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Desejo proibido- 2 edição

Capítulo 4 Desejo proibido- 2 edição

Palavras: 1010    |    Lançado em: 22/03/2022

ndar, com a fachada azul, toda fechada e escura, o que deveria ter me alertado para o perigo. Porém, continuei me sentindo segura, espan

sa exceção porque é você que está me pedindo. Se ela não alugava nem para mulheres solteiras, imagina para uma foda apenas. Definitivamente aquele cara não estava planejando nada do que pensei, minha mente que é poluída demais. Miguel tirou a carteira do bolso. - Qual o preço do pernoite? - Não se preocupe com isso. Depois vemos como fica. - a mulher gesticulou negativamente na direção da carteira dele, depois se virou para mim. - Agora vamos entrar, está tarde. Boa noite Miguel. - Boa noite dona Dolores. - olhou dentro dos meus olhos, sorrindo lidamente. - Você está segura aqui. Se precisar de alguma coisa, me ligue pela manhã. A dona Dolores tem o meu número. Boa noite. - Boa noite. Muito obrigada por tudo. E assim ele se foi, deixando-me com uma sensação estranha de vazio e com a consciência pesada por ter julgado mal suas intenções, o que não era totalmente culpa minha afinal estava acostumada a lidar com homens que não davam nem um aperto de mão sem esperar algo em troca - favores sexuais - imagina pagar um pernoite. A mulher me conduziu para o lado de dentro através de um portão de ferro que havia na lateral da casa, atravessamos um longo corredor, entre o muro e a parede e por fim chegamos ao quintal, onde havia os quartos construídos em formato de um arco, de um andar apenas, com varanda na frente e muitos vasos de plantas. Abriu uma das portas, revelando o quarto amplo, com um cheirinho agradável de limpeza, como não era comum de se encontrar no Rio. - Não temos quartos com cama de solteiro. - a mulher falou com rudeza, deixando claro que não gostava de hospedar solteiros, de modo que pude compreender o porquê. - Também não aceitamos visitas masculinas, música alta e nem atendemos a noite, mas estarei à disposição cedo da manhã se

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Desejo proibido-  2 edição
Desejo proibido- 2 edição
“Bati a cabeça na parede uma, duas, três vezes, com tanta força que cheguei a ver estrelinhas brilhando. - Para com isso. Se torturar não vai resolver nada. - Margô falou, sentada do outro lado da mesa no pequeno barzinho na Avenida Atlântica. O pagode romântico que tocava ao fundo, unido ao fedor de cerveja misturado com cigarro, contribuía para o crescimento da minha nostalgia. Quanto mais pensava no que aconteceu, mais me desesperava. Eu ainda não podia acreditar no quanto fui tola, me deixando enganar por um cafajeste que desde o início tinha o objetivo único de me extorquir. Aos vinte e cinco anos de idade eu não tinha mais o direito de ser tão ingênua e de ser tão tapada a ponto de não perceber nada mesmo com todo mundo à minha volta me alertando. Na realidade, eu cheguei a acreditar que as pessoas falavam mal do meu relacionamento com Fábio, por inveja. Fui uma anta mesmo. Foram três longos anos me prostituindo nas calçadas de Copacabana sem gastar nenhum centavo com qualquer coisa que não fosse o básico - como, por exemplo, o aluguel de uma quitinete, roupas e maquiagem -, a fim de guardar o dinheiro para abrir o meu próprio negócio e sair daquela vida miserável. Durante aqueles anos suportei o frio das madrugadas de inverno, o perigo constante e todo tipo de homem usando meu corpo, para que no final aquele maldito me roubasse.”