A Dor da Mulher Traída

A Dor da Mulher Traída

Bai Bian Zhong Jie

5.0
Comentário(s)
928
Leituras
11
Capítulo

Na sala fria do hospital, um sorriso de satisfação moldava o rosto de João. A cirurgia de Clara, sua filha e de sua amante Sofia, era um sucesso. Mas o Dr. Ricardo, seu cúmplice, tinha os olhos cheios de medo. "O que fizemos é monstruoso, João! Usamos sua esposa e seu filho como... peças de reposição!" Minha mente não conseguia processar. Maria? Pedro? Peças de reposição?! Ele riu, um som seco e arrogante. "Maria me ama. Acredita em tudo que digo. Vai pensar que foi um milagre que todos sobreviveram ao 'acidente'." Meu mundo desabou ao ouvir cada palavra, minha dor física eclipsada pela dor avassaladora da traição. Como fui tão cega? O monstro dormia ao meu lado todas as noites. Pedro, meu filho de sete anos, tremia ao meu lado, seus olhos inocentes arregalados em um terror quebrado. "Sofia, meu amor," ouvi João dizer ao telefone, a voz cheia de um carinho falso. "Clara está salva. Vocês duas podem voltar para casa. Para a nossa casa." Recuei, puxando Pedro comigo. Eu tinha que esconder a verdade em meus olhos, para que ele não soubesse que eu sabia. Quando ele nos viu, o pânico brilhou em seus olhos por um segundo. "O que vocês ouviram?" Tive que mentir, a voz surpreendentemente firme. "Nós só... só viemos te procurar. Eu estava tonta." Ele nem suspeitava. "Com a melhora da Clara, pensei que talvez fosse uma boa hora para elas virem ficar conosco por um tempo." A audácia dele queimou em mim, mas minha máscara permaneceu calma. Pedro se encolheu atrás de mim. "Claro," eu disse, sem emoção. "Por que não?" Ele sorriu, completamente alheio à tempestade que eu estava me preparando para liberar. As lágrimas finalmente escorreram quando ele se afastou. "Mãe, não chora", Pedro sussurrou, suas pequenas mãos me apertando. "Nós vamos embora, não vamos?" "Sim, meu amor", prometi. "Para bem longe daqui." Naquela noite, Pedro rasgou todas as fotos do pai de seu diário. "Papai mentiu. Não teve acidente. Ele me machucou. Ele machucou a mamãe. Eu odeio ele. Eu não tenho mais um pai." Ver a dor do meu filho solidificou minha decisão. Não era mais sobre ir embora. Era sobre justiça. "Nós vamos embora, Pedro", eu disse, minha voz dura como aço. "E ele vai pagar por cada lágrima que você derramou."

Introdução

Na sala fria do hospital, um sorriso de satisfação moldava o rosto de João.

A cirurgia de Clara, sua filha e de sua amante Sofia, era um sucesso.

Mas o Dr. Ricardo, seu cúmplice, tinha os olhos cheios de medo.

"O que fizemos é monstruoso, João! Usamos sua esposa e seu filho como... peças de reposição!"

Minha mente não conseguia processar. Maria? Pedro? Peças de reposição?!

Ele riu, um som seco e arrogante.

"Maria me ama. Acredita em tudo que digo. Vai pensar que foi um milagre que todos sobreviveram ao 'acidente'."

Meu mundo desabou ao ouvir cada palavra, minha dor física eclipsada pela dor avassaladora da traição.

Como fui tão cega? O monstro dormia ao meu lado todas as noites.

Pedro, meu filho de sete anos, tremia ao meu lado, seus olhos inocentes arregalados em um terror quebrado.

"Sofia, meu amor," ouvi João dizer ao telefone, a voz cheia de um carinho falso. "Clara está salva. Vocês duas podem voltar para casa. Para a nossa casa."

Recuei, puxando Pedro comigo.

Eu tinha que esconder a verdade em meus olhos, para que ele não soubesse que eu sabia.

Quando ele nos viu, o pânico brilhou em seus olhos por um segundo.

"O que vocês ouviram?"

Tive que mentir, a voz surpreendentemente firme. "Nós só... só viemos te procurar. Eu estava tonta."

Ele nem suspeitava.

"Com a melhora da Clara, pensei que talvez fosse uma boa hora para elas virem ficar conosco por um tempo."

A audácia dele queimou em mim, mas minha máscara permaneceu calma.

Pedro se encolheu atrás de mim.

"Claro," eu disse, sem emoção. "Por que não?"

Ele sorriu, completamente alheio à tempestade que eu estava me preparando para liberar.

As lágrimas finalmente escorreram quando ele se afastou.

"Mãe, não chora", Pedro sussurrou, suas pequenas mãos me apertando. "Nós vamos embora, não vamos?"

"Sim, meu amor", prometi. "Para bem longe daqui."

Naquela noite, Pedro rasgou todas as fotos do pai de seu diário.

"Papai mentiu. Não teve acidente. Ele me machucou. Ele machucou a mamãe. Eu odeio ele. Eu não tenho mais um pai."

Ver a dor do meu filho solidificou minha decisão. Não era mais sobre ir embora. Era sobre justiça.

"Nós vamos embora, Pedro", eu disse, minha voz dura como aço. "E ele vai pagar por cada lágrima que você derramou."

Continuar lendo

Outros livros de Bai Bian Zhong Jie

Ver Mais
O Erro Deles, Minha Salvação

O Erro Deles, Minha Salvação

Moderno

5.0

O telefone tocou, cortando o silêncio e a paz da minha tarde. Era o instrutor de equitação da minha filha, Lara. "Senhor Acosta, a Lara caiu do cavalo. Mas não se preocupe, não é grave." O meu coração disparou, larguei tudo e corri. Mas ao chegar, não encontrei uma filha assustada. Vi a minha esposa, Raegan, e a Lara, nos braços do ex-namorado dela, Hugo Ferreira. Eles formavam uma imagem de família perfeita. Eu era o estranho. A minha própria filha, a quem dediquei cada segundo, virou-me as costas. "Não me toques! Quero o tio Hugo!" Raegan nem sequer olhou para mim. "Foi culpa tua," disse ela, fria. "Estás sempre enfiado na cozinha." Chocada, tentei argumentar sobre a minha dedicação. Mas Hugo, com um sorriso falso, encerrou a conversa, fazendo-me parecer o vilão. Eles foram-se embora, rindo. Deixaram-me sozinho, com o sol a pôr-se, mas uma escuridão a tomar conta de mim. Lembrei-me: a Lara era o resultado de uma noite de fraqueza de Raegan, forçada a casar pela avó dela. Eu a amava, mas para ela, eu era apenas uma obrigação. Depois, Hugo voltou. Ele, em poucos meses, conquistou o afeto de Lara, algo que eu nunca consegui em cinco anos de dedicação. E a situação só pioraria. Descobri que a queda no centro hípico não foi um acidente. Lara tinha combinado tudo com Hugo para me manipular. Pensei que o destino não podia ser mais cruel. Mas quando a minha mãe querida morreu, e Raegan ignorou o funeral, senti um frio ainda maior. Voltei para casa e encontrei Hugo na minha cozinha, com a minha esposa e filha. Estavam a comer a cataplana que a minha mãe, já falecida, tinha feito para mim. O último presente dela. Raegan encolheu os ombros: "Era só comida. Se quiseres, compro-te outras." Naquele momento, algo dentro de mim quebrou. O amor deu lugar a um vazio assustador e uma calma gelada. Peguei na mala e comecei a fazer as malas. "Quero o divórcio, Raegan." Ela riu, pensando que era por "umas cataplanas estúpidas". "E por tudo o resto. Não te quero a ti. E não quero a ela." Deixei para trás seis anos de uma vida de farsa. Livre da mentira e da dor, eu estava pronto para criar a minha própria felicidade.

Você deve gostar

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei

PageProfit Studio
5.0

"Minha irmã tentou roubar o meu companheiro. E eu deixei que ela ficasse com ele." Nascida sem uma loba, Seraphina era a vergonha da sua Alcateia. Até que, em uma noite de bebedeira, engravidou e casou-se com Kieran, o impiedoso Alfa que nunca a quis. Mas o casamento deles, que durou uma década, não era um conto de fadas. Por dez anos, ela suportou a humilhação de não ter o título de Luna nem marca de companheira, apenas lençóis frios e olhares mais frios ainda. Quando sua irmã perfeita voltou, na mesma noite em que o Kieran pediu o divórcio, sua família ficou feliz em ver seu casamento desfeito. Seraphina não brigou, foi embora em silêncio. Contudo, quando o perigo surgiu, verdades chocantes vieram à tona: ☽ Aquela noite não foi um acidente; ☽ Seu "defeito" era, na verdade, um dom raro; ☽ E agora todos os Alfas, incluindo seu ex-marido, iam lutar para reivindicá-la. Pena que ela estava cansada de ser controlada. *** O rosnado do Kieran reverberou pelos meus ossos enquanto ele me prendia contra a parede. O calor dele atravessava as camadas de tecido da minha roupa. "Você acha que é fácil assim ir embora, Seraphina?" Seus dentes roçaram a pele não marcada do meu pescoço. "Você. É. Minha." Uma palma quente subiu pela minha coxa. "Ninguém mais vai tocar em você." "Você teve dez anos pra me reivindicar, Alfa." Mostrei os dentes em um sorriso. "Engraçado como você só se lembra que sou sua... quando estou indo embora."

Capítulo
Ler agora
Baixar livro