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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri

Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri

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Capítulo 1 

Palavras: 1302    |    Lançado em: 05/01/2026

e vida. Exatamente dez minutos depois, meu m

nte andar de um lado para o outro. Ele era o Chefe do Comando de São Paulo, o homem cujo

e olhava com

ele disse, casualmente. - Ela ca

do nosso casamento com

IV que tornava o simples ato de ficar de pé uma agonia. Mas ele apenas revir

- o esconderijo onde nos apaixonamos - p

eu estiver morrendo?", ele nem sequ

ele disse. - Já tenho dore

, eu

E fui a um cemitério municipal comprar um túmulo com m

nco de pedra frio, exa

a mão esquelética e percebendo que eu não pesava nada além

o lixo, onde eu havia escr

a ter conhecido

erra, implorando por um perdão

ítu

e vida. Exatamente dez minutos depois, meu m

avessar minhas meias e gelar meus ossos, mas o frio dentro do meu peito era muito pior. Esta casa era uma fortaleza. Foi

nte Costello,

os sindicatos, o porto de Santos e a vida de qualquer um que respirasse em sua cidade. Quando nos conhecemos, ele era apenas um soldado da rua com os nós

, e eu era apenas um fantas

e perigosa, latindo ordens sobre uma carga na Zona Sul. E

da minha segurança. Agora soava como um juiz len

eferia a

um filho é um homem com um alvo nas costas. Quando os médicos nos disseram que o problema era comigo, Dante ficou

so foi antes de ele decidir que o amor era

abotoando os punhos da camisa. - Ela está entrando no seg

ando de mover um móvel, não de trazer a mulher qu

a de cristal, importado da Itália.

e se estilhaçou em mil

ou para a bagunça, depois para mim,

r como uma cr

Do câncer comendo meu pâncreas. Da dor irradiando nas minhas cos

E ela é a mãe do futuro Chefe. É um acordo de negócios. Você conhec

uma bebida. Parecia exausto. Ser

o divórcio

stendeu, tenso e sufocante. Na Máfia, você não se divorcia.

em seus lábios. Era um olhar que eu o vira dar a

a servir mesas? Tudo o que você veste, tudo o que você co

ero ir emb

rica. Está com ciúmes. Eu entendo. Mas não me ameace

um gole e pousou o cop

ra um rosnado. - Pelo nome. Assim que o menino nascer, Lorena

arganta. Ele queria que eu cr

isse, agarrando meu estômago enquanto u

mão apertando meu abdôm

ma aqui. Eu sou quem está impedindo esta cidade d

u para o

na tem um ultrassom. N

chuva para amarrar meu sapato porque eu tinha uma bolha. O homem que

e - eu

mão na maça

iver morrendo

rou. Ele não

ele disse. - Já tenho dore

mármore. Tirei o laudo médico do meu bolso, o papel am

rio na parede. Dia u

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Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
Você disse para eu morrer em silêncio, e eu morri
“A médica me disse que eu tinha trinta dias de vida. Exatamente dez minutos depois, meu marido me disse que sua amante estava grávida. Eu estava sentada na sala de estar de mármore frio da mansão dos Costello, observando Dante andar de um lado para o outro. Ele era o Chefe do Comando de São Paulo, o homem cujos ferimentos eu costumava costurar no banheiro de um conjugado quando não tínhamos nada. Agora, ele me olhava com olhos mortos. - A Lorena vai se mudar para cá - ele disse, casualmente. - Ela carrega o herdeiro. Você vai criá-lo. Ele tratou a destruição do nosso casamento como um acordo de negócios. Tentei falar sobre a dor que devorava minhas entranhas, o câncer em estágio IV que tornava o simples ato de ficar de pé uma agonia. Mas ele apenas revirou os olhos, chamando minha fraqueza de "ciúme" e meu silêncio de "teatrinho". Ele chegou a destruir nossa primeira casa - o esconderijo onde nos apaixonamos - para construir um quarto de bebê para ela. Quando finalmente perguntei: "E se eu estiver morrendo?", ele nem sequer fez uma pausa a caminho da porta. - Então morra em silêncio - ele disse. - Já tenho dores de cabeça demais por hoje. Então, eu o fiz. Queimei cada foto nossa. Assinei os papéis do divórcio. E fui a um cemitério municipal comprar um túmulo com meu nome de solteira, longe do mausoléu da família dele. Morri sozinha em um banco de pedra frio, exatamente como ele pediu. Foi só quando ele ficou de pé no necrotério, segurando minha mão esquelética e percebendo que eu não pesava nada além de ossos e luto, que o Rei de São Paulo finalmente quebrou. Ele encontrou meu diário no lixo, onde eu havia escrito minha última anotação: "Eu queria nunca ter conhecido Dante Costello." Agora, ele está de joelhos na terra, implorando por um perdão que nunca virá a uma lápide fria.”
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