O Bilionário Que Me Chamou de Chata

O Bilionário Que Me Chamou de Chata

Luo Ye Fen Fei

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Capítulo

Ele era o bilionário que me chamou de "sem graça" e me pagou para desaparecer. Três anos depois, Guilherme Schwartz voltou implorando, me prometendo o mundo que ele havia me negado por sete anos. Eu o aceitei de volta e, logo, estava grávida de seus gêmeos. Então, ouvi a mensagem de voz dele e de sua ex-esposa, Bruna, rindo de como eu era apenas um "estepe confortável". O choque foi tão grande que sofri um aborto espontâneo. Quando tentei ir embora, ele iniciou uma campanha de difamação, me pintando como louca para o mundo. Depois, me trancou em nossa cobertura. Ele achou que poderia me quebrar. Então, fingi um colapso nervoso total, fugi no meio de uma tempestade de inverno e sumi. Construí uma nova vida, encontrei o amor de verdade e me tornei a artista que sempre deveria ter sido. Mas agora, ele está parado no meu ateliê. E ele me quer de volta.

Capítulo 1

Ele era o bilionário que me chamou de "sem graça" e me pagou para desaparecer. Três anos depois, Guilherme Schwartz voltou implorando, me prometendo o mundo que ele havia me negado por sete anos. Eu o aceitei de volta e, logo, estava grávida de seus gêmeos.

Então, ouvi a mensagem de voz dele e de sua ex-esposa, Bruna, rindo de como eu era apenas um "estepe confortável".

O choque foi tão grande que sofri um aborto espontâneo. Quando tentei ir embora, ele iniciou uma campanha de difamação, me pintando como louca para o mundo. Depois, me trancou em nossa cobertura.

Ele achou que poderia me quebrar.

Então, fingi um colapso nervoso total, fugi no meio de uma tempestade de inverno e sumi. Construí uma nova vida, encontrei o amor de verdade e me tornei a artista que sempre deveria ter sido.

Mas agora, ele está parado no meu ateliê.

E ele me quer de volta.

Capítulo 1

Ponto de Vista: Carla Beatriz

A lembrança da sua voz, fria como o inverno de São Paulo, me dizendo que eu era "sem graça", ainda me rasgava por dentro, mesmo três anos depois.

Foi o último prego no caixão dos sete anos que desperdicei, sete anos amando Guilherme Schwartz nas sombras.

Ele me pagou para sumir, uma quantia gorda para me apagar de sua vida, para abrir espaço para seu casamento arranjado com Bruna Wagner.

Eu peguei o dinheiro, não porque o queria, mas porque era a única saída, a única maneira de fingir que eu tinha algum controle sobre minha própria saída humilhante.

Então eu desapareci.

São Paulo, com todas as suas promessas brilhantes e realidades esmagadoras, ficou para trás.

Três anos se passaram, um borrão de reconstrução, de aprender a respirar novamente sem a pressão constante e sufocante de ser o segredo de Guilherme Schwartz.

Então ele reapareceu, um fantasma de um passado que eu havia enterrado meticulosamente.

Gui, o bilionário que uma vez me dispensou, agora estava diante de mim, divorciado, com uma aparência completamente destruída.

Ele me implorou para voltar, seus olhos arregalados com uma súplica desesperada que eu um dia ansiei por ver.

Ele me prometeu o mundo, não apenas riqueza, mas um casamento luxuoso, uma vida sob o sol.

Ele disse que se arrependia de tudo, que Bruna foi um erro, uma paixão volátil que se consumiu.

Ele jurou que havia mudado, que agora entendia o que havia perdido.

Eu queria acreditar nele.

Uma parte de mim, a parte ingênua e esperançosa que nunca morreu completamente, queria desesperadamente acreditar que o homem que eu amei um dia estava realmente de volta.

Então, eu me permiti ter esperança.

Deixei que ele me cobrisse com todos os luxos, todos os grandes gestos que ele havia negado por tanto tempo.

O casamento foi magnífico, um espetáculo digno de um rei e sua rainha, ou melhor, de um bilionário e da mulher que ele finalmente escolheu exibir.

Tudo parecia perfeito, quase perfeito demais, como um sonho do qual eu tinha pavor de acordar.

Então vieram os gêmeos, uma bênção em dobro, um símbolo do nosso novo começo, do nosso futuro.

Eu estava grávida, radiante, cheia de uma alegria que pensei que nunca mais sentiria.

Eu estava finalmente feliz, verdadeiramente feliz, pela primeira vez em uma eternidade.

Uma noite, me encontrei sozinha em seu escritório, um cômodo que eu raramente entrava, mas precisava de um lugar tranquilo para organizar algumas coisas do bebê.

Um zumbido fraco do celular de Gui em sua mesa chamou minha atenção.

Não era uma mensagem de texto, mas uma notificação de uma mensagem de voz antiga, algo que eu não sabia que ele ainda usava.

A curiosidade, uma coisa perigosa, me puxou.

Eu o peguei, meus dedos roçando o metal frio.

A mensagem de voz era de Bruna.

Sua voz, doce como mel, depois cortante como vidro quebrado, encheu a sala silenciosa.

"Gui, querido, sei que você está ocupado brincando de casinha com... qual o nome dela mesmo? Carla?

Mas não se esqueça do nosso pequeno acordo.

Nossas noites, aqueles fogos secretos que acendemos, significam mais do que a vidinha pacata dela jamais poderia significar.

Lembra o que você disse sobre ela, como ela é apenas... confortável?

Um estepe até a verdadeira diversão começar de novo?"

Minha respiração falhou, um som estrangulado preso na minha garganta.

Então ouvi a voz de Gui, não de um sonho, mas da gravação.

Sua risada, um ronco baixo, seguida por um sussurro: "Você sempre sabe como me fazer sentir vivo, Bruna.

Ela só... ela mantém as coisas estáveis.

Mas você, você é a adrenalina, a paixão sem a qual não consigo viver."

As palavras me atravessaram, mais frias e afiadas do que qualquer lâmina.

Minha mão tremeu, o celular escorregando, mas eu o segurei, meu aperto firme, desesperado.

Ouvi o farfalhar de lençóis, o gemido sensual de Bruna, e então a voz de Gui novamente, carregada de desejo.

"Meu Deus, Bruna, você me enlouquece. Ninguém mais consegue me tocar assim."

O mundo girou.

Meu estômago revirou, uma onda súbita e violenta de náusea me invadindo.

Minha visão embaçou, pontos dançando diante dos meus olhos.

Não era apenas o enjoo matinal.

Era a náusea na minha alma.

A traição, crua e excruciante, me rasgou por dentro, despedaçando a paz frágil que eu havia construído.

Fechei os olhos com força, uma tentativa fútil de bloquear os sons, as imagens.

Mas eles estavam gravados em minha mente, uma marca de ferro em brasa do engano.

Cada palavra gentil, cada toque terno, cada grande gesto de Gui agora parecia uma mentira, uma performance.

Ele havia me prometido o para sempre, um novo começo, amor incondicional.

Ele havia prometido me proteger, me valorizar.

Mas ele ainda estava jogando os mesmos velhos jogos, com a mesma velha mulher.

Meu passado, seu presente, seu futuro.

Meu futuro, estilhaçado, de novo.

Minhas mãos voaram para minha barriga, protegendo as pequenas vidas que cresciam dentro de mim.

Gêmeos. Seus filhos.

E ele ainda estava com ela.

A raiva, fria e silenciosa, começou a ferver sob a superfície do meu desespero.

Ele achava que eu era sem graça?

Ele achava que eu era apenas "confortável"?

Ele achava que podia ter a esposa e a amante?

Ele estava enganado.

Eu não seria mais confortável.

Eu não seria um segredo.

E eu não seria dele.

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