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Matteo,
Ao voltar para casa, percebi que tudo estava exatamente como eu havia deixado. Mas havia uma sensação estranha, algo diferente no ar. Uma curiosidade enorme me envolvia, como se algo me chamasse para fora, impedindo-me de ver o que se escondia em nosso quarto de casal.
Mas a minha insistência, me levou até lá, e mesmo com a sensação pior a cada passo que eu dava, eu resolvi arriscar. Ao abrir a porta do quarto, meu mundo desmoronou, lá estava a minha esposa com o meu melhor amigo. Ambos na minha cama, embaixo dos meus lençóis, dormindo, exausto depois de passar o dia todo fodendo. Tudo que eu mais queria, era ter um revólver em mãos para matar os dois ali mesmo.
Ela assim que desperta, olha pra os lados e faz uma cara de surpresa, como se não soubesse que eu ia chegar naquele momento em casa, mas esse é o horário que eu sempre chego, então, ela fez já de caso marcado, porque ela queria que eu visse ela trepando com ele na minha cama.
Ao me deparar com aquela cena devastadora, meu coração pareceu parar por um momento. As palavras fugiram da minha boca, deixando apenas um silêncio pesado no ar. Sem reação, olhei para eles, minha esposa e meu melhor amigo, e soltei um sarcástico "bom divertimento", e fechei a porta, a batendo com força.
Caminhei em direção ao meu carro, sentindo o peso da traição e da decepção sobre os meus ombros. Cada passo era como se eu estivesse carregando um fardo insuportável. Entrei no carro e liguei o motor, deixando o som dele abafar os pensamentos tumultuados que enchiam minha mente.
Enquanto dirigia pelas ruas, minha mente voltou no tempo, relembrando os detalhes do nosso casamento arranjado. Liana e eu nunca nos casamos por amor. Foi uma união planejada pelos nossos pais desde que éramos adolescentes. O casamento foi marcado assim que ela completou dezoito anos, sem que tivéssemos qualquer escolha ou voz ativa na decisão.
Agora, diante dessa traição, todas as dúvidas e inseguranças que eu havia sentido desde o início do nosso relacionamento vieram à tona. Era como se todas as peças do quebra-cabeça se encaixassem, revelando a verdade que eu havia ignorado por tanto tempo.
Em meio a essa avalanche de emoções, decidi ficar em um hotel. Era o primeiro que apareceu à minha frente, e eu não me importei com o preço ou a qualidade. Eu só precisava de um lugar para me afastar da dor e da traição que me consumiam.
Dez anos depois, vivemos até que bem, mas não tínhamos aquela paixão, éramos mais como conhecidos do que marido e mulher. Claro, tínhamos relação sexual, e isso era o único momento em que sentíamos que éramos ligados um ao outro. Mas no dia a dia, éramos dois conhecidos, vivendo na mesma casa, e trabalhando na mesma empresa.
Só não podia imaginar, que ela seria capaz de me trair na nossa casa. Mesmo não tento amor por ela, eu nunca a traí, e olha até o recompensa que ela me deu. Meu celular não para de tocar, e quando eu olho na tela é o número dela. Taco ele com força na parede, não quer saber qual a desculpa dela para fazer o que fez.
Peço para o hotel me trazer uma garrafa de uísque e alguns gelos, vou esquecer esse momento com a bebida, pelo menos pel tempo que eu estiver alcoolizado. Mas que nada, a bebida só fez eu e chegar mais ainda. No dia que eu apresentei os dois, o olhar dele para ela, e o sorriso dela ao vê-lo, tudo começou ali mesmo, com um simples olhar.
A pergunta é: à quanto tempo os dois estão saindo? A quanto tempo eles estão me traído na minha casa? Viro a dose de uísque tentando queimar essa dor no peito. E eu nem sei porque estou sentindo isso, já que eu não a amo. Ou amava e não sabia?
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