dia se amaram e respeitaram as regras da

ria ficar um pouco sozinha para pensar com clareza. Naqueles momentos, quando eu não podia nada por ser quem era, me sentia soz

s de Chicago. Sentia ansiedade e raiva, um tipo de frustração de uma pessoa que vivia em um mundo que não era dela, mas queria ser valorizada de alguma forma. Sabia que babbo não

me xinguei en

atirando no alvo até que ele desfizesse sob as balas. Cheguei no local e tirei minha jaqueta, coloquei o colete a prova d

u batia na altura do seu peito largo, ele sempre carregava um sorriso nos lábios, principalmente quando me via. Claro que ele sabia quem eu era, que ele conhecia meu pai, e talvez

caso de serem presas, ele cuidava delas na prisão, não deixava que fossem feridas e também cuidava da família deles aqui fo

úbita simpatia surgiu entre nós. Descobrimos que gostávamos do clube de tiro. E não era segredo para ninguém e muito

e parou dia

rovavelmente. Fazia bem para o meu ego, mas eu não confraternizava com o inimigo. Tratar bem fazia part

ndi quando e

ni

ouco? – ele pergunt

e saída – avisei

u pelo nome e parei p

da gente tomar um

negativa. Voltei a andar ig

ar – ele disse à

om Andreas. Ele não deixava que os homens se aproximassem, ele me mantinha dentro de uma redoma e não me deixava envolver com n

ncontrado numa vala depois de pegar fogo após capotar. Dom Andreas nunca assumiu o que fez, mas havia rumores, Genaro sempre dizia algumas coisas que me

e eu ansiava por isso, por beijar alguém, por namorar, por sentir a paixão percorrendo meu corpo. Mas enquanto babbo estivess

e ele chegou por trás e me abraçou. Os soldados de babbo o tiraram de cima de mim e dias depoi

enquanto tirava o colete e entregava a arma ao funcionário. Eu invejava Nicoletta por conseguir ter suas fugas e namorar longe dos olhos de seu pai. Comigo, a situação era mais séria, ele me mantinha vigiad

abia. Mas não podia me erguer contra Dom Andreas, ele salvou a minha vida

im que saí do clube e

– a voz de Mary

de babbo. A primeira pessoa com quem eu podia conversar sem te

e de tiro – diss

be da n

de? – pergun

a culpa do m

de pedir Nicoletta em casam

O

xico, ele era tão poderoso que nada acontecia naquele país sem autorização dele. O cara tinha a idade de Dom Andreas e ficou viúvo há pouco tempo. Além disso, t

reas pelo telefone – ela contou empol

ar que ela se case c

gu

, mas ela não merecia

s poderosas por causa de alianças. Por não ser de uma estrutura mafiosa italiana e ter criado

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A Ninfeta e o Mafioso
A Ninfeta e o Mafioso
“As lembranças de quinze anos atrás são vagas, mas muito verdadeiras. Acordei de repente, como se estivesse morrendo sufocada. Na verdade, estávamos na parte de trás de um caminhão fechado e ao passar em alta velocidade em um redutor, meu corpo foi jogado contra a lataria e doeu. Puxei o ar e abri os olhos. Não dava para ver muita coisa, já que a única luz que penetrava era pela parte debaixo da fresta da porta. Mas o cheiro eu lembro muito bem, era ruim. Uma mistura de suor e urina. Mas o que eu poderia esperar? Todas as mulheres dentro daquele caminhão estavam há dias sem tomar banho. Não fazia ideia de quanto tempo se passou, deveriam ser semanas. Eu e meus pais saímos do Brasil num dia ensolarado, era verão ainda quando pegamos o avião em Brasília para a cidade do México. Dez horas de voo. Minha mãe sorria muito, ainda me lembro dela, seus cabelos castanhos e lisos. Ela era tão bonita. E meu pai também estava feliz. - Nós vamos para a América – meu pai dizia -, vamos ter uma vida melhor e você vai conhecer a Disneylândia. Porque será que o sonho de toda criança é conhecer esse maldito lugar? No Brasil, meu pai era pedreiro e um primo dele, o tio Alberto, estava morando há muitos anos nos Estados Unidos e prometeu nos ajudar quando ele chegasse. Não entendia muita coisa, mas sabia que da Cidade do México pegaríamos um ônibus para Tijuana, na Baixa Califórnia, ainda no México. Estava cansada, mas fiquei o tempo todo no colo da minha mãe. Eu entendia tudo o que eles falavam. Minha mãe era professora de inglês e espanhol na escola na cidade satélite de Taguatinga.”