A Mulher Que Ele Subestimou

A Mulher Que Ele Subestimou

Gavin

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Capítulo

Acordei no hospital, com a barriga vazia. O nosso bebé não estava lá. Só havia um vazio gelado. Peguei no telemóvel: 27 chamadas não atendidas para Miguel, o meu marido. Liguei-lhe uma última vez: "Miguel, o bebé... perdemos o bebé." Do outro lado, silêncio de impaciência. "Outro pesadelo? A Sofia teve um ataque de pânico. Não tenho cabeça para os teus dramas." Vinte e sete chamadas ignoradas enquanto eu sangrava. Ele escolheu a meia-irmã. A minha sogra, Helena, invadiu o quarto, chamando a perda do meu filho "uma dor de barriga". Miguel irrompeu, furioso, culpando-me: "Estás sempre a queixar-te! Pensei que era só mais um drama teu!" A sua crueldade era tão casual. Na versão dele, eu era a histérica que lhe custara um filho. Como podiam ser tão cegos, tão egoístas? Onde estavam quando eu mais precisei? Uma raiva fria e cortante consumia-me. A injustiça era imensa, mas a dor dava lugar a uma clareza gelada. O meu irmão, Pedro, salvou-me daquele inferno. Ele trouxe-me a verdade nua e crua: viu Miguel e Sofia rindo, de mãos dadas, em público. Aquela imagem confirmou a minha intuição mais sombria. Não era apenas negligência; era traição calculada. A última peça encaixou. Liguei à minha advogada. "Joana, mudei de ideias. Já não quero ser justa. Quero tudo a que tenho direito."

Introdução

Acordei no hospital, com a barriga vazia.

O nosso bebé não estava lá.

Só havia um vazio gelado.

Peguei no telemóvel: 27 chamadas não atendidas para Miguel, o meu marido.

Liguei-lhe uma última vez: "Miguel, o bebé... perdemos o bebé."

Do outro lado, silêncio de impaciência.

"Outro pesadelo? A Sofia teve um ataque de pânico. Não tenho cabeça para os teus dramas."

Vinte e sete chamadas ignoradas enquanto eu sangrava.

Ele escolheu a meia-irmã.

A minha sogra, Helena, invadiu o quarto, chamando a perda do meu filho "uma dor de barriga".

Miguel irrompeu, furioso, culpando-me: "Estás sempre a queixar-te! Pensei que era só mais um drama teu!"

A sua crueldade era tão casual.

Na versão dele, eu era a histérica que lhe custara um filho.

Como podiam ser tão cegos, tão egoístas?

Onde estavam quando eu mais precisei?

Uma raiva fria e cortante consumia-me.

A injustiça era imensa, mas a dor dava lugar a uma clareza gelada.

O meu irmão, Pedro, salvou-me daquele inferno.

Ele trouxe-me a verdade nua e crua: viu Miguel e Sofia rindo, de mãos dadas, em público.

Aquela imagem confirmou a minha intuição mais sombria.

Não era apenas negligência; era traição calculada.

A última peça encaixou.

Liguei à minha advogada.

"Joana, mudei de ideias. Já não quero ser justa. Quero tudo a que tenho direito."

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Romance

5.0

A festa da escola da minha filha, Sofia, deveria ser um dia de alegria, mas um vazio me consumia. Meu marido, Pedro, jurou ter uma reunião importante e não apareceu. Mas lá estava ele, no meio da festa, com sua assistente, Joana, e o filho dela, agindo como uma família feliz. Meu coração desabou ao vê-lo sorrir para o menino, um sorriso que eu não via há anos. A traição não era mais uma sombra, era uma cena viva diante dos meus olhos. Joana, com um sorriso vitorioso, ainda me mandou um bilhete cínico: "Aproveite a festa. Pedro e eu estamos nos divertindo muito." Joguei o bolo e o bilhete no lixo, mas a humilhação só aumentou quando Pedro me repreendeu, defendendo Joana publicamente e me acusando de ciúmes. Foi ainda pior na corrida de três pernas, quando Joana me empurrou, me fez cair e fingiu uma lesão. Pedro a amparou, cheio de preocupação, sequer olhando para mim ou para nossa filha de cinco anos, caída e chorando. Ele me acusou de agressão, e a diretora cancelou a corrida. Joana foi levada para a enfermaria nos braços dele, enquanto eu e Sofia ficamos sozinhas, humilhadas. Naquela noite, a gota d' água: Joana postou fotos nas redes sociais de um carro de luxo que Pedro lhe deu e um vídeo dele a ensinando a dirigir. De repente, entendi a verdade: todo o sucesso dele, cada contato, cada centavo, veio da minha família, do meu dinheiro, um segredo que mantive a pedido dele. A raiva fria me consumiu. Peguei os documentos e liguei para o advogado da minha família. Eu ia tirar tudo dele.

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