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De mulher exemplar a suspeita de um crime, nada seria como antes. Ela estava apavorada, mas não tinha para onde fugir, ninguém mais acreditava em sua inocência, nem mesmo aqueles que juraram estar sempre ao seu lado. O preço que estava pagando por uma simples aventura era muito alto, jamais poderia ter imaginado esse desfecho.
Suas mãos estavam manchadas de sangue, no corpo gelado havia suas impressões digitais, todas as evidências a apontavam como culpada, mas seus lábios se declaravam inocentes. E aquilo que começou como uma simples diversão, se tornou uma situação extremamente complicada, as luzes e o som da polícia tomaram o lugar quando todas as provas a indicavam como culpada.
Dois anos antes...
Amala Banks sorria educadamente para os convidados do evento de negócios, enquanto segurava a mão de seu marido, Abel. Ela era quase perfeita, boa esposa, boa mãe e bonita, seus cabelos negros ondulados em conjunto com seus olhos âmbar eram destaque em sua pele alva. Ela parecia ter tudo o que uma mulher poderia desejar, mas por dentro ela se sentia vazia e infeliz.
Abel era um renomado advogado. Seus olhos azuis cobalto em contraste com o cabelo dourado volumoso, nariz reto, mandíbula bem delineada e lábios rosados, lhe davam uma essência um tanto angelical. De frente para todos ele era um homem incrível, bom marido e bom pai, mas na realidade ele nem mesmo enxergava Amala. Eles tinham um casamento gelado, sem amor e sem paixão. Abel estava mais interessado em seu trabalho e em sua reputação do que em sua esposa e em sua filha, Lila.
Amala se sentia sozinha e carente, mas não tinha coragem de se separar de Abel. Ela temia perder a guarda de Lila, a única pessoa que lhe dava alegria e sentido à sua vida. Ela também temia o julgamento da sociedade, que esperava que ela fosse uma esposa submissa e fiel.
Ela tentava se convencer de que era feliz, de que tinha sorte de ter um marido rico e bem-sucedido, de que não precisava de mais nada. Mas no fundo, ela sabia que estava mentindo para si mesma. Ela queria mais, ela queria viver, ela queria sentir.
A noite estava fria e escura, mas o salão do hotel brilhava com as luzes e os sorrisos dos convidados do evento de negócios. Amala estava, vestindo um elegante vestido vermelho que realçava sua beleza. Ela sorria educadamente para as pessoas que se aproximavam, mas por dentro ela se sentia vazia e infeliz.
— Querida, você está linda hoje. Eu sou um homem de sorte por ter você ao meu lado — ele disse, abraçando-a de lado, com uma voz carinhosa e falsa.
— Obrigada, meu amor — sorrindo sem jeito. — Você também está muito elegante — ela respondeu, olhando para homem que lhe segurava.
— Como fazem para manter essa harmonia? — perguntou um senhor de terno e gravata, admirado com a aparência deles.
— Ah, nós nos amamos muito. Nós nos respeitamos, nos apoiamos, nos comunicamos. Nós somos parceiros em tudo. — ele mentiu, sem hesitar, olhando nos olhos do convidado.
“Mentira. Ele só diz isso para impressionar os outros. Ele não me ama, ele não me respeita, ele não me apoia, ele não me escuta. Ele só se importa com ele mesmo” ela pensou, com amargura, olhando para o chão.
— Vamos, querida. Precisamos ir embora. Tenho um compromisso importante amanhã cedo — arrastando-a para longe dos convidados, comunicou, com uma voz autoritária e impaciente.
— Mas já? Nós acabamos de chegar. Eu queria ficar mais um pouco, conversar com as pessoas, me divertir — protestou, com uma voz fraca e desanimada.
— Não seja egoísta, Amala. Você sabe que eu trabalho duro para sustentar essa família. Você deveria ser grata por tudo o que eu faço por você. Você não tem do que reclamar. Você tem uma vida de luxo, uma casa confortável, uma filha saudável. O que mais você quer? — repreendeu, com uma voz dura e arrogante.
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