Amor Perdido, Uma Vida Resgatada

Amor Perdido, Uma Vida Resgatada

Gavin

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Capítulo

Meu mundo desmoronou com um pedaço de papel. Um teste de DNA revelou que eu não era uma Albuquerque de sangue, mas uma impostora. Meu marido, Caio, se divorciou de mim, e a verdadeira herdeira, Bruna, tomou minha casa, minha vida e meu filho. Cinco anos depois, eu era uma garçonete afogada nas dívidas médicas da minha mãe adotiva quando eles entraram na minha lanchonete. Caio, Bruna e meu filho, Léo, que agora chamava Bruna de "mamãe". Ele me olhou com nojo. "A mamãe disse que você não é mais minha mãe de verdade", ele anunciou. "E você é só uma garçonete agora. O papai diz que garçonetes são pobres." As palavras foram uma punhalada no coração. Mais tarde naquela noite, minha mãe adotiva, Jéssica, morreu no hospital depois que Bruna sussurrou veneno em seu ouvido, me deixando com um aviso enigmático sobre os segredos sombrios de Bruna. Bruna então me ofereceu um emprego como babá interna, uma chance de vê-la viver minha vida de perto. Era uma oferta cruel e humilhante. Mas eu aceitei. Porque na minha antiga casa, descobri que Bruna não era apenas cruel - ela estava envenenando meu filho e havia infectado meu ex-marido com uma doença. Isso não era mais apenas sobre humilhação. Era sobre vingança.

Amor Perdido, Uma Vida Resgatada Capítulo 1

Meu mundo desmoronou com um pedaço de papel. Um teste de DNA revelou que eu não era uma Albuquerque de sangue, mas uma impostora. Meu marido, Caio, se divorciou de mim, e a verdadeira herdeira, Bruna, tomou minha casa, minha vida e meu filho.

Cinco anos depois, eu era uma garçonete afogada nas dívidas médicas da minha mãe adotiva quando eles entraram na minha lanchonete. Caio, Bruna e meu filho, Léo, que agora chamava Bruna de "mamãe".

Ele me olhou com nojo. "A mamãe disse que você não é mais minha mãe de verdade", ele anunciou. "E você é só uma garçonete agora. O papai diz que garçonetes são pobres."

As palavras foram uma punhalada no coração. Mais tarde naquela noite, minha mãe adotiva, Jéssica, morreu no hospital depois que Bruna sussurrou veneno em seu ouvido, me deixando com um aviso enigmático sobre os segredos sombrios de Bruna.

Bruna então me ofereceu um emprego como babá interna, uma chance de vê-la viver minha vida de perto. Era uma oferta cruel e humilhante.

Mas eu aceitei.

Porque na minha antiga casa, descobri que Bruna não era apenas cruel - ela estava envenenando meu filho e havia infectado meu ex-marido com uma doença. Isso não era mais apenas sobre humilhação. Era sobre vingança.

Capítulo 1

Meu mundo desmoronou não com um estrondo, mas com um pedaço de papel. O resultado de um teste de DNA que anunciava ao mundo que eu não era uma Albuquerque de sangue, mas uma filha adotiva, uma impostora. Caio, meu marido, o homem que jurou me amar para sempre, se divorciou de mim duas semanas depois.

A tinta mal havia secado nos papéis quando Bruna Ferraz, a herdeira "verdadeira", se mudou para nossa mansão em Alphaville. Ela tinha um sorriso de escárnio no rosto, um brilho nos olhos que prometia retribuição por uma vida que ela acreditava que eu havia roubado. Minha vida, minha casa, meu marido, tudo era dela agora. Eu era apenas um fantasma em uma casa que não era mais minha.

Cinco anos se passaram desde aquele dia. Cinco anos trabalhando em turnos duplos no "Expresso do Dia", uma lanchonete gordurosa com luzes de neon piscando e o cheiro de café velho permanentemente impregnado nas paredes. Meu uniforme, sempre cheirando a gordura e detergente barato, era um contraste gritante com os vestidos de grife que eu usava. As gorjetas que eu ganhava mal cobriam as crescentes contas médicas da minha mãe adotiva.

Eu estava limpando a mesa cinco quando um silêncio tomou conta da lanchonete. Meu coração parou. Eram eles. Caio, Bruna e Léo, meu filho. Meu filho. Ele tinha sete anos agora, uma versão em miniatura de Caio, com os meus olhos. Minha mão tremeu, quase derrubando a caneca de cerâmica pesada. Eles se sentaram em um box perto da janela, a luz do sol iluminando sua existência polida e privilegiada, um contraste brutal com a minha. Caio parecia impecável, seu terno sob medida. Bruna, envolta em seda, irradiava uma aura de satisfação presunçosa. Léo, bem, ele parecia um estranho.

Caio me viu primeiro. Seus olhos, antes cheios de um amor que agora eu questionava, se estreitaram. Ele me reconheceu. Claro que sim. Como poderia não reconhecer? Ele enrijeceu, o maxilar travado. Bruna seguiu seu olhar, um sorriso lento e predatório se espalhando por seus lábios.

"Clara?" A voz de Caio era um murmúrio baixo, tingido com algo parecido com desconforto, não surpresa. "O que você está fazendo aqui?"

Apertei a caneca com mais força. "Trabalhando, Caio. É o que as pessoas fazem quando precisam pagar as contas." Minha voz era fria, desprovida de emoção. Eu me recusei a dar a ele a satisfação de ver minha dor.

Ele puxou a carteira. Um maço grosso de notas de cem reais. "Olha, Clara. Isso... isso não está certo. Deixa eu te ajudar. Você não deveria estar trabalhando em um lugar como este." Ele empurrou algumas notas pela mesa, o suficiente para cobrir o aluguel de um mês do meu minúsculo apartamento na Mooca, provavelmente.

Meu olhar vacilou para o dinheiro, depois de volta para o rosto dele. "Guarde sua caridade, Caio. Eu ganho meu dinheiro honestamente." Odiei o tremor na minha voz. Odiei que ele ainda tivesse o poder de me fazer sentir pequena.

Bruna se inclinou para mais perto de Caio, seu sussurro alto o suficiente para eu ouvir. "Querido, ela provavelmente está só tentando fazer uma cena. Você sabe como ela sempre foi dramática." Ela então voltou sua atenção para Léo, que estava ocupado colorindo um menu. "Léo, querido, não é falta de educação ficar encarando os funcionários?", ela arrulhou, seus olhos, no entanto, fixos em mim com um brilho malévolo.

Léo ergueu os olhos, seus olhos brilhantes e inocentes encontrando os meus. Por uma fração de segundo, vi um lampejo de reconhecimento, um indício do menino para quem eu costumava cantar canções de ninar. Então, desapareceu, substituído por um encolher de ombros ensaiado e desdenhoso.

"A mamãe disse que você não é mais minha mãe de verdade", ele declarou, sua voz aguda e clara, cortando o ruído ambiente da lanchonete. "E você é só uma garçonete agora. O papai diz que garçonetes são pobres."

As palavras me atingiram como um golpe físico. Minha respiração falhou. Senti uma dor fria e vazia se espalhar pelo meu peito, mais aguda que qualquer faca. Não foi a parte do "pobre" que doeu. Foi o "não é mais minha mãe de verdade".

Forcei um sorriso, meus lábios parecendo rígidos e artificiais. "Sim, Léo. É isso mesmo. Eu sou uma garçonete." Minha voz era quase um sussurro. Concentrei-me na mesa, limpando um derramamento imaginário. Eu precisava me mover, respirar, escapar.

"Por que você ainda está falando com ela, papai?", Léo choramingou, puxando a manga de Caio. "Ela é só uma garçonete. Podemos ir agora?"

Caio olhou para mim, um lampejo de algo, talvez pena, talvez culpa, em seus olhos. "Clara, você não acha que isso é um pouco... abaixo de você? Você era assistente de pesquisa. Você tem um diploma."

Eu ri, um som curto e sem humor. "Ah, meu diploma? Aquele que sua família revogou publicamente depois que minha 'verdadeira' identidade foi revelada? Aquele que de repente se tornou nulo e sem efeito porque eu não era uma Albuquerque por direito de nascença?" As palavras saíram, cruas e amargas. "Onde você sugere que eu me candidate, Caio? Talvez como CEO? Ou talvez como consultora da família Albuquerque?"

Seu rosto corou. "Isso não é justo, Clara. Você sabe que foi um mal-entendido. Nós tentamos fazer as pazes."

"Mal-entendido?", engasguei. Minhas mãos tremeram novamente, não de medo, mas de uma onda de raiva impotente. "Você me expulsou, Caio. Sua família me tirou tudo, incluindo meu nome, minha educação, meu filho. E você chama isso de mal-entendido?"

Léo parecia confuso, depois irritado. "Mamãe, papai, podemos só pedir nossa comida? Ela está falando alto."

Meu olhar voltou para meu filho. Sua indiferença, sua completa ignorância da dor que ele infligia, torceu a faca em meu coração. "É isso que sua 'mamãe' te ensinou, Léo? A desprezar as pessoas que são 'barulhentas'?", perguntei, minha voz perigosamente baixa. "A julgar as pessoas por seus empregos?"

Caio começou a se levantar, seu rosto uma máscara de raiva. "Já chega, Clara. Você está perturbando meu filho." Ele estendeu a mão sobre a mesa, tentando agarrar meu braço.

Eu recuei, minha mão instintivamente voando para cima, batendo na dele. "Não me toque." O nojo em minha voz era palpável. "E não se atreva a mencionar minha mãe. Você não tem o direito."

Ele parou, a mão pairando no ar. "Sua mãe biológica, Clara. Aquela que te abandonou. Aquela que escolheu te abandonar. Você se acha tão superior, mas você veio do nada!"

Uma dor surda começou atrás dos meus olhos. Nada. Essa palavra tinha sido jogada em mim tantas vezes nos últimos cinco anos que havia perdido todo o significado. Era apenas um som agora, um eco de uma vida que não existia mais. Eu não tinha energia para lutar com ele, para me defender. Não mais. Eu apenas me sentia... cansada. Tão completa e totalmente exausta.

Ele estava certo, de certa forma. Eu não era nada. Eu era uma filha adotiva, despojada do meu passado privilegiado, sobrecarregada por dívidas, trabalhando em um emprego sem futuro. A gaiola dourada tinha sido linda, mas uma vez removida, eu era apenas mais um pássaro, com as penas eriçadas, lutando para encontrar meu lugar em um mundo cruel e insensível.

Virei as costas para eles, voltando para o balcão, meus ombros rígidos. A lanchonete de repente parecia sufocante. Eu podia sentir os olhos deles em mim, queimando buracos no meu uniforme gasto. As outras garçonetes evitavam meu olhar, fingindo estar ocupadas. A fofoca se espalharia como fogo na lanchonete naquela noite.

"Clara, a mesa três precisa da conta!", a voz áspera do meu gerente quebrou o silêncio, uma distração bem-vinda. Peguei uma conta, meus passos pesados.

Mais tarde naquela noite, enquanto eu limpava as mesas, o gerente, um homem corpulento chamado Bira, me chamou em seu escritório. Seu rosto estava extraordinariamente solene.

"Clara, sinto muito por fazer isso, mas... eu tenho que te demitir." Ele evitou meus olhos, mexendo em uma pilha de recibos.

Meu sangue gelou. "O quê? Por quê? Eu nunca me atrasei, nunca errei um pedido..."

Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos ralos. "Não é você, Clara. É... a lanchonete. Foi comprada. Nova administração. Eles querem fazer algumas mudanças. Começando pela equipe."

Uma premonição arrepiante me invadiu. "Quem comprou, Bira?", perguntei, minha voz quase um sussurro.

Ele ergueu os olhos, uma mistura de pena e medo em seu olhar. "Caio Albuquerque."

Meu queixo caiu. Claro. É claro. Ele comprou a lanchonete só para me demitir. A pura audácia, a crueldade mesquinha.

"Ele disse para te dizer que está oferecendo um pacote de rescisão", Bira continuou, empurrando um envelope selado pela mesa. "Um bem generoso, na verdade. O suficiente para cobrir as contas médicas da sua mãe, ele disse."

Minha mão pairou sobre o envelope, depois caiu. "Diga a ele que não quero o dinheiro sujo dele." Minha voz estava firme, embora meus joelhos parecessem fracos.

Naquele momento, meu celular vibrou no bolso. Uma mensagem de texto. De um número desconhecido. "Considere isso um novo começo, Clara. Você claramente não foi feita para este tipo de trabalho. Deixe-me ajudá-la a encontrar algo... mais adequado." Era Caio.

Ele emergiu das sombras do escritório dos fundos da lanchonete, como um predador observando sua presa. "Clara", disse ele, sua voz suave, quase calmante. "Eu disse ao Bira para preparar uma rescisão decente para você. Este não é um lugar para alguém com seu... histórico."

Meus olhos se estreitaram. "Meu histórico? Você quer dizer aquele que você pessoalmente desmantelou?" Agarrei a borda da mesa, meus nós dos dedos brancos. "Você acha que comprar esta lanchonete e me demitir é 'ajudar'?"

Ele se encostou no batente da porta, uma imagem de elegância casual. "É uma oportunidade, Clara. Você está claramente com dificuldades. Você precisa se reerguer. Se reeducar. Encontrar uma carreira adequada."

Soltei uma risada amarga. "Uma carreira adequada? Como a que eu estava seguindo antes de você e sua família decidirem que eu era uma impostora? Aquela em que meus registros acadêmicos foram apagados porque eu não era 'legitimamente' parte da família Albuquerque?" Minha voz estava subindo, tremendo de raiva reprimida. "Como exatamente você sugere que eu me 'reeduque', Caio? Com que dinheiro? Com que credenciais? Você sabe perfeitamente bem o que sua família fez com minha reputação acadêmica. Diga-me, Caio, o que exatamente uma mulher pode fazer quando todo o seu passado, toda a sua identidade, é oficialmente apagado?"

A expressão complacente de Caio vacilou. Ele abriu a boca, depois a fechou. Ele não tinha resposta, porque foi ele quem orquestrou tudo. Uma breve e fria satisfação cintilou dentro de mim. Ele estava momentaneamente sem palavras.

A memória daquele dia humilhante de cinco anos atrás brilhou em minha mente. "Você é uma Albuquerque de nome, não de sangue, Clara", seu pai havia declarado friamente, enquanto Caio permanecia em silêncio ao seu lado. "Sua educação, suas realizações... foram todas construídas sobre uma mentira. Não podemos permitir tal mancha no nome Albuquerque." Minha universidade, a USP, ansiosa para agradar a poderosa família Albuquerque que financiava muitos de seus programas, rapidamente cumpriu. Minha pesquisa, meus créditos, minha própria existência como uma promissora pesquisadora médica, foram apagados. Eu era uma lousa em branco, mas não de uma forma libertadora. De uma forma aterrorizante e impotente.

De repente, Léo entrou correndo no escritório, o rosto iluminado de excitação. Bruna o seguia, um sorriso de conhecimento brincando em seus lábios.

"Papai, mamãe, olhem!" Ele ergueu um carrinho de brinquedo novinho em folha, vermelho brilhante. "A mamãe Bruna me deu! Ela disse que eu fui um bom menino por mandar aquela garçonete má embora!" Ele olhou para mim, um brilho triunfante em seus olhos. "Você é uma garçonete má, e você deixou o papai triste!"

Bruna se ajoelhou ao lado dele, acariciando seu cabelo. "Oh, Léo, querido, não seja rude. A Clara não quis chatear ninguém. Ela só está... passando por um momento difícil, não é, Clara?" Seus olhos perfuraram os meus, irradiando uma satisfação arrepiante.

Meu coração doeu, uma ferida profunda e crua. Este não era mais meu filho. Este era um fantoche, dançando ao som da melodia cruel de Bruna.

"Ela é velha e feia, mamãe Bruna", Léo continuou, apontando um dedo para mim. "E o uniforme dela cheira a batata frita velha. Não como seus vestidos bonitos."

Bruna riu, um som que irritou meus nervos. "Léo, isso não é uma coisa legal de se dizer. Mas você é um jovem muito perspicaz, não é? Vamos pegar um sorvete para você por ser tão corajoso." Ela me lançou um olhar de pena. "Sinto muito, Clara. As crianças podem ser tão diretas, não é? É terrivelmente doce, no entanto, como ele é leal a nós." Ela fez uma pausa. "Sabe, Caio e eu estávamos conversando. Na verdade, precisamos de uma babá interna. Alguém para cuidar do Léo, manter a casa arrumada. É um emprego de verdade, Clara. Você teria um salário, quarto e comida. E poderíamos ajudá-la a quitar essas 'dívidas' suas. Pense nisso. É melhor do que isso, não é? Afinal, você ainda se importa com o Léo, não é?"

Suas palavras eram veneno açucarado. Uma oferta que soava como salvação, mas parecia uma prisão mais profunda. Ela me queria por perto, queria saborear minha humilhação.

Caio, que estava em silêncio, finalmente falou, sua voz tensa. "Bruna, já chega. Ela não precisa trabalhar para nós."

Bruna fez beicinho, virando-se para ele. "Mas querido, estou apenas tentando ajudar. É o que a Jéssica - a mãe adotiva da Clara - teria querido. Ela sempre se preocupou com o futuro da Clara. Além disso, quem melhor para cuidar do Léo do que alguém que... costumava conhecê-lo?" Ela murmurou a última parte, mas seus olhos, quando encontraram os meus, eram afiados e zombeteiros. "Você não concorda, Clara?"

Eu a encarei, minha mente girando. A audácia. A pura e absoluta maldade dela. Ela queria me convidar para sua casa, para minha antiga casa, para me ver viver minha vida, para criar meu filho. E ela chamava isso de ajuda.

Isso não era mais apenas sobre dinheiro ou humilhação. Isso era um desafio direto. E era pessoal.

"Vou pensar sobre isso", eu disse, minha voz surpreendentemente firme. Observei o sorriso triunfante de Bruna e, pela primeira vez em cinco anos, senti algo além de desespero. Senti uma determinação fria e ardente.

O sorriso de Bruna se alargou. "Maravilhoso. Entraremos em contato." Ela se virou, pegando a mão de Léo, deixando Caio para trás, sem jeito.

Enquanto eles saíam, eu sabia de uma coisa com certeza. Este não era o fim. Este era apenas o começo. Eu não tinha mais nada a perder. E às vezes, isso tornava uma pessoa a mais perigosa. Eu tinha que pagar as dívidas da minha mãe, e ela acabara de me dar um ponto de entrada.

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