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Prólogo:
Fascínio e Fogo (Noite do encontro)
Giovanni Marzano
Nunca acreditei em destino, mas naquela noite na boate, ele me pegou de jeito.
Ela estava ali, dançando no centro do palco, uma peruca ruiva emoldurando seu rosto delicado, me fazendo imaginar qual seria a verdadeira cor de seus cabelos. Pequena, com curvas que pareciam feitas para serem seguradas, apertadas... exploradas. Cada movimento daquele corpo era um convite descarado, um chamado para algo primitivo dentro de mim.
Os seios firmes, mal escondidos pela lingerie transparente, eram um pecado por si só. Eu queria abocanhá-los, senti-los enrijecerem contra minha língua enquanto ela arqueava o corpo para mim. Meu desejo era tão palpável que minha excitação se tornou evidente, um peso latejante que pulsava contra a calça.
Eu não era o tipo de homem que pagava para ir para a cama com alguém. Nunca precisei. Mulheres se jogavam em mim o tempo todo, oferecendo saciar todos os meus desejos. Mas aquela pequena mulher me fazia esquecer todas as outras. O que eu queria com ela não era comum, não era suave. Eu queria tomá-la, cravar minhas mãos em suas coxas e marcá-la como minha, mesmo que por uma única noite.
Seus olhos encontraram os meus, e naquele instante o jogo começou. Ela sabia o que estava fazendo, me perguntava se ela sabia o poder que tinha. Seu olhar era um desafio direto, e eu aceitei sem hesitar. Levantei-me, cruzando a distância que nos separava. Quando a puxei pela cintura, ela não recuou. Pelo contrário, inclinou-se contra mim, o calor de seu corpo atravessando minhas roupas e incendiando minha pele, enquanto a pressionava contra minha ereção.
Inclinei-me em sua direção, sua respiração roçando minha boca. Estávamos tão próximos que eu podia sentir o tremor sutil que ela tentava esconder. Nossos lábios quase se tocaram, e eu podia jurar que o mundo inteiro havia parado para aquele momento.
Mas então, como se o universo se recusasse a me dar o que eu queria, o som estridente de um alarme de incêndio ecoou pelo salão. Ela se sobressaltou, e o momento foi quebrado.
Antes que eu pudesse reagir, ela se afastou, deslizando pelos meus braços como areia. Eu a segui pelo caos, determinado a não a perder, mas quando finalmente saímos para o ar fresco da noite, ela já havia desaparecido.
Fiquei ali, com o som do alarme ainda ecoando em meus ouvidos, o gosto do desejo ainda queimando minha boca. Eu não sabia seu nome, mas sabia que precisava encontrá-la novamente.
Uma semana antes
Capítulo 1
Elena Ricci
Eu me encontrava ao lado da cama do hospital, segurando a mão pequena e delicada da minha sobrinha Sofia. Os monitores emitiam "beeps" constantes, mas, naquele momento, tudo o que eu conseguia ouvir era a respiração suave dela. "Você vai ficar bem," sussurrei, mais para mim mesma do que para ela.
A porta se abriu, e uma das enfermeiras encarregadas por seu tratamento, entrou. O seu olhar para mim foi cheio de compaixão.
— Elena, você não deveria ficar aqui a noite toda. Ao menos você, deveria descansar. — Sua voz era suave, mas eu sabia que o conselho era impraticável.
Para mim era muito difícil ficar longe de Sofia e de Julia, afinal elas eram a minha única família.
— Preciso ficar mais um pouco. — Minha voz mal passava de um sussurro.
Ela assentiu e saiu, me deixando sozinha com os meus pensamentos e o peso crescente das dívidas que se acumulavam ao meu redor.
Julia estava enfrentando um desafio extremamente doloroso; sempre fomos unidas, e agora era a minha vez de ajudá-la.
Aproveitei a oportunidade quando outra enfermeira entrou e começou os procedimentos de cura de Sofia para procurar minha irmã. Caminhei pelos corredores do hospital com passos apressados e mente inquieta, até encontrá-la no refeitório. Não precisei procurar muito; lá estava Julia, em sua cadeira de rodas, absorta, perdida em um vazio que parecia maior que ela mesma.
Julia sempre fora uma mulher vibrante, com olhos que carregavam um brilho único e um sorriso que iluminava qualquer ambiente. Mas agora, diante de mim, restava apenas uma sombra do que ela havia sido.
A beleza que costumava ser sua marca parecia apagada, soterrada pelo cansaço que a consumia, pela dor que carregava nos ombros, pelos problemas que a cercavam e, acima de tudo, pelo luto que sufocava seu coração.
— Seu café já esfriou, comeu algo? — Falei enquanto me sentava ao seu lado.
— Não consegui comer, Elena. Estou tão preocupada...
Puxei a cadeira para mais perto, acariciando seus cabelos e envolvendo-a em um abraço.
— Você precisa ser forte por nossa pequena Sofia. Ela vai precisar de nós duas quando acordar deste coma.
Quando nos afastamos um pouco, ela perguntou:
— Elena, como vamos pagar por tudo isso? — Sua voz estava cheia de preocupação.
— Vou dar um jeito, Julia. Sempre dou. Não se preocupe. — Respondi, tentando transmitir confiança.
— Se ao menos eu conseguisse um emprego... — Ela começou com a conversa de sempre.
— Julia, você deveria estar fazendo a fisioterapia. Em breve, espero conseguir dinheiro suficiente para te ajudar a iniciar o tratamento.
Ela soluçou alto e nos abraçamos. Ambas choramos; ela estava exausta, desmotivada e sofrendo, e eu compartilhava de seus sentimentos. Mas eu era a única que podia mudar essa situação.
Quando nos acalmamos, eu me afastei um pouco e entreguei um lenço de papel a ela e enxuguei as minhas próprias lágrimas.
— Vamos conseguir, somos fortes...
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