O Aborto Que Destruiu Tudo

O Aborto Que Destruiu Tudo

Gypsy

5.0
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Capítulo

Eu sou a vilã, essa é a única verdade que importa. No dia do meu casamento, diante de todos, anunciei que nunca amei João Pedro e que estava farta de bancar a noiva perfeita. Enquanto o caos se instalava, meus cúmplices finalizavam a venda de seus segredos comerciais para Lucas, seu maior rival. Horas depois, com as malas de dinheiro no banco de trás do carro, eu estava pronta para sumir. João Pedro me encontrou na chuva, ajoelhado, implorando. "Duda, por favor, não faz isso", ele suplicou, a voz quebrada. Ele mencionou nosso filho. Eu peguei o ultrassom granulado e joguei em seu rosto, a imagem caindo em uma poça d' água. "Já fiz o aborto", eu disse, minha voz um gelo cortante. "Não existe mais filho nenhum. Agora, não me incomode mais." A expressão em seu rosto se quebrou em mil pedaços, uma dor tão crua que por um segundo quase me atingiu. Quase. Eu subi o vidro, pisei no acelerador e não olhei para trás. Cinco anos se passaram, vivendo uma vida de luxo e vazia de sentimentos. Perfeita. Até que uma voz metálica e sem emoção soou diretamente dentro da minha cabeça, tão alta que me fez engasgar com a água salgada. "Hospedeira, o relacionamento dos protagonistas está em crise." "Por favor, resolva a crise em um mês", a voz continuou, implacável. "Caso contrário, você será eliminada imediatamente." Gelei. O sistema. A maldita entidade que me forçou a ser a vilã em primeiro lugar estava de volta. Eu teria que voltar e fazer João Pedro e Sofia se apaixonarem de novo. Eu, a mulher que o destruiu, teria que ser a cupido.

Introdução

Eu sou a vilã, essa é a única verdade que importa.

No dia do meu casamento, diante de todos, anunciei que nunca amei João Pedro e que estava farta de bancar a noiva perfeita.

Enquanto o caos se instalava, meus cúmplices finalizavam a venda de seus segredos comerciais para Lucas, seu maior rival.

Horas depois, com as malas de dinheiro no banco de trás do carro, eu estava pronta para sumir.

João Pedro me encontrou na chuva, ajoelhado, implorando.

"Duda, por favor, não faz isso", ele suplicou, a voz quebrada.

Ele mencionou nosso filho.

Eu peguei o ultrassom granulado e joguei em seu rosto, a imagem caindo em uma poça d' água.

"Já fiz o aborto", eu disse, minha voz um gelo cortante. "Não existe mais filho nenhum. Agora, não me incomode mais."

A expressão em seu rosto se quebrou em mil pedaços, uma dor tão crua que por um segundo quase me atingiu.

Quase.

Eu subi o vidro, pisei no acelerador e não olhei para trás.

Cinco anos se passaram, vivendo uma vida de luxo e vazia de sentimentos.

Perfeita.

Até que uma voz metálica e sem emoção soou diretamente dentro da minha cabeça, tão alta que me fez engasgar com a água salgada.

"Hospedeira, o relacionamento dos protagonistas está em crise."

"Por favor, resolva a crise em um mês", a voz continuou, implacável. "Caso contrário, você será eliminada imediatamente."

Gelei. O sistema. A maldita entidade que me forçou a ser a vilã em primeiro lugar estava de volta.

Eu teria que voltar e fazer João Pedro e Sofia se apaixonarem de novo.

Eu, a mulher que o destruiu, teria que ser a cupido.

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