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Deixei o quarto, sentindo um peso inexplicável em meus ombros, mas não podia me deter agora. Lembrei-me de que a chave do quarto vermelho estava no bolso da calça que havia jogado em algum lugar da sala. Um descuido imperdoável. Caminhei com passos firmes, os olhos percorrendo o ambiente enquanto tentava localizar aquela calça. Não podia permitir que ela saísse dali. Não ainda.
Éramos dois lados de uma moeda – ela, a inocência que me desafiava, e eu, a escuridão que a consumia aos poucos.
Finalmente avistei a calça embolada perto da cozinha. Apressado, aproximei-me, abaixando para pegá-la. Vasculhei os bolsos, sentindo o frio do metal contra meus dedos. A chave. Respirei fundo e ergui o olhar, deixando que meu olhar vagasse para a cozinha. Estava vazia. Juliana não estava lá, e isso me deu a certeza de que ela já havia voltado para o quarto dela. Uma conversa séria a aguardaria pela manhã. Agora, no entanto, eu tinha algo mais urgente.
Voltei apressado para o quarto vermelho. Ao abrir a porta, meus olhos a encontraram sentada na cama, um misto de fragilidade e desafio em sua postura. Um alívio silencioso me invadiu. Ela não havia tentado fugir. Ainda assim, fechei a porta e girei a chave na fechadura, certificando-me de que nenhum erro seria cometido novamente. Me aproximei, e ela se levantou, sua expressão oscilando entre medo e coragem.
- Olha, Mattia, eu... - começou, mas ergui o dedo, tocando suavemente seus lábios e silenciando-a.
- Não diga nada. Você ainda não entende? Eu não aceito isso. - Minha voz saiu baixa, mas firme, carregada de uma autoridade que ela não ousaria contestar. Retirei o dedo dos seus lábios, mas antes que ela pudesse reagir, envolvi sua cintura com minhas mãos, puxando-a para perto. Seu corpo encontrou o meu, e eu senti a respiração dela acelerar.
- Você é minha. E ninguém vai mudar isso. - Minhas palavras foram seguidas por um beijo que a prendeu a mim, meus lábios capturando os dela com intensidade. Havia algo de proibido, algo que nós dois compreendíamos sem precisar dizer. Suas mãos hesitaram antes de pousar em meu peito, e senti um tremor leve. Estava sem camisa, e o calor de suas palmas contra minha pele era um contraste com o fogo que ardia dentro de mim.
Ela cedeu, envolvendo meus ombros com os braços, e eu aprofundei o beijo, sentindo seu corpo relaxar e, ao mesmo tempo, resistir à própria entrega. Meus dedos apertaram sua cintura enquanto pressionava meu corpo contra o dela, deixando que sentisse o efeito que causava em mim.
- Mattia... - Ela gemeu contra meus lábios, a voz rouca, carregada de algo que eu sabia que ela não queria admitir. Afastei-me um pouco, meus olhos cravados nos dela. Sua camisa, uma das minhas preferidas, pendia frouxa em seu corpo, escondendo o que eu já conhecia, mas desejava redescobrir.
Sem pensar duas vezes, segurei o tecido com ambas as mãos e o rasguei. O som foi quase tão prazeroso quanto o vislumbre de sua pele desnuda. Ela soltou um grito baixo, mais de surpresa do que de medo, e eu a ergui nos braços, levando-a até a cama.
Coloquei-a suavemente sobre os lençóis vermelhos, que contrastavam com o tom da sua pele. Seus olhos estavam arregalados, mas ela não protestou. Ajoelhei-me aos pés da cama e afastei suas pernas com firmeza, inclinando-me para ela. Meu olhar encontrou o dela por um breve momento antes de me perder no desejo que nos envolvia.
Minha boca encontrou seu íntimo, quente e convidativo, e eu a provoquei com movimentos lentos e deliberados. Seus gemidos quebraram o silêncio pesado do quarto, e eu os saboreei tanto quanto seu gosto. Suas mãos se agarraram aos lençóis enquanto eu alternava entre movimentos suaves e sugadas firmes. Cada arquear de seu corpo, cada suspiro entrecortado, alimentava o fogo que já queimava em mim.
- Mattia... Ai... Por favor... - Ela pediu, e foi o bastante para eu intensificar os movimentos. Sua libertação veio rápida, acompanhada de um grito que fez meu nome soar como uma oração. Afastei-me para observá-la, o peito subindo e descendo, os olhos fechados enquanto ainda tentava recuperar o fôlego.
Levantei-me e me inclinei sobre ela, deixando meu corpo colar ao dela. O calor que compartilhávamos era quase insuportável. Beijei seus lábios mais uma vez, deixando que sentisse o gosto de si mesma em minha boca. Meu controle estava se desfazendo a cada segundo, mas ainda assim, quis prolongar sua agonia. E a minha.
- Agora é minha vez. - Murmurei em seu ouvido, antes de começar um novo capítulo dessa noite que eu sabia que nenhum de nós esqueceria.
Emma
Deitada de quatro sobre a cama, meus cotovelos apoiados no colchão macio, meu corpo tremia a cada movimento que ele fazia. Mattia sabia exatamente o que estava fazendo. Cada toque, cada provocação era uma tortura deliciosa. Senti seu membro roçar em mim, instigando, arrancando de mim suspiros que eu tentava abafar com a mão. Mas era inútil. O calor crescente dentro de mim exigia mais.
- Mattia... - murmurei, virando a cabeça para olhá-lo, implorando por alívio.
Ele não respondeu, apenas aproximou-se. Sua presença era esmagadora, dominadora. Segurou meu cabelo com firmeza, puxando-o para trás enquanto sua boca quente encontrava meu pescoço. O contraste entre a força e o cuidado me fazia perder o controle.
- Pode falar... - ele sussurrou, sua voz rouca vibrando em meu ouvido, arrepiando minha pele.
- Por favor, Mattia... para com isso... - Pedi, mas nem eu mesma acreditava nas minhas palavras. Queria que ele parasse? Não. Eu queria que ele me tomasse de uma vez.
Ele riu, uma risada baixa e carregada de intenções. - Parar com o quê, Emma? Diga o que você quer.
- Enfia logo... Está me matando... - soltei, exasperada, sem filtro algum.
Ele soltou meu cabelo, inclinando-se para trás. Senti a ponta de seu membro roçar na minha entrada, quase me preenchendo, mas não o suficiente. Ele estava me torturando de propósito, o maldito sabia que isso me deixava ainda mais desesperada.
- Está falando disso aqui? - provocou, empurrando apenas um pouco antes de recuar novamente.
- Ai... Mattia! - gemi, minhas unhas cravando no lençol. Ele estava brincando comigo, e eu sabia que não teria alívio até que ele quisesse.
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