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Desejo proibido-  2 edição

Desejo proibido- 2 edição

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Capítulo 1 Desejo proibido- 2 edição

Palavras: 1189    |    Lançado em: 22/03/2022

lado da mesa no pequeno barzinho na Avenida Atlântica. O pagode romântico que tocava ao fundo, unido ao fedor de cerveja misturado com cigarro, contribuía para o crescimento da minha nostalgia. Quant

e constituirmos uma família. Eu só me dei conta do quanto estava sendo iludida e usada há dois dias, quando Fábio pegou meu cartão do banco para retirar o dinheiro do aluguel e raspou minha conta para desaparecer como poeira em seguida, levando até o último tostão do dinheiro que ganhei sozinha e que seria o nosso futuro, um futuro que sonhei sozinha também. Depois de esgotar meu estoque de lágrimas, finalmente perdi as esperanças de que ele pudesse ter sido assaltado - o que seria impossível, considerando que um assaltante não o obrigaria a sacar até o último centavo da conta -, me convenci de que fui feita de otária e levantei-me da cama, perguntando-me o que me restava. A resposta era só uma: voltar às ruas e começar do zero, desta vez sozinha, afinal não existe um meio de se sair dessa vida que não por conta própria, principalmente para quem não tem uma formação escolar adequada para arranjar um emprego que pague o suficiente para se ter abrigo e comida. Imaginar que eu teria que passar por tudo de novo, tolerar cada madrugada fria nas ruas, cada piadinha de discriminação e deboche jogada pelas pessoas que passavam cad

sustentar? - Margô indagou, após dar uma grande tragada no seu cigarro. - E viver apanhando como as garotas que optam por essa saída? Nem morta! - Talvez você ache um que não bata. Deve ter um cara bom no meio de tanto lixo. - Um homem jamais vai tratar bem uma mulher se a tirar dessa vida e não tem como esconder isso. Todo mundo na cidade sabe o que fazemos, porque ficamos expostas na rua. Se tivesse como esconder, seria uma saída. Margô ficou me encarando em silêncio, até que seus olhos se arregalaram. - Acho que tive uma ideia. - declarou com entusiasmo, tirando seu smartphone da bolsa. Digitou alguns botões antes de me entregar o moderno aparelho, que certamente comprara de algum ladrão e trocara o chip. - Olha isso. Peguei o aparelho de sua mão e vi a imagem de uma cidade que parecia francesa, ou italiana. - O que tem isso? - perguntei sem entender nada. - Leia o título do artigo, criatura. Fiz o q

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Desejo proibido-  2 edição
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“Bati a cabeça na parede uma, duas, três vezes, com tanta força que cheguei a ver estrelinhas brilhando. - Para com isso. Se torturar não vai resolver nada. - Margô falou, sentada do outro lado da mesa no pequeno barzinho na Avenida Atlântica. O pagode romântico que tocava ao fundo, unido ao fedor de cerveja misturado com cigarro, contribuía para o crescimento da minha nostalgia. Quanto mais pensava no que aconteceu, mais me desesperava. Eu ainda não podia acreditar no quanto fui tola, me deixando enganar por um cafajeste que desde o início tinha o objetivo único de me extorquir. Aos vinte e cinco anos de idade eu não tinha mais o direito de ser tão ingênua e de ser tão tapada a ponto de não perceber nada mesmo com todo mundo à minha volta me alertando. Na realidade, eu cheguei a acreditar que as pessoas falavam mal do meu relacionamento com Fábio, por inveja. Fui uma anta mesmo. Foram três longos anos me prostituindo nas calçadas de Copacabana sem gastar nenhum centavo com qualquer coisa que não fosse o básico - como, por exemplo, o aluguel de uma quitinete, roupas e maquiagem -, a fim de guardar o dinheiro para abrir o meu próprio negócio e sair daquela vida miserável. Durante aqueles anos suportei o frio das madrugadas de inverno, o perigo constante e todo tipo de homem usando meu corpo, para que no final aquele maldito me roubasse.”