Nunca Mais Serei Um Peão: A Ascensão da Diva

Nunca Mais Serei Um Peão: A Ascensão da Diva

Gavin

5.0
Comentário(s)
265
Leituras
22
Capítulo

Eu esperei oito anos por ele. O meu nome é Vanessa Hayes, e a minha voz, o meu fado, era tudo o que eu tinha. Eu dei-lhe a minha juventude, a minha paixão, transformei cada nota na melodia do meu amor. No meu vigésimo quarto aniversário, a data em que a nossa promessa, feita em tom de brincadeira, se deveria cumprir, vesti o meu melhor vestido e levei uma garrafa de Porto vintage personalizada para o restaurante onde Hugo esperava. Mas o que eu ouvi partiu-me o coração em mil pedaços. "A 'fadistazinha' irritante deve estar a chegar." "A atriz já chegou com o bebé. A Lilith vai fingir ser a minha namorada, e vamos anunciar o nosso noivado. Assim, a Vanessa desiste de vez." Eu não era a mulher que ele iria pedir em casamento. Eu era a peça final de um plano cruel para conquistar a mulher que ele realmente amava. Eu era a "fadistazinha" que deveria ser esmagada sob os seus pés. Como pude ser tão cega? Cada canção, cada sacrifício, cada esperança... tudo por uma farsa. Como é possível que ele me odiasse tanto, que se divertisse com a minha humilhação? A dor do meu braço partido no hospital não se comparava à dor de ver o homem que eu amava ignorar-me, virar-me as costas, e rir enquanto eu caía. Ele me empurrou para uma piscina gelada, desejando minha morte. Como ele pôde? Eu tinha de saber a verdade por detrás de tanta crueldade. Chega. Eu não vou esperar por um homem que me esmagaria sem pensar duas vezes. Não mais. Eu vou para Paris, e a minha música, que antes implorava por amor, agora grita por liberdade. Nunca mais serei um peão no jogo de alguém.

Introdução

Eu esperei oito anos por ele.

O meu nome é Vanessa Hayes, e a minha voz, o meu fado, era tudo o que eu tinha.

Eu dei-lhe a minha juventude, a minha paixão, transformei cada nota na melodia do meu amor.

No meu vigésimo quarto aniversário, a data em que a nossa promessa, feita em tom de brincadeira, se deveria cumprir, vesti o meu melhor vestido e levei uma garrafa de Porto vintage personalizada para o restaurante onde Hugo esperava.

Mas o que eu ouvi partiu-me o coração em mil pedaços.

"A 'fadistazinha' irritante deve estar a chegar."

"A atriz já chegou com o bebé. A Lilith vai fingir ser a minha namorada, e vamos anunciar o nosso noivado. Assim, a Vanessa desiste de vez."

Eu não era a mulher que ele iria pedir em casamento.

Eu era a peça final de um plano cruel para conquistar a mulher que ele realmente amava.

Eu era a "fadistazinha" que deveria ser esmagada sob os seus pés.

Como pude ser tão cega?

Cada canção, cada sacrifício, cada esperança... tudo por uma farsa.

Como é possível que ele me odiasse tanto, que se divertisse com a minha humilhação?

A dor do meu braço partido no hospital não se comparava à dor de ver o homem que eu amava ignorar-me, virar-me as costas, e rir enquanto eu caía.

Ele me empurrou para uma piscina gelada, desejando minha morte.

Como ele pôde?

Eu tinha de saber a verdade por detrás de tanta crueldade.

Chega. Eu não vou esperar por um homem que me esmagaria sem pensar duas vezes.

Não mais.

Eu vou para Paris, e a minha música, que antes implorava por amor, agora grita por liberdade.

Nunca mais serei um peão no jogo de alguém.

Continuar lendo

Outros livros de Gavin

Ver Mais
A Herdeira Oculta

A Herdeira Oculta

Romance

5.0

"Juliana está grávida." A voz de Pedro, meu noivo, soou casual, mas aquela frase despedaçou meu mundo perfeito. Paralisei com o pano de prato na mão, enquanto o cheiro do jantar que preparei com tanto carinho se tornou enjoativo. Ele não demonstrou culpa, apenas um cansaço estratégico ao dizer que a chefe dele, Juliana, esperava um filho seu. Para ele, era um "sacrifício" , um "investimento" para alcançar o topo. Depois, voltaria para mim, quando "arrumasse a casa" . Eu, Sofia, a órfã simples, assistente administrativa que pagava o aluguel do nosso apartamento, era apenas o plano B. A ironia me sufocou. Ele não fazia ideia de quem eu realmente era. Ele não sabia que meu sobrenome, Vasconcelos, me ligava ao Luxus Group, o império hoteleiro do meu pai. Ele não sabia que o dinheiro que ele tanto almejava era algo que eu poderia dar a ele com um telefonema. Os três anos de namoro, o anel falso no meu dedo, tudo parecia uma piada cruel. No dia seguinte, Juliana, a amante grávida, veio me humilhar em minha própria casa, me chamando de "coitadinha" e "simples" . Pedro, o homem que um dia me pediu em casamento, abaixou a cabeça, covarde. Eu fui empurrada para fora de casa por ele e Juliana, que ainda me acusou de vazar informações da empresa e de tentar roubar o noivo dela. Sozinha, humilhada e sem teto, eu sabia que a Sofia ingênua tinha morrido. E a herdeira dos Vasconcelos estava prestes a despertar para mostrar a eles quem realmente era a "ninguém".

O Coração de Inovação Roubado

O Coração de Inovação Roubado

Bilionários

5.0

A noite estava fria, mas a tempestade real acontecia dentro de mim. Amanhã, João, meu marido, seria o CEO da maior empresa de tecnologia do país, a TechCorp. Peguei a taça de vinho que ele me ofereceu, um brinde ao nosso futuro. O líquido desceu amargo, e uma dor excruciante paralisou meu corpo. Caí no chão, a taça estilhaçada ao meu lado. Olhei para João, confusa e apavorada. "Por quê?" , sussurrei. Seu sorriso era um abismo de escuridão. "Eu realmente me arrependo de ter te escolhido como minha esposa. Sem mim, como você poderia ter dado à luz um gênio da tecnologia?" Então, Pedro, meu filho de dezesseis anos, entrou. Ele segurava uma adaga cirúrgica. "Pedro!" , chamei, o desespero rasgando minha garganta. Ele se ajoelhou e enfiou a faca em meu coração, extraindo meu "coração de inovação" . "Se a tia Sofia tivesse sido minha mãe, minha linhagem seria definitivamente mais nobre. Você simplesmente não merece ser minha mãe." Pedro esmagou o chip sob o calcanhar, e a luz se apagou. A escuridão me engoliu. Mas então, eu abri os olhos novamente. Estava no dia da seleção para o projeto de herança da TechCorp, o evento que uniria os filhos do CEO a parceiros. João, mais jovem, com a mesma ambição fria nos olhos, escolheu Sofia, minha irmã. "Eu escolho Sofia. Seu talento e sua linhagem são inigualáveis. Juntos, criaremos um herdeiro que levará a TechCorp a patamares nunca antes vistos." Meu coração, que deveria estar despedaçado, estava estranhamente calmo. Um gelo se formou em minhas veias, apagando a dor e deixando apenas uma clareza cortante. Eles queriam um herdeiro de linhagem nobre, o filho prodígio que acreditavam que Sofia poderia lhes dar. Desta vez, pensei, eles teriam exatamente o que desejavam. E eu estaria lá para assistir à sua ruína.

Ela Não Pagou: O Preço da Dignidade

Ela Não Pagou: O Preço da Dignidade

Bilionários

5.0

"Minha mãe vai adorar isso, Duda. Ela sempre quis um convite para jantar na sua casa." Era o que Pedro dizia, os olhos brilhando enquanto ele me arrastava pelo shopping lotado em direção à joalheria mais cara. Ele prometia que usaria cada centavo de seu adiantamento do 13º para um presente "especial" para a mãe dele. Mas, ao ver o preço daquelas joias – doze mil reais –, um calafrio me percorreu. Isso era demais. Foi então que a bomba caiu. Pedro, supostamente o homem que eu amava, me confessou que havia "emprestado" todo o seu 13º salário para um amigo, em uma história convenientemente dramática. E, sem rodeios, ele olhou nos meus olhos e pediu: "Duda, meu amor, sei que você também recebeu seu adiantamento. Você poderia pagar por isso?" Naquele momento, tudo se desfez. Meu coração, antes transbordando de carinho, agora pulsava com uma mistura amarga de descrença e raiva. Enquanto eu tentava processar a audácia dele, uma voz familiar e cortante me atingiu pelas costas: "Maria Eduarda? O que você está fazendo aqui?" Era Dona Fátima, minha gerente de RH, que, com um sorriso de escárnio, começou a me humilhar publicamente: "Não me diga que você está hesitando, Maria Eduarda. Um homem fazendo um gesto tão nobre e você fica aí, contando moedas? Que mesquinhez!" Ela não parou. Para que todos ouvissem, declarou: "Pedro, não deixe ela te desanimar. Leve tudo! Sua mãe merece o melhor. Se ela não quer pagar, é problema dela. Um homem de verdade sabe o que fazer." Minha esperança de que Pedro me defenderia foi esmagada quando ele, em vez disso, usou a pressão dela para me chantagear: "Ela tem razão, Duda. É para a minha mãe. Você não vai fazer essa desfeita, vai? O que as pessoas vão pensar de você? Que você é uma namorada egoísta?" "Vamos, amor. Passe o cartão. É só dinheiro. Nosso amor vale mais do que isso, não vale?" A imagem do homem que eu amava se estilhaçou em mil pedaços. Ele não era meu namorado; era um manipulador, um aproveitador. E Dona Fátima, sua cúmplice. Minha alma gritou "Não!" Foi ali, naquele cenário de falsidade e humilhação, que uma decisão inabalável se formou em mim. Eu não pagaria. Não mais. Este foi o ponto de virada.

Você deve gostar

Capítulo
Ler agora
Baixar livro