A Vingança Da Advogada Milionária

A Vingança Da Advogada Milionária

Chang Wei Tu Tu

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Capítulo

Por cinco anos, paguei por tudo. Reergui a família do meu noivo da falência e sustentei todos eles na minha mansão. Mas para a viagem de luxo que eu planejei e paguei, ele deu meu lugar no jatinho particular para a ex-namorada. "Você é forte, Bruna. Ela é delicada", ele disse, me entregando uma passagem para a rota aérea mais perigosa que existia. A humilhação foi pública, com toda a sua família concordando. Mas a traição final veio naquela noite, quando os encontrei juntos na minha cama. O cheiro deles no meu quarto, a intimidade profanando meu último refúgio, foi a gota d'água. A mulher boazinha que eles usavam como um caixa eletrônico morreu ali. Na cerimônia de divórcio, quando a ex dele anunciou estar grávida para garantir seu futuro, eu apenas sorri. Então, revelei o laudo médico que guardava há anos: Murilo era estéril. A linhagem dele, e toda a sua arrogância, terminavam ali.

A Vingança Da Advogada Milionária Capítulo 1

Por cinco anos, paguei por tudo. Reergui a família do meu noivo da falência e sustentei todos eles na minha mansão.

Mas para a viagem de luxo que eu planejei e paguei, ele deu meu lugar no jatinho particular para a ex-namorada.

"Você é forte, Bruna. Ela é delicada", ele disse, me entregando uma passagem para a rota aérea mais perigosa que existia.

A humilhação foi pública, com toda a sua família concordando. Mas a traição final veio naquela noite, quando os encontrei juntos na minha cama.

O cheiro deles no meu quarto, a intimidade profanando meu último refúgio, foi a gota d'água. A mulher boazinha que eles usavam como um caixa eletrônico morreu ali.

Na cerimônia de divórcio, quando a ex dele anunciou estar grávida para garantir seu futuro, eu apenas sorri.

Então, revelei o laudo médico que guardava há anos: Murilo era estéril. A linhagem dele, e toda a sua arrogância, terminavam ali.

Capítulo 1

Por cinco anos, eu paguei por tudo, reergui a família dele da falência, mas a gratidão deles era um cheque sem fundo. Hoje, para a viagem luxuosa que eu planejei e paguei, Murilo deu o meu lugar no jatinho particular à ex-namorada dele.

Murilo, meu noivo, finalmente tinha um tempo livre em sua agenda. Era raro. Raro o bastante para que eu sentisse um calafrio na espinha. Não um calafrio de excitação, mas de premonição. Eu deveria ter escutado meu instinto.

Eu, Bruna Paixão, uma advogada corporativa de elite, era a principal fonte de receita do escritório Goulart & Associados. Minha mente era uma máquina de resolver problemas, meu talento jurídico era indiscutível e minha fortuna, vasta. Eu era indispensável. Perigosa.

Murilo, por outro lado, vivia à minha sombra. Seu salário mal dava para as despesas pessoais, enquanto o meu sustentava todos nós. Eu não me importava, ou pelo menos, fingia não me importar. Eu queria uma família.

Eu havia passado seis meses meticulosos planejando uma viagem de luxo para Fernando de Noronha. Cada detalhe, cada permissão, cada reserva foi feita por mim. Eu negociei passagens, garanti o jatinho particular e a pousada exclusiva. Tudo para nós.

Fernando de Noronha era um destino cobiçado. Não era um lugar fácil de se chegar, exigia múltiplas autorizações. Eu lidei com cada uma delas, uma a uma. Paguei taxas exorbitantes para garantir o acesso seguro. O custo era absurdo, mas eu queria que fosse perfeito.

Eu não queria que Murilo se preocupasse com nada. Eu cuidei dos documentos de permissão de zona, organizei os locais de caça, preparei o kit médico. Previ tudo. Eu era boa nisso. Boa demais, talvez.

Murilo e seus pais, Marcelino e Carmelinda, moravam na minha mansão. Minha. Não a deles. Eles dependiam totalmente do meu dinheiro. Marcelino estava aposentado, e Carmelinda era uma socialite que vivia das aparências. Eles não tinham nada.

Maitê, a irmã adolescente mimada de Murilo, também morava conosco. Eu cuidava dela desde que sua família quase faliu. Paguei suas mensalidades escolares, suas roupas de grife, tudo. Eu era mais mãe dela do que a própria Carmelinda.

Eu queria que eles fossem uma família para mim. Eu queria que eles me amassem. Meu objetivo era a felicidade daquela família, mesmo que isso significasse ignorar a pequena voz dentro de mim que gritava que eu estava sendo usada.

Minha prática legal estava prosperando. Clientes de alto perfil, casos complexos, honorários que faziam os olhos de Murilo brilharem, mas ele nunca pegava um caso assim. Os pedidos para os meus serviços eram incessantes. Eu era a melhor em consultoria de relações complexas.

As autorizações para a zona de viagem eram notoriamente difíceis de obter. Mas eu, Bruna Paixão, as tinha. Eu as obtive com antecedência, com a mesma eficiência implacável com que eu conquistava qualquer coisa que desejava.

Maitê, a adolescente, expressou sua falta de experiência em viagens. Ela mal havia saído da ilha. Eu decidi então aprimorar a viagem. Mais conforto, mais segurança. Eu usei minhas economias pessoais para o upgrade. Um custo absurdo. Mas para a família, eu achava que valia a pena.

Eu queria que eles soubessem que eram importantes para mim. Que eu os amava. Eu queria que eles me vissem como parte deles. Eu só queria ser amada.

Murilo entrou na sala, o cheiro de uma colônia barata pairando no ar. "Bruna," ele disse, com um sorriso que não alcançava os olhos. "Tenho uma novidade."

Eu me virei, o coração batendo forte de expectativa. Esperava um elogio, um agradecimento. Qualquer coisa.

Em vez disso, ele disse: "Rafaela vai vir conosco na viagem."

Meu sorriso congelou. Rafaela. A ex-namorada dele. A socialite que o abandonou quando a família dele estava na miséria.

"Como assim, Murilo?" Minha voz estava calma, perigosamente calma.

"Ela precisa de uma pausa. E a família dela é importante para nós", ele respondeu, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Eu o encarei. Aquele homem. Aquele que eu tirei da lama, que eu sustentei, que eu amei. Ele estava me dizendo que a ex-namorada dele viria conosco na viagem que EU paguei.

E então ele continuou, o sorriso ainda no rosto: "E você vai precisar pegar um voo comercial. O jatinho ficou lotado."

O ar pareceu rarear. Um voo comercial. Para mim. Depois de tudo. Eu, que paguei por aquele jatinho.

"Murilo," eu disse, a voz como gelo rasgando o silêncio. "Você o quê?"

Ele pegou uma pasta de documentos na mesa de centro. "Aqui está seu bilhete. Eu já fiz o check-in online. É uma rota um pouco mais longa, mas você é forte, Bruna. Você aguenta."

Ele me entregou a passagem. Um voo comercial, com escalas, pela rota mais perigosa que eu conhecia. A rota onde, há apenas um mês, um avião havia caído.

Eu peguei a passagem, meus dedos tremendo de raiva. Minha mandíbula estava travada. Eu olhei para o nome no bilhete. Meu nome. Bruna Paixão. E o assento. Um assento no fundo do avião, ao lado da asa.

O cheiro da colônia barata dele parecia queimar meu nariz. Eu não podia respirar. Minha visão estava turva. Eu tinha que me controlar. Mas a raiva... a raiva era um animal selvagem dentro de mim.

Murilo, o homem que eu amei, o homem que eu sustentei, o homem que eu resgatei da falência, havia trocado o meu lugar no jatinho particular pela ex-namorada. E me colocou no voo mais perigoso possível. Eu me senti usada, traída. Ridícula.

Aquele avião. A rota para a Capital da Terra. Eu sabia exatamente o que significava. Não era apenas um voo "desconfortável". Era uma armadilha.

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