O Recomeço de Uma Rainha

O Recomeço de Uma Rainha

Qu Ye Xiao Fang

5.0
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Capítulo

A dor me rasgou, um grito silencioso preso na garganta enquanto a vida escorria por entre minhas pernas, manchando o chão de madeira polida. Ergui os olhos, embaçados pela agonia e pelas lágrimas, e vi o rosto triunfante de Clara, minha irmã adotiva. Ao seu lado, Lucas, o Quarto Príncipe e meu marido, desviava o olhar, cúmplice da carnificina. "Por quê?", sussurrei, enquanto o mundo escurecia, levando comigo a vida do nosso filho ainda não nascido. Clara se agachou, seu rosto perfeito contorcido em desprezo, e suas palavras finais ecoaram em minha mente: "Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é sua e daquele bastardo por estarem no meu caminho!" Despertei em minha cama, tremendo, o suor frio escorrendo. Não havia sangue, não havia dor. Minhas mãos estavam limpas, meu ventre ainda plano. Meu bebê... ainda estava lá. A raiva fria tomou o lugar do pânico, e a determinação de aço substituiu a tristeza. Eu não era mais a Sofia ingênua. Eu renasci. Olhei para o calendário de bronze: era o dia. O exato dia em que, na vida anterior, o médico da corte anunciara minha gravidez. O ódio me deu um propósito. Eu não cometeria os mesmos erros. O jogo havia começado, e desta vez, não seria eu a morrer.

O Recomeço de Uma Rainha Introdução

A dor me rasgou, um grito silencioso preso na garganta enquanto a vida escorria por entre minhas pernas, manchando o chão de madeira polida.

Ergui os olhos, embaçados pela agonia e pelas lágrimas, e vi o rosto triunfante de Clara, minha irmã adotiva. Ao seu lado, Lucas, o Quarto Príncipe e meu marido, desviava o olhar, cúmplice da carnificina.

"Por quê?", sussurrei, enquanto o mundo escurecia, levando comigo a vida do nosso filho ainda não nascido.

Clara se agachou, seu rosto perfeito contorcido em desprezo, e suas palavras finais ecoaram em minha mente: "Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é sua e daquele bastardo por estarem no meu caminho!"

Despertei em minha cama, tremendo, o suor frio escorrendo. Não havia sangue, não havia dor. Minhas mãos estavam limpas, meu ventre ainda plano. Meu bebê... ainda estava lá.

A raiva fria tomou o lugar do pânico, e a determinação de aço substituiu a tristeza. Eu não era mais a Sofia ingênua. Eu renasci.

Olhei para o calendário de bronze: era o dia. O exato dia em que, na vida anterior, o médico da corte anunciara minha gravidez.

O ódio me deu um propósito. Eu não cometeria os mesmos erros. O jogo havia começado, e desta vez, não seria eu a morrer.

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O Recomeço de Uma Rainha O Recomeço de Uma Rainha Qu Ye Xiao Fang Xuanhuan
“A dor me rasgou, um grito silencioso preso na garganta enquanto a vida escorria por entre minhas pernas, manchando o chão de madeira polida. Ergui os olhos, embaçados pela agonia e pelas lágrimas, e vi o rosto triunfante de Clara, minha irmã adotiva. Ao seu lado, Lucas, o Quarto Príncipe e meu marido, desviava o olhar, cúmplice da carnificina. "Por quê?", sussurrei, enquanto o mundo escurecia, levando comigo a vida do nosso filho ainda não nascido. Clara se agachou, seu rosto perfeito contorcido em desprezo, e suas palavras finais ecoaram em minha mente: "Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é sua e daquele bastardo por estarem no meu caminho!" Despertei em minha cama, tremendo, o suor frio escorrendo. Não havia sangue, não havia dor. Minhas mãos estavam limpas, meu ventre ainda plano. Meu bebê... ainda estava lá. A raiva fria tomou o lugar do pânico, e a determinação de aço substituiu a tristeza. Eu não era mais a Sofia ingênua. Eu renasci. Olhei para o calendário de bronze: era o dia. O exato dia em que, na vida anterior, o médico da corte anunciara minha gravidez. O ódio me deu um propósito. Eu não cometeria os mesmos erros. O jogo havia começado, e desta vez, não seria eu a morrer.”
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Introdução

03/07/2025

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