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༺ Louren Smith༻
Em todas as lojas em que entreguei meu currículo, a resposta foi a mesma: "Desculpe, não estamos contratando no momento". Saí da última loja desanimada. Como pode ninguém estar precisando de funcionários nessa cidade?
Estou desesperada para arrumar um emprego. As coisas em casa não estão fáceis, minha mãe precisa de remédios e alimentos que não podemos pagar. Às vezes, odeio a falta que o dinheiro faz. Como eu queria ser rica e resolver todos os meus problemas.
Cansada de bater pernas o dia todo pelo centro da cidade, decidi seguir por uma rua mais deserta, torcendo para não ser assaltada. Minha bolsa está vazia, e meu celular não tem crédito há meses. É difícil viver no Brasil.
Deixei meu currículo em uma loja de material de construção, mas a resposta foi a mesma. Se as coisas continuarem assim, vou ter que arrumar outro jeito de ganhar dinheiro. Estou exausta de andar por horas e com dores nos pés. Só quero chegar em casa e relaxar na minha cama.
No caminho, passei por uma luxuosa boate. Aposto que só pessoas com muito dinheiro a frequentam.
Não é qualquer pobretão que entra lá, e o nome é muito cômico; "Véu da Noiva da Noite". Realmente, o dono do estabelecimento é criativo demais ou apenas tem preguiça de procurar um nome mais adequado. Me aproximo mais vendo que há um cartaz e decido verificar o que está escrito, talvez eu tenha sorte e seja algo bom.
"Estamos contratando, vagas apenas para mulheres no momento! Receba um salário fixo, além das gorjetas que ganhar dos clientes. A vaga é para garçonete."
Por um momento, fiquei feliz em ver que eles estavam procurando pessoas para trabalhar. De imediato, bati na porta da boate e um homem grande e musculoso, com um corte de cabelo no estilo militar, surgiu de dentro do lugar, me olhando de cima a baixo. Com toda a certeza, deveria fazer a segurança do local. Ele me observa sério e pergunta:
— Oi! O quê você deseja?
— Olá, eu não quero incomodar! Apenas uma informação; essas vagas ainda estão disponíveis ou já foram todas preenchidas? — ele franze a testa e olha para o cartaz e responde coçando a cabeça.
— Se eu não me engano, ainda há cinco vagas! Por acaso, você deseja se candidatar?
— Oh! Sim, eu adoraria... Estou procurando emprego o dia todo. Quem sabe finalmente, eu tenho sorte!? — ele apenas concorda com o que digo e responde novamente.
— Está certo, acredito que dona Geralda ainda vai recebê-la. Ela é a dona da boate, mas quem administra é seu filho, Nicolas.
— Tudo bem, você vai me levar até lá, ou preciso aguardar aqui fora? — ele me olha sério, colocando a cabeça para dentro da boate e pergunta.
— Aguarde aqui um momento! Perguntarei se ela pode recebê-la ou se vai mandar você vir só amanhã.
Apenas concordo com ele e fico aguardando do lado de fora, enquanto ele entra novamente na boate. Tomara que essa mulher me dê esse emprego, eu preciso muito.
Após alguns minutos, o segurança retorna afirmando que a mulher vai me receber. Então ele me pede para acompanhá-lo. Ao entrar, percebo que a boate por dentro é ainda mais luxuosa. Realmente, a pessoa que vem para esse tipo de ambiente tem que ter muito dinheiro, não é para qualquer um.
Chegamos a um cômodo que parece ser um escritório. Ele bate na porta e a mulher fala algo e pede para entrar. Vejo uma senhora bem glamorosa e exuberante. Não sei se ela parece vulgar ou sexy ao mesmo tempo, mas esse nome que ela possui é horrível, “Geralda”. Penso que sua mãe deveria ter muita raiva dela para colocar um nome desses.
— Então, é essa garota, Nick? Bom, por favor, moça, sente-se. Pode deixar que daqui cuido do resto, Nick!
O segurança apenas concorda e se retira, fechando a porta e me deixando a sós com ela, que apenas me dá um sorriso estranho. Eu só espero que ela não esteja apenas sendo uma boa anfitriã e depois vire um verdadeiro demônio de chefe.
— Bom, moça, o Nick acabou não me dizendo seu nome, mas me diga: realmente tem interesse na vaga?
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