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Desejo proibido- 2 edição

Capítulo 3 Desejo proibido- 2 edição

Palavras: 1537    |    Lançado em: 22/03/2022

até que eu tinha praga de madrinha, ou talvez apenas tomasse todas as decisões descabidas. Desalentada, sem saber o que faria quando chegasse a Montana - isso se chegasse

olhadas cobiçosos masculinas, o que até então só me trouxe prejuízo e tristeza. Instintivamente, desci meu olhar pelo corpo dele, buscando o resto da sua beleza, mas não consegui ver muita coisa por baixo da jaqueta folgada, embora tivesse certeza de que era lindo inteiro. Seria o marido que eu escolheria se não fosse um pobretão em uma moto empoeirada. Desse tipo, eu só queria distância. Fábio me ensinou bem a lição. - Você está bem? Aceita um pouco de água? - Ele indagou, sem que aquele sorriso lindo deixasse de brincar em seu rosto. - Aceito sim. Estou morrendo de sede. Sem saltar, ele apoiou os dois pés no asfalto para manter o equilíbrio sobre a moto velha e tirou uma garrafinha de água mineral da mochila que trazia nas costas, entregando-me. - Não está muito gelada, porque faz horas que coloquei aí, mas dá pra beber. Sem hesitar, bebi toda a água da garrafa direto do gargalo, de uma só vez e o vi sorrindo ainda mais amplamente, observando-me com aquela cara de homem puro do interior, sem a malícia inerente a todos os homens que eu conhecia e até aos que eu não conhecia. - Muito obrigada. Eu estava mesmo morrendo de sede. - O sol hoje está muito forte. Vamos sair daqui. - Desprendeu o capacete que estava seguro por uma redinha na garupa e entregou-me, antes de colocar o seu. Fiz o mesmo e montei na garupa, sem saber onde colocar os braços. - Segure-se em mim, se não você pode cair. - Falou. Acreditei piamente que aquele era o objetivo de um homem ter uma moto em vez de um carro, mesmo que fosse um carro barato: fazer com que uma garota o abraçasse antecipadamente, durante um encontro, uma tática que certamente funcionava, pois quando contornei meus braços em volta do seu corpo, a sensação não podia ser mais agradável. Senti músculos rígidos e calor masculino - não um calor comum, esse era gostoso e excitante - partindo de baixo do couro da jaqueta e me aninhei ainda mais a ele, sem ter muita noção do que estava fazendo. Ficando louca, na certa. Foi assim que arrancamos em altíssima velocidade, rompendo o sol da tarde na direção de Montana. CAPÍTULO II Era a primeira vez que eu andava de moto, apesar do barulho infernal do motor e do vento causado pela altíssima velocidade, a sensação era boa, um misto de liberdade e adrenalina, que ficava ainda melhor unido ao calor gostoso que partia daquele homem. Obviamente eu nunca teria nada com ele, por não ser exatamente o que eu procurava, entretanto, não fazia mal algum tirar uma casquinha e tirei uma bem grande durante todo o percurso, abraçando-o com firmeza, por trás. - De onde você está vindo? - Ele perguntou, elevando o tom da voz para que se sobressaísse ao barulho do motor. - Do Rio. Sou de lá e você? - Nascido e criado em

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Desejo proibido-  2 edição
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“Bati a cabeça na parede uma, duas, três vezes, com tanta força que cheguei a ver estrelinhas brilhando. - Para com isso. Se torturar não vai resolver nada. - Margô falou, sentada do outro lado da mesa no pequeno barzinho na Avenida Atlântica. O pagode romântico que tocava ao fundo, unido ao fedor de cerveja misturado com cigarro, contribuía para o crescimento da minha nostalgia. Quanto mais pensava no que aconteceu, mais me desesperava. Eu ainda não podia acreditar no quanto fui tola, me deixando enganar por um cafajeste que desde o início tinha o objetivo único de me extorquir. Aos vinte e cinco anos de idade eu não tinha mais o direito de ser tão ingênua e de ser tão tapada a ponto de não perceber nada mesmo com todo mundo à minha volta me alertando. Na realidade, eu cheguei a acreditar que as pessoas falavam mal do meu relacionamento com Fábio, por inveja. Fui uma anta mesmo. Foram três longos anos me prostituindo nas calçadas de Copacabana sem gastar nenhum centavo com qualquer coisa que não fosse o básico - como, por exemplo, o aluguel de uma quitinete, roupas e maquiagem -, a fim de guardar o dinheiro para abrir o meu próprio negócio e sair daquela vida miserável. Durante aqueles anos suportei o frio das madrugadas de inverno, o perigo constante e todo tipo de homem usando meu corpo, para que no final aquele maldito me roubasse.”