Entre a lei e o crime: Isabel Oliveira
l Oli
azias, e cada vez que eu olhava para as quatro crianças esperando por ela, meu peito se partia. Não era só eles; nós estávamos todos abandonados. Marcos ten
nhado era o homem com quem eu tinha me atracado naquela sala. Como eu pude fazer isso? Me senti a pior das cachorras. Zay
ntando por Marcos, exalando aquele cheiro de perigo que eu conhecia
ar ela - Grego disse, tocando o meu om
era a única para ele. Mas o que eu poderia cobrar? Chefe de morro, traf
ego! - Eu me virei mais
ns grandes, fortes e, pior, tatuados. Eu sabia que tinha vindo parar no lugar errado, e Grego era um dos motivos. No começo, el
ontade, uma lapa de chupada na minha boceta que me fez perder o rumo. E quando meteu a cabeça, dizendo que era um pouco grande, eu já es, todo aquele fogo tinha ido embora. A pior sensaçã
sa - ele disse, recuando diante do meu olhar,
ele já devia ter colocado em mim. O peso era pela pessoa. Pelo delegado. Pelo desejo que não morria nem diante
o de olhar cortante, levou o meu cunhado como se estivesse levando um saco de lixo. As crianças, que já viviam no limite do susto, desabaram
peso da menina e a agonia do momento, saltei do carro. Eu ainda estava de camisola bege, os cabelos de qualquer jeit
ar o Marcos? - Desci desaforada,
pouco justo que marcava as pernas fortes e uma blusa social vermelha escura que o deixava com um ar de autoridade perversa. Entrou na delegac
chamava pelo pai, um som que rasgava a alma. Dadai não tinha condição nem de cuidar de si mesmo, ima
eu entrei junto, atropelando o policial que tentou me barra
o Marcos? - Perguntei, surtada, sen
sentou-se atrás da mesa. Aquele home
o? Quem está desaparecida não é sua irmã
igarem dentro de mim. Vitorio me olhava com aquele olhar de gato do mato, me varrend
ta. O desdém dele era o combustível para o meu fogo. Ele sabia o efeito que tinha sobre mim, e eu odiava o fato de qu
ue as paredes estavam se fechando em cima de nós, a minha ate
a com a minha irmã, quero saber o andamento das coisas ai... O senhor prende um homem de bem enquanto
e o poder que tem. A blusa vermelha social esticava no peito largo conforme ele rodeav
imagina, já esteve a frente de morro, já foi preso, julgado, acusado de morte dos pais. E se você tem tanta certeza as
, o riso de desdém ainda ali, enquanto o olhar de gato do mato continuava a me despir por baixo daquela camisola bege fina. Os cabelos da minha periquita
s costas bateram na porta fechada, eu conhecia a história de Marcos, aliás, quem não c
acima da minha cabeça, me cercando. - Está cega pelo quê? Pela lealdade a um cu
sombrio e denso. A proximidade era um pecado. Eu sentia o calor do corpo dele através da seda fina da minha roupa. Minha respiração ficou curta, os mamilos endurecendo sob o tec
nha pele. - Me prova que eu estou errado. Porque, até agora, a única coisa que você está
. Eu queria gritar que o odiava, mas meu corpo inteiro pe