Amor Traído, Filho Resgatado

Amor Traído, Filho Resgatado

Gavin

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Capítulo

O telefone tocou, cortando o silêncio pesado da minha sala de estar. Meu coração disparou. Pedrinho, meu filho de cinco anos, estava desaparecido há três horas, e o pavor se transformava em puro terror. Atendi, a mão tremendo, e uma voz distorcida gelou minha alma: "Um milhão de reais. Amanhã ao meio-dia. Ou você vai receber seu filho em pedaços." Naquele exato momento, João, meu marido, entrou. Contei a ele, em sussurros, que nosso filho havia sido levado. O rosto dele empalideceu, o desespero tomando conta. "Um milhão? De onde eu vou tirar um milhão de reais?", ele gritou. Mas a mentira dele me atingiu em cheio. O dinheiro do grande negócio dele, mais de um milhão, havia caído na nossa conta conjunta dois dias antes. A desconfiança fria começou a se formar no meu estômago. Peguei meu celular, e a tela do banco confirmou o que eu temia: a conta estava quase zerada. E então eu vi a transferência. Ana Santos. "Estrela da Manhã." A ex-namorada dele. "Você transferiu o dinheiro do resgate do nosso filho para a sua ex-namorada, João?", minha voz saiu fria como gelo. Ele tentou negar, inventou uma história sobre um filho doente. "Ele também é meu filho, Maria", ele confessou. A dor foi avassaladora, mas se transformou em uma clareza gelada. Peguei o celular e disse, minha voz firme: "Não temos o dinheiro. Não haverá pagamento." João agarrou meu braço: "Você ficou louca, Maria? Eles vão matar o Pedrinho!" "Foi você quem decidiu que o dinheiro tinha um destino mais importante. Viva com isso", respondi. O telefone tocou novamente, a mesma voz distorcida: "O tempo está correndo. Espero que já tenham o dinheiro." Atendi, olhando nos olhos aterrorizados do meu marido, e disse, fria como gelo: "Nós não vamos pagar." Do outro lado da linha, veio a voz gravada de uma criança: "Mamãe... mamãe, eu quero ir pra casa..." João implorou, se jogou no chão, prometeu vender tudo. Mas eu permaneci firme. Encerrei a ligação. "Você... você desligou na cara deles. Maria, o que você fez?" , ele sussurrou. Observei meu marido quebrado, consciente de que essa era apenas a primeira cena do meu plano. Eu era o tipo de mãe que faria qualquer coisa pelo meu filho. E estava prestes a mostrar a ele exatamente o que isso significava.

Introdução

O telefone tocou, cortando o silêncio pesado da minha sala de estar.

Meu coração disparou.

Pedrinho, meu filho de cinco anos, estava desaparecido há três horas, e o pavor se transformava em puro terror.

Atendi, a mão tremendo, e uma voz distorcida gelou minha alma: "Um milhão de reais. Amanhã ao meio-dia. Ou você vai receber seu filho em pedaços."

Naquele exato momento, João, meu marido, entrou.

Contei a ele, em sussurros, que nosso filho havia sido levado.

O rosto dele empalideceu, o desespero tomando conta.

"Um milhão? De onde eu vou tirar um milhão de reais?", ele gritou.

Mas a mentira dele me atingiu em cheio.

O dinheiro do grande negócio dele, mais de um milhão, havia caído na nossa conta conjunta dois dias antes.

A desconfiança fria começou a se formar no meu estômago.

Peguei meu celular, e a tela do banco confirmou o que eu temia: a conta estava quase zerada.

E então eu vi a transferência.

Ana Santos.

"Estrela da Manhã."

A ex-namorada dele.

"Você transferiu o dinheiro do resgate do nosso filho para a sua ex-namorada, João?", minha voz saiu fria como gelo.

Ele tentou negar, inventou uma história sobre um filho doente.

"Ele também é meu filho, Maria", ele confessou.

A dor foi avassaladora, mas se transformou em uma clareza gelada.

Peguei o celular e disse, minha voz firme: "Não temos o dinheiro. Não haverá pagamento."

João agarrou meu braço: "Você ficou louca, Maria? Eles vão matar o Pedrinho!"

"Foi você quem decidiu que o dinheiro tinha um destino mais importante. Viva com isso", respondi.

O telefone tocou novamente, a mesma voz distorcida: "O tempo está correndo. Espero que já tenham o dinheiro."

Atendi, olhando nos olhos aterrorizados do meu marido, e disse, fria como gelo: "Nós não vamos pagar."

Do outro lado da linha, veio a voz gravada de uma criança: "Mamãe... mamãe, eu quero ir pra casa..."

João implorou, se jogou no chão, prometeu vender tudo.

Mas eu permaneci firme.

Encerrei a ligação.

"Você... você desligou na cara deles. Maria, o que você fez?" , ele sussurrou.

Observei meu marido quebrado, consciente de que essa era apenas a primeira cena do meu plano.

Eu era o tipo de mãe que faria qualquer coisa pelo meu filho.

E estava prestes a mostrar a ele exatamente o que isso significava.

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