Quando o Amor Chega Tarde Demais

Quando o Amor Chega Tarde Demais

Cecilia

5.0
Comentário(s)
460
Leituras
24
Capítulo

Abri os olhos. Não estava no Cabo da Roca, mas sim na suíte nupcial do Hotel Ritz, a noite do meu casamento com a Sofia. Tinha voltado. Mas não para mim. Mas para ela. Tinha de cumprir os três desejos não ditos da Sofia, os três maiores arrependimentos que a atormentaram na primeira vida: anular este casamento, desafiar a vontade do pai dela, e garantir a felicidade de Lucas, o homem que ela amava. Para a libertar, manipulei-a a assinar o divórcio, aguentei a sua crueldade quando me mandou mergulhar no mar gelado por um relógio de Lucas e fui atacado pelo seu carro, ao tentar salvá-la de si mesma depois de um reencontro fatídico com ele. Deixei Lucas colher os louros por ter salvo o pai dela de um incêndio e doei o meu próprio sangue, mesmo com a perna partida, para salvar a vida do meu rival. Cada ato de sacrifício era uma facada no peito, mas eu suportava, acreditando que a sua cegueira, manipulada pelo Lucas, um dia se dissiparia. Seria a felicidade dela digna de tanto sofrimento? Mas quando Lucas, num acesso de fúria, a empurrou pelas escadas, foi ela que se atirou à minha frente. E nesse instante de desespero, percebi que a minha missão, e a nossa última parte, estava finalmente a começar-não para a felicidade dela, mas para a minha, a libertação de uma paixão que tanto me custou.

Introdução

Abri os olhos.

Não estava no Cabo da Roca, mas sim na suíte nupcial do Hotel Ritz, a noite do meu casamento com a Sofia.

Tinha voltado.

Mas não para mim.

Mas para ela.

Tinha de cumprir os três desejos não ditos da Sofia, os três maiores arrependimentos que a atormentaram na primeira vida: anular este casamento, desafiar a vontade do pai dela, e garantir a felicidade de Lucas, o homem que ela amava.

Para a libertar, manipulei-a a assinar o divórcio, aguentei a sua crueldade quando me mandou mergulhar no mar gelado por um relógio de Lucas e fui atacado pelo seu carro, ao tentar salvá-la de si mesma depois de um reencontro fatídico com ele.

Deixei Lucas colher os louros por ter salvo o pai dela de um incêndio e doei o meu próprio sangue, mesmo com a perna partida, para salvar a vida do meu rival.

Cada ato de sacrifício era uma facada no peito, mas eu suportava, acreditando que a sua cegueira, manipulada pelo Lucas, um dia se dissiparia.

Seria a felicidade dela digna de tanto sofrimento?

Mas quando Lucas, num acesso de fúria, a empurrou pelas escadas, foi ela que se atirou à minha frente.

E nesse instante de desespero, percebi que a minha missão, e a nossa última parte, estava finalmente a começar-não para a felicidade dela, mas para a minha, a libertação de uma paixão que tanto me custou.

Continuar lendo

Outros livros de Cecilia

Ver Mais
A Farsa do Amor Perfeito

A Farsa do Amor Perfeito

Romance

5.0

Nosso casamento de cinco anos, com Pedro, era a inveja de todos, uma união tida como perfeita. Até o dia em que um acidente de carro me levou ao hospital, grávida de três meses e precisando de uma cirurgia urgente. Eu tentava ligar para Pedro para assinar o consentimento, mas só dava caixa postal. Então, uma enfermeira me mostrou um vídeo que viralizou na internet: Pedro, ajoelhado, pedindo Clara, minha própria irmã, em casamento. Aquele foi o estopim de uma farsa que se revelaria ainda mais cruel. A dor física mal se comparava ao vazio gelado que me atingiu; a perfeição era uma ilusão, e eu, a última a saber. Pedro chegou, encenando preocupação, mas suas mãos frias e sua voz falsa me reviravam o estômago. Eu estava exausta demais para confrontá-lo, mas uma frieza calculista começou a tomar conta de mim. Dias depois, aproveitei um momento de descuido dele e imprimi um "Acordo de Divórcio", enganando-o para que assinasse, usando a mesma doçura manipuladora que ele sempre esperou de mim. Enquanto ele saía, confiante, eu sabia que o primeiro passo da minha vingança estava dado. Ainda no cartório, recebo uma ligação de Sofia, assistente de Clara, informando que minha irmã havia desmaiado e estava indo para o hospital, com Pedro a acompanhando, claro. Foi a prova que eu precisava. De volta em casa, arrombei a porta de seu escritório e, com a data de aniversário de Clara, abri o cofre. Lá, encontrei o contrato de casamento entre Pedro e Clara, os papéis da minha adoção, fotos e vídeos da obsessão dele por ela, além de áudios onde ele confessava: "Eu me casei com o reflexo, mas eu quero o original. Eu quero você." Eu não era uma ponte; eu era apenas uma substituta, e meu casamento perfeito, uma peça cruel. A raiva me impulsionou. Limpei cada vestígio dele da minha vida, joguei fora presentes e o perfume dele no vaso sanitário, sentindo uma liberdade gélida. Naquela noite, ele estava com Clara, e no dia seguinte, descobri que ele compraria a joia mais cara dela, o "Coração Eterno", no leilão. "Você está lindo" , eu disse, enquanto ele se preparava para ir ao leilão. "Obrigado, amor. É um evento importante, preciso causar uma boa impressão." "Vá. E boa sorte", as últimas palavras de uma esposa. Peguei minha mala e chamei um táxi; eu também tinha um evento importante para ir, o mesmo que o dele.

Sofia: A Escolha
O Último Suspiro Por Amor

O Último Suspiro Por Amor

Moderno

5.0

O telefone tocou, cortando a monotonia do meu escritório, um número desconhecido que eu ignorei. Tinha relatórios para terminar, pilhas de dívidas me sufocando. Mas ele tocou de novo, incessantemente, até que, na quarta vez, atendi. "Sua filha, Sofia, sofreu um acidente na piscina durante o treino. Ela está em estado grave." O mundo parou. Liguei para Renata, minha esposa, repetidamente, mas só caía na caixa postal. O pânico borbulhava, insuportável. Lembrei-me de um comentário vago sobre uma festa para o filho do ex-namorado dela. Corri para o carro, o coração martelando, e dirigi sem rumo até o encontrei: um salão de festas luxuoso. Entre as risadas e o champanhe, lá estava ela, radiante, com um vestido de grife e joias caras. Renata sorria ao lado de Gustavo e do filho dele, Tiago. Agarrei-a pelo braço, a voz rouca: "A Sofia… Ela sofreu um acidente. Está no hospital." O sorriso dela desapareceu, substituído por irritação. "Não pode esperar? A festa do Tiago está no auge. Não estrague tudo." Um soco no estômago. Minha filha entre a vida e a morte, e ela preocupada com uma festa. Desesperado, eu disse: "Ela precisa de nós, Renata." "Vá você primeiro, eu vou depois que a festa acabar. Não deve ser nada demais, a Sofia é forte." Ela me deu as costas, pegou outra taça de champanhe e voltou a sorrir para Tiago. Naquele momento, algo em mim se quebrou. Eu estava desolado. E Sofia também. Horas depois, no hospital, o médico disse: "Perdemos a Sofia." Caí de joelhos, quebrado. Peguei o celular e vi a foto de Renata no meu feed: "Celebrando o futuro brilhante do meu menino!" Meu menino. Uma fúria cega me dominou. Atirei o celular na parede. Um grito animalesco irrompeu de mim, um som de dor e raiva. Então ouvi a voz dela vindo do corredor: "Eu não acredito que o Marcelo fez isso! Ele estragou tudo! O Tiago ficou chateado. Todo aquele dinheiro que gastei com o Tiago… O Marcelo pensa que a dívida é por causa dos tratamentos médicos dele. Mal sabe ele." A dívida. As horas extras. Os sacrifícios de Sofia. Tudo por uma mentira que custou a vida da minha filha. A dor virou gelo. Uma semente de vingança brotou em meu peito.

O Cirurgião e a Mentira: Sangue nas Mãos do Poder

O Cirurgião e a Mentira: Sangue nas Mãos do Poder

Moderno

5.0

O carro fúnebre parou, a chuva fina a molhar o vidro. O funeral da minha mãe tinha acabado, mas mal. Minha mãe entrou no hospital para uma fratura simples. Saiu de lá num caixão. O meu marido, Pedro, ao volante, defendia o pai cirurgião, o Dr. Tiago, diretor do hospital. Dizia que o "melhor" do pai não foi suficiente. Ele, o grande cirurgião, não conseguiu salvar a minha mãe após a cirurgia que ele mesmo fez. Fui tratada com indiferença pela família deles, como se a dor da minha mãe fosse um mero inconveniente. Pedro e a minha cunhada, Sofia, consideravam-na apenas um "assunto menor". Como assim, um assunto menor? A minha mãe gritou de dor durante horas enquanto a ignoravam. Minha cabeça estava onde devia. Eu sabia que algo estava errado, que a morte dela não era um simples "acidente". A raiva e a dor borbulhavam, culminando num ultimato: "Vamos divorciar-nos." Pedro reagiu com fúria, os olhos arregalados, defendendo cegamente o pai. Ele me acusava de loucura, de egoísmo, de não ter compaixão. Mas a compaixão deles, onde estava quando minha mãe precisava? Não havia nada mais para conversar. "Eu quero o divórcio, Pedro. É a minha decisão final." Quando eu sentia que o mundo desabava e estava completamente sozinha, o meu telemóvel vibrou. Uma mensagem de um número desconhecido: "Eu sei o que aconteceu à sua mãe. Não foi um acidente. Encontre-me." O meu coração parou. A verdade estava lá fora, e eu ia buscá-la.

Você deve gostar

Abandonada no Altar, Casei com o Herdeiro "Aleijado"

Abandonada no Altar, Casei com o Herdeiro "Aleijado"

Lila
5.0

O som do órgão na Catedral de São Patrício ainda ecoava quando o meu mundo desabou em silêncio absoluto. Diante de quinhentos convidados da elite, o homem que eu amava há quatro anos soltou a minha mão e caminhou calmamente até à minha madrinha de casamento. O ""sim"" que eu esperava transformou-se no anúncio cruel de que eu era apenas um passatempo descartável. Blake Miller rejeitou-me publicamente, trocando-me pela minha melhor amiga, Tiffany, sob o pretexto de que uma órfã sem nome nunca estaria à altura do seu império. A humilhação foi total enquanto os convidados sussurravam insultos e a minha própria família adotiva me virava as costas, deixando-me sem teto e sem dignidade. ""Eu não posso casar contigo, Audrey. A Tiffany é quem realmente entende o meu peso e o meu estatuto. Tu foste apenas uma diversão, mas o jogo acabou."" Fui ridicularizada por aqueles que antes me bajulavam, vendo a minha vida ser destruída num espetáculo de traição e ganância. A dor da injustiça transformou-se num ódio gelado ao perceber que eu tinha sido apenas um peão nos planos deles. Eu estava sozinha, sem dinheiro e com a reputação em farrapos, destinada a ser a piada da temporada. Como puderam ser tão cruéis depois de tudo o que sacrifiquei? A fúria superou a minha agonia, e eu decidi que não seria a vítima daquela história. Em vez de fugir em lágrimas, caminhei firmemente até ao fundo da igreja, onde Victor Sterling, o ""pária"" bilionário numa cadeira de rodas, observava tudo com um desprezo glacial. Olhei nos olhos do homem que todos julgavam arruinado e propus-lhe um negócio: o meu nome pelo seu poder. Quando Victor aceitou, o jogo mudou; a noiva humilhada estava prestes a tornar-se o pior pesadelo de quem ousou traí-la.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro